quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Amor e autonomia para as crianças

    Quando escolhemos ter um filho significa que chegamos a um momento em nossas vidas onde queremos ter alguém para amar incondicionalmente. Ter um filho é ter alegria em casa, inúmeras responsabilidades, e um clima onde percebemos que a outra pessoinha precisa de nós para crescer e se desenvolver.
    Diante de todo esse amor fica difícil identificar o momento em que a criança não precisa tanto da nossa presença... Quero dizer, há momentos onde a criança precisa de nós para tudo, e outros momentos onde não estarmos ao seu lado, fazendo tudo por ele, estimula o crescimento saudável. Essa autonomia é importante logo após os primeiros meses de vida.
    Evitarmos que a criança se machuque, se suje, que ela saia correndo pela casa pode gerar insegurança na criança, a crença de que ela não consegue lidar com os desafios da vida e que precisa de nós para tudo. Essa postura dos pais faz com que os filhos fiquem dependentes, precisando dos adultos para atividades simples e complexas. Em toda roda de amigos encontramos histórias de crianças super protegidas que sofreram na vida adulta com os efeitos da super proteção.
    Precisamos ensinar desde cedo o pequeno a se alimentar sozinho, a se trocar, arrumar sua cama e seu quarto, cuidar da sua higiene pessoal, ter as habilidades necessárias para se proteger nas ruas, ou mesmo dentro da escola. Pode parecer exagero, mas a autonomia deve ser ensinada em todas as situações domésticas... Os pais estimularem a autonomia dos filhos é uma preparação para que na vida adulta nossos filhos sejam bem sucedidos nas diversas áreas de suas vidas.
    Amar não significa proteger incondicionalmente, pois há momentos onde não proteger vale mais para o futuro dos filhos do que estar lá para todas as atividades básicas do dia a dia. Amar é proporcionar aos filhos todas as condições necessárias para que ele se torne um adulto feliz e bem sucedido. Amar é dar autonomia para que nossos filhos cresçam e floresçam.   

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