quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Mistérios, perigos e curiosidades sobre a Síndrome da Morte Súbita dos Recém Nascidos

Autor: Manuel Eduardo Egas
Empresa: Odória
Contato: comercial@odoria.com.br



Há já alguns bons anos, talvez cinco ou seis, não me lembro bem comecei a me interessar inexplicavelmente pela síndrome da morte súbita infantil, sem ter a menor relação com o assunto.

Sou engenheiro agrônomo, meus filhos já estão crescidos, ainda não tenho netos, mas, desde que li em algum lugar algo a respeito da síndrome comecei a achar o assunto meio nebuloso, cheio de mistérios e em certos aspectos até enigmático.

Vejamos: apesar de ser a principal causa de morte infantil pouco se fala ou se escreve sobre a síndrome no universo das mães, entretanto, pesquisando-se no Google, encontraremos uma infinidade de artigos muito semelhantes entre si inclusive um excelente e muito esclarecedor aqui neste link (drauziovarella.com.br/crianca-2/sindrome-da-morte-subita-infantil/)

No Brasil a síndrome é responsável por um óbito a cada mil nascimentos e como temos perto de três milhões de nascimento ao ano são quase três mil mortes todos os anos devidos á síndrome. Pode até parecer um número pequeno, mas a família atingida acha uma tragédia e pior, fica com um sentimento injustificado de culpa.

A síndrome em si já é um mistério, não tem cura, não se conhece  a origem, a autópsia não identifica a causa e por enquanto somente medidas preventivas são recomendadas e apesar de tudo isto, nunca soube de alguma campanha informativa  e esclarecedora feita no Brasil sobre as medidas que poderiam salvar algumas vidas.

Mas não é tão simples assim, vejamos, são inúmeras as recomendações para contornar o problema como: não tomar bebidas alcoólicas nem fumar durante a gravidez, não expor o bebe á fumaça de cigarro, não agasalhar em demasia, não dormir na mesma cama, arejar bem o quarto e a mais eficiente de todas as medidas é manter o bebe sempre deitado de costas virado de barriga para cima. Por que? Ninguém sabe, mas, funciona, pois, reduz em mais de 50%  a ocorrência.da síndrome.

Foram feitas algumas campanhas no exterior recomendando manter os bebes deitados de costas, que seria a medida de melhor resultado, sem entretanto esclarecer como fazer essa imobilização e houve alguns acidentes provocados pelas medidas  de contenção adotadas pelos pais como: calçar o bebê no berço com objetos, com travesseiros, com toalhas etc  aumentando o índice de óbitos.

Curioso foi o fato de que um dia estávamos na empresa apreciando o resultado de um trabalho que acabáramos de elaborar para uma grande indústria e que era um modelo de travesseiro de pescoço para viagens e por uma daquelas razões inexplicáveis vislumbramos na peça, a possibilidade clara e cristalina de imobilização de um  bebe na posição recomendada de deitado de costas se   colocássemos a cabecinha do bebe no vazio do centro do travesseiro entre as alças laterais onde normalmente deveria ficar o pescoço.

Redimensionamos a peça para um tamanho adequado para bebe, com pequenas alterações funcionais e foi um sucesso. O bebe fica perfeitamente estabilizado, sem conseguir sair da posição, mas, preservando todos os demais movimentos naturais de um bebe. Estava ali a solução para o problema  de contenção.

Mais curioso ainda é que a síndrome ocorre do nascimento até aos seis meses de idade do bebe, quando cessa o perigo da ocorrência da síndrome e coincidentemente a partir dessa idade o travesseiro de contenção não mais consegue segurar o bebe na posição e pode passar a ser utilizado como travesseiro de pescoço, nos passeios e deslocamentos do bebe; voltando a sua origem para que foi inicialmente projetado,.travesseiro de pescoço.

Agora de posse de uma solução para a contenção segura do bebe na posição correta recomendada podemos deflagrar uma batalha para informação  e esclarecimento das mães, sem o risco de desencadearmos uma outra síndrome, a do pânico.

Creio que nos dias de hoje a maneira mais eficiente de se divulgar, informar  e esclarecer sobre os perigos da síndrome seria através da rede de Blog’s de Mães porque eles são numerosos, muito relacionados, com grande credibilidade, são bastante consultados  e essa divulgação teria  custo quase zero.

Sem dúvida esta seria uma ação humanitária eficiente prestada pelos Blog’s salvando inúmeras vidas, evitando muitas tragédias familiares e dando oportunidades ás mães de se livrarem do sentimento de culpa que toda mãe desinformada sem dúvida sentira na perda de um filho pela morte súbita.

Fica aqui o meu singelo apelo para que de alguma forma os Blog’s de Mães se organizem e se unam e o nosso país se diferencie e inove no combate a uma ocorrência fatal enigmática que ceifa abruptamente a vida mais querida no seio de uma família.


Nenhum comentário:

Postar um comentário