quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Falar mal da escola na frente das crianças é um erro!

Autor: Victor Nicolino Faria - Psicólogo - CRP 06/98407
E-mail para contato: victor.nicolino@hotmail.com

    Não é nada fácil para os pais receberem críticas em relação aos seus filhos, principalmente críticas que dizem respeito ao comportamento da criança em ambientes sociais. Ouvir de outra pessoa que nosso filho não sabe se comportar, que agrediu um colega ou mesmo que disse um palavrão são notícias que abalam emocionalmente pais zelosos, que amam muito seus filhos.
    Nessa situação a primeira reação dos pais é assumir uma atitude de negação, não acreditando que seu filho tenha se comportado da forma descrita pela outra pessoa. A negação pode se desdobrar em falas  ou linhas de raciocínio que menosprezem o adulto que observou os comportamentos disruptivos da criança, sendo essa atitude muito perigosa do ponto de vista de educação.
    Em escolas é comum os professores mandarem recados para os pais via agenda, relatando situações ocorridas em sala de aula que precisam ser trabalhadas pelos pais em casa, através de diálogo e orientação. Contudo, quando os adultos leem o recado, se negam a aceitar tais críticas e passam a menosprezar o professor ou a instituição de ensino como um todo, é gerado um problema na relação pais, criança e escola.
    Quando uma criança faz algo considerado inadequado em um ambiente, é necessário mostrar a ela através de diálogo e orientação que determinado comportamento não pode ser emitido naquela situação, estimulando a criança a emitir outros comportamentos que são positivos para aquele momento. Quando os pais se negam a aceitar que seu filho tenha feito algo errado eles praticamente reforçam os comportamentos disruptivos da criança, pois passam para ela a mensagem de que "o professor está errado", "eu pago esse colégio", "eles não sabem ensinar", "estão perseguindo o meu filho". Em outras palavras, dizem à criança explícita e implicitamente que o errado é o outro, e não a criança.
    Assim, o diálogo e a orientação dos pais não ocorrem, não sendo transmitido para a criança o que ela pode e não pode fazer (seus limites). Com essa postura dos pais a tendência é que a frequência de comportamentos disruptivos da criança aumente, não seja compreendido de forma adequada pelo menor quais são seus limites para com o outro e suas responsabilidades, sem mencionar os problemas emocionais gerados por todo esse contexto na vida da criança.
    Os pais precisam ter cuidado com suas reações diante das crianças, pois um desabafo, falta de controle emocional ou negação podem gerar pequenos problemas na vida da criança que, com o tempo, podem afetar seriamente seu desenvolvimento.

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