quarta-feira, 8 de abril de 2015

Crianças, adolescentes e o consumo de álcool

    Independente do que estejamos vivendo enquanto sociedade, do que seja considerado normal por infelizmente ser unanimidade, é preciso haver o questionamento por parte dos pais sobre o uso de álcool por crianças e adolescentes. 
    Quando conversamos com pais é comum ouvirmos argumentos de que os filhos precisam sair com os amigos, ir a festas, se divertir. Afinal de contas é preciso ser feliz! Mas ser feliz necessariamente envolve um menor de idade consumir bebida alcoólica até cair bêbado na calçada?
    Se você, leitor, for um adulto que acha graça desta cena é importante você rever seus conceitos. As bebidas alcoólicas são proibidas para menores de 18 anos por um motivo simples: elas fazem mal ao organismo de crianças e adolescentes que estão desenvolvendo seus corpos e seus cérebros. O malefício de beber tendo menos de 18 anos não se restringe a cair de bêbado, ou fazer xixi nas calças, mas sim os efeitos químicos em um corpo onde há uma efervescência de hormônios e neurotransmissores atuando 24 horas por dia em uma intensidade que o jovem já não consegue lidar bem.
    Sem dúvida há uma grande pressão social para que nossos filhos bebam o quanto antes, e em várias partes do pais já encontramos crianças de 10 anos consumindo álcool na frente de pais que aplaudem essa cena. Ou seja, o adulto que teoricamente é o responsável pela educação de um cidadão crítico e atuante na sociedade incentiva um hábito nocivo para uma criança ou adolescente que precisa ser amado e cuidado. Contra a pressão social por beber só pais presentes e acolhedores podem dar as ferramentas necessárias para que os filhos não cedam a pressão de amigos e conhecidos.
    Independente do que a sociedade pregue ou incentive precisamos enquanto pais pensar no que é melhor para os nossos filhos, e mostrar a eles as opções de vida que cada um de nós tem. O jovem precisa aprender a tomar decisões pensando nos prós e contras, no que lhe faz bem e no que lhe faz mal. Tomar decisões por impulso ou para ser aceito é um grande erro, porque enquanto agradamos o outro machucamos a nós mesmos.
    Beber ou não beber é uma decisão importante na vida de cada pessoa, e quanto começar a beber exige reflexão. Cada pessoa tem o livre arbítrio de decidir o que é melhor para si, mas enquanto pais precisamos dar as ferramentas necessárias para que eles tomem a decisão correta para as suas vidas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário