quarta-feira, 14 de outubro de 2015

A hora e a vez do brincar!

    

  Brincar é a primeira coisa que pensamos quando alguém nos perguntar o que é ser criança. Nada melhor do que as doces lembranças de quando éramos pequenos. Férias, viagens, brincadeiras, risadas... Lembranças que trazem à tona sentimentos positivos que muitas vezes ficam escondidos ou perdidos em nossas lembranças devido à correria do dia a dia. Ser criança é se divertir, além é claro das obrigações necessárias referentes á educação e formação do futuro adulto.
    Contudo,alguns pais acabam perdendo o ponto de equilíbrio entre preparar seus filhos para o futuro e deixar com que eles sejam crianças. Sem dúvida vivemos em um mundo extremamente competitivo, onde somos cada vez mais cobrados em diversas esferas. As crianças precisam aprender o conteúdo tradicional que a escola os cobra, mas também precisam conhecer outros idiomas, outras culturas, computação, atualidades. Um mundo complexo, extremamente dinâmico, em constante mudança precisa ser absorvido pela criança.
    Preocupados com isso os pais acabam matriculando seus filhos em diversas atividades dentro e fora da escola para que seus filhos consigam absorver esse vasto mundo de informações. Eles estão certos em ter essa preocupação, e estão agindo na melhor das intenções em proporcionar ao pequeno tantas atividades. Porém, as crianças precisam ter um tempo para serem crianças.
    Estudos em Psicologia e Neurologia mostram que o brincar faz parte do desenvolvimento físico e psicossocial da criança. Ela precisa das atividades lúdicas para se desenvolver enquanto indivíduo e cidadão. É através do brincar que a criança acaba entendendo diversas facetas dela mesma, dos outros e do mundo. Brincar acaba sendo tão ou mais importante que estudar inglês, por exemplo.
    Não é nada fácil encontrar o ponto de equilíbrio entre proporcionar aos nossos filhos as experiências necessárias para eles se tornarem adultos competitivos em nossa sociedade e deixá-los viver a própria infância. Vemos muitos adultos tendo inúmeras dificuldades para alcançar o equilíbrio em suas próprias vidas, quanto mais em descobrir esse ponto na vida de seus filhos. Precisamos estar atentos a essa dualidade: criança precisa ser criança ao mesmo tempo que precisa ser preparada para a vida adulta. 

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