quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Entrevista: Febre periódica - O que é isso?



Dr. Marco Aurélio Safadi (CRM: 54792), parceiro da NUK e professor de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e coordenador da Equipe de Infectologia Pediátrica do Hospital.

Sobre a NUK – www.nuk.com.br

Presente no mercado desde 1956, a NUK ajuda a promover o crescimento saudável dos bebês com produtos seguros, simples e que estimulem seu desenvolvimento. A empresa foi fundada por dois renomados odontopediatras na Alemanha. A marca trabalha com uma equipe de especialistas nas áreas de pediatria, odontologia, nutrição e ciência para criar os melhores produtos para bebês no mundo todo.

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PFAPA é uma sigla em inglês que significa febre periódica, estomatite aftosa, faringite e adenite. Ou seja, é quando a criança apresenta febre recorrente acompanhada de aumento de gânglios no pescoço (as populares ínguas), inflamação na garganta e aftas na boca.

A PFAPA é comum?
Não se sabe exatamente a sua frequência, mas provavelmente é mais comum do que se imagina. O pouco conhecimento sobre a doença faz com que o seu reconhecimento se torne mais difícil, sendo as febres e seus demais sintomas, na maioria da vezes, atribuídos a viroses.

Quem é acometido pela PFAPA e como se comporta?
A PFAPA se apresenta em crianças nos primeiros anos de vida, em geral até os 5 anos. Trata-se de uma doença benigna, que não interfere no desenvolvimento da criança, porém sua evolução é arrastada com duração de vários meses a anos.

Quais as causas da doença?
Suas causas são desconhecidas. Até o momento não se identificou causa genética ou infecciosa para explicá-la. O que se sabe é que há uma ativação periódica e temporária do sistema imunológico causando tais sintomas.

Quais são os principais sintomas?
O principal sintoma da doença é a febre recorrente, sua principal marca. Além da febre, vem acompanhada de dor de garganta, aftas e ínguas no pescoço. A duração da febre é de 3 a 6 dias, deixando a criança abatida e sem apetite, se repetindo, em geral, a cada 3 a 6 semanas. Nem todos os sintomas precisam estar presentes para o seu diagnóstico e outros sintomas como dor abdominal e vômitos também podem aparecer. Lembre-se, nos períodos sem sintomas, a criança não apresenta qualquer alteração.

Como confirmar a doença?
Não existe nenhum exame confirmatório. O mais importante é atentar à recorrência da febre e aos demais sintomas. Alguns exames podem ser necessários para excluir outras doenças que apresentam sintomas semelhantes, mas a suspeição aliada ao exame físico são o mais importante para o seu diagnóstico.

Qual o tratamento da PFAPA?
Não existe tratamento específico, o mais importante é o acompanhamento da criança pelo pediatra e medicações para alívio dos sintomas como os antitérmicos comuns. O uso de corticoides administrados no início dos sintomas podem encurtar o tempo das crises.
Em alguns casos, a extração das amígdalas pode ser considerada, geralmente resolvendo os episódios.

Qual a evolução da doença?
Como já foi dito, a doença tem evolução crônica podendo durar vários anos. A tendência é que os episódios apresentem intervalos cada vez maiores até o seu desaparecimento. Como é uma doença benigna, que não traz repercussões para a criança, o acompanhamento pediátrico regular e o alívio dos sintomas são, na maioria da vezes, suficientes para trazer conforto ao pequeno paciente.

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