quarta-feira, 6 de maio de 2015

Entrevista com o empresário Manuel Egas - Parte 2


Super MãeConte-nos um pouco mais sobre a Síndrome.

Manuel EgasA Síndrome da Morte Súbita no Berço é uma tragédia imprevisível, mas, em grande parte evitável.

Vejamos o seguinte:  como pode a Síndrome ser a maior responsável pelos óbitos de recém nascidos no país e ao mesmo tempo ser tão desconhecida?

Mesmo que dela não se conheçam as causas, que ela não apresente sintomas, que a autópsia não revele as  origens, as práticas preventivas são bem fáceis de serem adotadas, e agora com o Travesseiro de Contenção mais ainda. Por que então não difundi-las?

O Brasil ainda tem sorte, em países industrializados o costume de deitar o bebe de bruços faz com que eles tenham índices de óbitos superiores aos nossos, Aqui normalmente costuma-se colocar o bebe deitado de lado e isso por si só faz com que tenhamos índices menores, mas, assim mesmo perdemos perto de 3000  bebês por ano.

Super MãePor que a imprensa não divulga essas informações?

Manuel EgasÉ provável que a grande imprensa  desconheça a própria existência da síndrome, as informações existentes sobre ela são inúmeras, mas, estão reclusas e confinadas ao ambiente da  Internet em nível técnico, ocultas do grande público. É necessário primeiro reconhecer a importância da síndrome para que possa então haver interesse para divulgá-la.

Outro aspecto   é que antes de haver uma solução para o problema a divulgação da síndrome poderia causar outro tipo de síndrome, a do pânico

Acredito que haja aqui também uma avaliação errônea, uma inversão de valores,  ao se considerar números absolutos - um óbito a cada mil nascimento -  pode parecer um número pequeno, sem significado,  porém, a grandeza do número não está na quantidade e sim na importância da vida preciosa que é a de um filho.

Super MãeVocê teria algo a dizer para nossos leitores?

Manuel EgasNão transformem a Síndrome da Morte Súbita em Síndrome do Pânico, informem-se e previnam-se. A prevenção é o máximo que hoje pode ser feito  para que no mínimo, não haja qualquer sentimento de culpa no caso de uma tragédia .

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