quarta-feira, 17 de julho de 2013

Uma conversa além do blá blá blá

    Quando falamos em diálogo, principalmente no contexto familiar, logo vem à mente a imagem de uma conversa longa. Conversa esta onde os participantes, sejam eles adultos ou crianças, estão cansados e querendo a todo custo que a "bronca" ou o "sermão" acabe logo. Porém, para que na prática o diálogo seja diferente da imagem que nos vem à mente a maneira como se dá essa conversa faz toda a diferença. 
    Saber o que queremos transmitir, seja enquanto pais ou enquanto crianças, é muito importante para que a conversa seja estruturada, onde todos saibam e se interessem pelo tema discutido. Conversas que só fazem sentido para uma das pessoas na sala passa a ser um monólogo, e só agrada aquele que está discursando. Outra situação onde o diálogo perde o efeito construtivo é quando ele ocorre acompanhado de olhares críticos, falas contrárias às ações do dia a dia e gestos autoritários.
    Para que o diálogo seja produtivo para a família como um todo é necessário conhecer cada filho individualmente, saber como é sua personalidade e seu temperamento. A partir desse conhecimento é possível dialogar e entender os filhos de maneira aberta e positiva, sem deixar que esse diálogo transmita apenas ensinamentos. Quando o diálogo dos adultos se resume a ensinamentos, a conselhos, a imposições o produto da conversa passa a ser o afastamento dos filhos.
    Cada ser humano é único e deve ser respeitado nas suas diferenças, sejam elas positivas ou negativas. Dar espaço para o outro falar e se comunicar é uma lição que deve ser aplicada tanto na família como no mundo. Se estamos inseridos em uma sociedade, em uma comunidade, cabe a cada um de nós respeitar o outro e por reciprocidade ter o respeito alheio. O diálogo, seja na família ou com amigos, produz a comunicação sadia,  favorecendo a tolerância às frustrações,  respeito ao próximo e união entre pessoas que muitas vezes são muito distintas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário