quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O que há de novo em contracepção?


Autor: Dr. Edilson da Costa Ogeda - Ginecologista e Obstetra - CRM 67.091
Empresa: Clínica Ogeda
E-mail para contato: ogeda@clinicaogeda.com.br   

    Sem sombra de dúvida o avanço da Medicina ocorrido nos últimos anos revolucionou a questão do Planejamento Familiar. Entende-se por Planejamento Familiar a livre decisão do casal em ter quantos filhos desejar e em qual intervalo achar melhor. Diferentemente do Controle de Natalidade, em que ocorre uma decisão do Estado imposta ao casal determinando o número de filhos. No Brasil, pratica-se o Planejamento Familiar.
    A pílula anticoncepcional foi o grande embrião de tal avanço. No final da década de 50, mais precisamente em 1959 chegava ao mercado a primeira pílula anticoncepcional. Foi um grande marco porque pôde assegurar de forma eficaz a decisão de se programar o tamanho da família.
    Porém, embora eficaz, trazia alguns inconvenientes por apresentar doses muito elevadas e, então, as mulheres apresentavam enjôos, náuseas, vômitos,dor de cabeça e alterações vasculares, o que muitas vezes inviabilizava o uso. Isso fez com que a indústria farmacêutica buscasse soluções em encontrar a menor dose eficaz possível, e formas diferentes de administração.
    Hoje temos pílulas anticoncepcionais com 10% da dose das primeiras pílulas. Formas de administração diferentes entre anticoncepcionais injetáveis, comprimidos vaginais, adesivos, pílulas de última geração, implantes subdérmicos com duração de 3 anos e uma infinidade de outros, como DIUs de até 10 anos, Endocepctivos de 5 anos; etc.      


     Um método contraceptivo hormonal e diferente é o anel vaginal. Ele possui na sua estrutura os hormônios utilizados na anticoncepção com uma dose bem baixa. A própria mulher insere o anel na vagina, e irá usar 1 vez ao mês. Ele não interfere na atividade sexual, pois não incomoda nem a mulher, nem o parceiro. Sua grande vantagem está no fato de ser mais difícil o esquecimento, aumentando sua eficácia.
    Hoje a mulher tem a sua disposição um arsenal de opções disponíveis para a prática segura do Planejamento Familiar, entendendo que o melhor método depende de cada mulher em particular e das orientações de seu médico.

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