quarta-feira, 6 de julho de 2016

Entrevista com Cassia Cassitas, autora do livro O menino que pedalava


Super Mãe: Conte para as nossas leitoras um pouco sobre a sua história.
Cassia: Sou uma mulher inquieta que gosta de gente e de livros. Minhas especializações em tecnologia da informação, didática do ensino superior e filosofia revelam um pouquinho do que os leitores podem esperar dos meus livros. Vocês vão encontrar ciborgues, bolhas econômicas e muita emoção nos personagens que povoam meus textos.
Super Mãe: Como surgiu a ideia para escrever este livro?
Cassia: Da vontade de sorrir, entrar em contato com um lado leve da vida que algumas pessoas parecem conhecer. Descobri as paralimpíadas durante as pesquisas. Muitos caminhos me levaram aos atletas, ao esporte e ao grande tema, a inclusão social. Posso afirmar que sinto uma grande admiração pelas pessoas que encontrei nessa trajetória. Vale a pena dar uma paradinha e olhar para elas. Cada pessoa que homenageio neste livro decidiu olhar para frente à sua maneira e assim acontecer. Vejam as fotos no site http://omeninoquepedalava.com.br. Elas brilham!  
Super Mãe: Qual o significado deste livro na sua vida?
Cassia: Foram mais de três anos de muito trabalho, surpresas e alegrias. Um projeto que despertou em mim lembranças adormecidas e eu adorei reencontrá-las. Eu me esforcei no sentido de trazer alternativas aos meus leitores, estimulá-los a olharem para si mesmos e para a vida, enxergar possibilidades. “O Menino que pedalava” significa coragem e movimento. Um presente que desejo compartilhar.
Super Mãe: Ser sucesso na Amazon foi uma surpresa para você?
Cassia: Meu primeiro livro “Domingo O Jogo”(2010) ficou várias semanas entre os ebooks mais vendidos no Brasil. O romance “Fortuna A Saga da Riqueza” é pouco conhecido no Brasil mas chegou a muitos leitores americanos sob o título “Saga of Wealth”. Ao lançar “Riding” no início de 2015 na Amazon, minha maior surpresa foi ler nos comentários de meus leitores frases como “nunca se sabe o que virá da Cassia Cassitas” , escreveram. “Quando vi seu novo livro, corri comprar”. Eu adorei!
Super Mãe: Você é mãe? Como consegue conciliar sua vida pessoal e profissional?
Cassia: Sim, sou mãe de dois rapazes. Escrever me deixa no maior bom humor, mas nada se compara à maternidade. Juntas combinam muito bem, pois enquanto eles dormem eu escrevo. Tenho livros no carro, na bolsa, tudo se encaixa. E as historias de mães de deficientes que conheci são um forte incentivo. São exemplos poderosos da grandeza que brota no ser humano e faz com que a humanidade avance. Me ensinaram que muitas vezes são nas pequenas decisões do dia a dia, no exercício de olhar para o outro, que encontramos nossa verdadeira realização.
Super Mãe: É difícil ser autora de livros no Brasil?
Cassia: Escrever é a melhor parte. Derramar as ideias nas páginas, instigar o leitor a pensar sobre elas, e de certa forma iniciar uma discussão sobre o assunto é muito estimulante. Distribuir e vender é outro lado da profissão, mais comercial. A boa notícia é que o leitor brasileiro está lendo mais com o acesso a celulares e redes sociais. E o Brasil é muito bom nisso! Esse é o desafio, a oportunidade para os autores brasileiros.  
Super Mãe: Você gostaria de dizer algo mais para as nossas leitoras?
Cassia: Apresentar a historia de André a um público formado por tantas mães é algo muito significativo. De certa forma, a maternidade faz com que nos voltemos aos nossos filhos. Ao agir e sonhar em torno deles, corremos o risco de esquecer de perguntar algumas coisinhas. Até o dia em que eles se voltam para o mundo. Eu acredito que a inclusão social começa por nós, na forma como nos vemos, passa por nossas atitudes diante da realidade. Nas vozes das mães de “O Menino que Pedalava” eu sugiro algumas ideias. Deixo para vocês uma delas:
“Escrevendo e reescrevendo o texto de abertura, a dor de Elizabeth se dissolveu. Ela se deixou envolver pelas palavras derramadas na tela do computador, enrolando-se nelas, cobrindo-se com elas para se aquecer durante a noite. Concluiu que a distância fazia parte da natureza do amor: não segurando nem aprisionando. Só aconchegando. A chegada desse pensamento acalmou seus nervos.”

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