quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Como contar às crianças que um parente morreu?

    Em algum momento uma pessoa querida de nossa família vem a falecer, e não há nada que possamos fazer a respeito. É o ciclo da vida, onde pessoas nascem e morrem diariamente, como se uma história terminasse para outra começar. Contudo, apesar de fazer parte da vida a morte é um evento difícil, pois vivenciamos diversos sentimentos quando um parente deixa de estar conosco.
    Os adultos conseguem lidar com a morte de um parente querido, apresentando ou não dificuldades em aceitar o fato. Já para uma criança a morte é um fenômeno diferente, pois entender que seu avô, por exemplo, não estará mais na Ceia de Natal é algo difícil... Para dizer o mínimo. Fora o fato da criança ainda não saber discriminar nem manejar seus sentimentos, sendo que a morte envolve diversos sentimentos intensos. 
    Diante da morte a criança começa a fazer perguntas, como: "para onde ele foi?"; "ele está sozinho?"; "eu não posso mais vê-lo?"; "dói?". Essas perguntas cortam nosso coração, mas se não agirmos nesse momento a morte pode se tornar um grande medo para a criança. Alguns adultos, por exemplo, apresentam fobias ou mesmo o transtorno obsessivo compulsivo (TOC) por não terem recebido a ajuda dos adultos para lidar com esse momento.  
    De acordo com as crenças religiosas da família, cabe aos adultos mostrar à criança que a morte faz parte da vida, que a pessoa está em um lugar melhor, e que há um significado na morte que não somente a tristeza do momento. Para lidar com essa situação a família se reúne com a criança, lembra histórias percebendo as qualidades da pessoa que se foi e como ela era, é, e sempre será importante na vida de cada um. Sem dúvida ela fará falta, mas sua vida e seus ensinamentos continuarão para sempre em nossos corações.
    A mentalidade da criança, sua compreensão dos fenômenos da vida ainda está em formação nos primeiros anos, por isso os adultos precisam fornecer os elementos necessários para que a criança processe a perda de um parente da melhor forma possível, vivendo o luto e saindo dele mais consciente, mais madura, e mais forte para lidar com qualquer demanda da vida. Responda todas as perguntas que seu filho fizer, elaborando o discurso de acordo com a compreensão que a criança tem do mundo, para que nada fique mal contado, esquisito ou escondido... Não importa a situação, dialogue ao máximo com seu filho.

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