quarta-feira, 10 de julho de 2013

Crianças pequenas e agressivas....Problema à vista?

    Quando observamos que uma criança agride fisicamente outra no playground, por exemplo, é preciso estar atento a essa situação. Esse tipo de comportamento precisa ser analisado para que possamos descobrir o que está acontecendo com essa criança, tanto em casa como em outros ambientes que ela possa frequentar.
    Normalmente as cenas de agressão ocorrem quando a criança é contrariada, e por essa razão nossa atuação é fundamental para que a criança aprenda a lidar com os "nãos" de uma outra forma. No momento em que ela começar a bater em outras crianças deve-se imediatamente chamar sua atenção, conversando com muita calma, explicitando o que está certo e o que está errado na situação observada. 
    Ao mesmo tempo nós, adultos, precisamos estimular atitudes simpáticas e agradáveis, explicando que bater nas pessoas não é bom. Precisamos falar e agir da mesma forma, para que a criança escute o que estamos dizendo a ela e possa observar que a nossa mensagem é a mesma que pauta nossas atitudes no dia a dia para com as outras pessoas ao nosso redor.
    O diálogo com a criança na situação de agressão para com o outro deve apresentar firmeza, segurança, sem gritos ou punições físicas... Com o intuito de não piorar ainda mais a situação. Deixe a criança perceber que fazer carinho é bom e bater não é, mostrando através da sua fisionomia tristeza e alegria nas respectivas situações.
    Sabemos que entre dois e quatro anos a criança é bastante impulsiva, apresentando autonomia física sem ter controle total sobre seu corpo. Esta característica é natural do ser humano nessa faixa etária, e não deve ser vista com maus olhos. Precisamos aceitar essa fase, acolhendo a criança do jeito que ela é.
    Contudo, quando esse descontrole se tornar excessivo, a ponto de parecer que a criança é extremamente desajeitada ou mesmo confundindo-se descontrole com agressão, pode estar acontecendo com a criança algo estressante, seja na escola, em casa ou mesmo nos conteúdos assistidos na televisão. Tudo isso pode gerar atitudes explosivas, que devem ser foco de análise e de intervenção por parte dos adultos responsáveis para que os ambientes deixem de ser estressantes para a criança.
    Procure também fazer uma rotina diária para que a criança não fique insegura e agressiva. Estimulando comportamentos rotineiros você evita o estresse do inesperado, proporcionando autonomia e confiança para que a criança realize as tarefas do dia a dia.

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