quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Como ser amiga de sua filha

    Para algumas mães é difícil acompanhar e aceitar o desenvolvimento emocional e físico de suas filhas. Vê-las se interessando por assuntos de mulheres, focando em beleza e estética, sem mencionar o temível assunto namoro ou ficar gera um mal estar nas mães, que pode dificultar a compreensão da fase em que elas se encontram.
    Há uma diferença fundamental entre o nosso desenvolvimento de menina para mulher e o delas, que é o tempo. Pela enxurrada de informações e estímulos, sejam eles positivos ou negativos, este desenvolvimento acaba acontecendo mais cedo. Por exemplo, há trinta ou quarenta anos atrás era comum a primeira menstruação, conhecida como menarca, acontecer por volta dos 12 ou 13 anos; hoje em dia ela ocorre entre 8 e 12 anos.  
    Nós, mães, precisamos entender que o mundo está diferente, mais dinâmico. Por estar em contato com milhares de informações e estímulos elas acabam descobrindo o mundo da mulher mais cedo, e não há nada que possamos fazer para impedir essa realidade. Ao invés de brigarmos com elas por estarem se desenvolvendo em uma idade em que nós ainda éramos meninas, é importante manter o diálogo e a compreensão.
    Mostrar para elas que nós passamos pelas mesmas fases, tivemos dúvidas parecidas, e que estamos abertas a permitir que elas tenham acesso a esse mundo feminino é fundamental para estreitar a relação mãe e filha nessa fase da vida. Não podemos deixar que nossas filhas vejam em nós uma inimiga, ou alguém que jamais entenderá o que elas pensam... Dialogar, sem invadir o espaço delas, acaba sendo o papel da mãe nesse momento.
    A medida que nossa filha confia em nós ela acaba trazendo para discussão os assuntos mais diversos, como drogas, sexo, amor, etc. Precisamos e devemos tratar cada um desses assuntos com naturalidade, apesar do desconforto que podemos sentir por ver nossas filhas crescendo. A mulher moderna, super mãe, precisa ser ao mesmo tempo mãe e amiga de sua filha para fortalecer o laço familiar em um momento onde muitos jovens se distanciam de seus pais, rompendo completamente o vínculo afetivo.     

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