quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Como ter relacionamentos amorosos após a separação

    Nunca é fácil para os pais se separarem, pois há muitos sentimentos envolvidos nesse momento. Para o casal que decide se separar e já possui filhos há uma série de preocupações de como contar essa decisão sem gerar nenhum trauma para os pequenos. Sem mencionar o custo emocional para os próprios adultos, que enfrentam dúvidas e preocupações em relação às suas próprias vidas.
    Com o tempo pai e mãe reconstroem seu dia a dia, organizam a rotina para conviver com os filhos, e mais cedo ou mais tarde passam a investir em uma nova relação amorosa. Nesse momento novas dúvidas surgem já que precisam contar para as crianças sobre a relação, e encaixar a nova pessoa dentro da dinâmica familiar.
    Para preservar os filhos o melhor momento para introduzir essa nova pessoa dentro da dinâmica familiar é quando já há algo sólido entre as partes, quando as pessoas já se conhecem e há de fato uma relação em construção e com possibilidades reais de dar certo. Conhecer uma pessoa, ou mesmo sair com ela uma vez e já apresentá-la aos filhos pode gerar traumas nas crianças. É preciso ter cuidado para apresentar aos filhos pessoas que vão continuar dentro da família, e não aventuras sexuais ou mesmo relações sem futuro.
    Outro ponto a se pensar no momento de apresentar a nova pessoa para os filhos é em relação ao papel dela dentro da família. É importante deixar claro para as crianças que a nova pessoa não vai ocupar o lugar do pai ou da mãe, mas sim será uma nova pessoa dentro da família que terá sentimentos por elas. Será uma pessoa importante para as crianças, que cuidará e se preocupará com elas respeitando o espaço já estabelecido do pai e da mãe dentro do coração dos pequenos.
    Utilizar o bom senso nesse momento, sentar e conversar com os filhos com calma e acolhimento para quaisquer reações e perguntas é importante para que possamos construir o espaço necessário para que uma nova pessoa envolvida afetivamente com pai e mãe possam de fato participar da dinâmica familiar sem causar prejuízos. A nova pessoa pode e deve agregar ao funcionamento da família, ajudando-a a ser mais feliz.      

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