quarta-feira, 12 de junho de 2013

Saber que seu filho tem uma necessidade especial não precisa ser o fim do mundo...

    Nessa semana foi divulgada na imprensa brasileira a notícia de que uma equipe de pesquisadores da universidade Kings College de Londres desenvolveu um novo exame que promete detectar, com maior precisão e mais cedo, a Síndrome de Down durante a gravidez. Essa notícia evidencia os investimentos que a área de pesquisa em Medicina dedica para diagnosticar durante a gravidez uma série de condições genéticas que, sendo tratadas precocemente, podem permitir o tempo necessário para investimento no tratamento da condição, proporcionando uma qualidade de vida melhor para a criança.
    A Síndrome de Down, também conhecida como Trissomia do cromossomo 21, é um distúrbio genético causado pela presença de um cromossomo 21 extra total ou parcialmente. É caracterizada por uma combinação de diferenças maiores e menores na estrutura corporal, sendo que geralmente é associada a algumas dificuldades de habilidade cognitiva e desenvolvimento físico, assim como aparência facial.
    Nunca é fácil para uma família receber a notícia de que o filho apresenta algum tipo de condição que merece maiores cuidados, afinal de contas logo que a família constata a gravidez os planos, expectativas e sonhos em relação ao filho começam a ser construídos a todo vapor. Receber a notícia de que o filho apresenta necessidades especiais de certa forma é uma explosão nessas expectativas, explosão esta que pode destruir o futuro das pessoas envolvidas nessa história caso a família não recebe as orientações adequadas dos profissionais envolvidos nesse diagnóstico.
    O primeiro passo da família quando recebe esta notícia normalmente é negar essa condição, de forma serena ou com raiva. Sentimentos são vividos intensamente, brigas e discussões são constantes, até mesmo com os médicos... Um período turbulento na vida da família, que pode culminar com a separação do casal. Ambos precisam ter calma, dialogar bastante e dar suporte um ao outro para que eles possam passar para a próxima fase do lidar com essa questão.
    A segunda fase é sintetizada pela frase "por que comigo?", sendo o momento onde a família aceita o quadro e se sente vítima do destino ou de um deus. Depressão, tristeza, choro e desilusão são vividos... Essa fase pode ser vivida durante muito tempo, até mesmo décadas. O filho é colocado na posição de incapaz, e de que nunca conseguirá alcançar seus próprios sonhos.
    O suporte psicológico nessas situações é muito importante, já que o psicólogo aliado aos médicos envolvidos nesse diagnóstico poderão mostrar para a família a proposta de tratamento para o filho com necessidades especiais. Essa proposta engloba os objetivos do tratamento, quais serão de fato as limitações da criança, quais potenciais a criança apresenta e que merecem ser valorizados, como interagir com a criança e as melhores formas de estimular seu desenvolvimento físico, emocional, cognitivo e social.
    Ter um filho com necessidade especial não deve ser visto como o fim do mundo, mas sim como uma oportunidade de rever prioridades na nossa vida. A criança não necessariamente irá corresponder às expectativas dos pais, mas pode sim ter uma vida plena e feliz alcançando os objetivos que sejam de fato importantes para a sua vida. 

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