quarta-feira, 21 de março de 2018

HPV pode causar câncer, mas frequentemente a prevenção e o tratamento nos jovens são negligenciados

A vacinação, que previne o desenvolvimento de câncer, é indicada no Brasil para meninas de 9 a 15 anos e meninos de 11 a 15 anos.

O alerta é de Daher Chade, urologista do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) e do Hospital Sírio Libanês, sobre o desinteresse de adolescentes pela vacinação contra o papilomavírus humano, o HPV e a falta de estímulo por parte de pais e responsáveis. "Medo e desconhecimento da gravidade da doença são os principais fatores para a falta de diálogo com os jovens. O temor de que a conversa possa levar ao início de uma vida sexual exclui a possibilidade de prevenção da doença, que pode levar ao câncer".

O especialista explica que a vacina contra o HPV é uma das três mais importantes para essa faixa etária, assim como o Tdap (tétano, difteria, coqueluche) e MCV4 (meningite). "A vacinação é segura para meninos e meninas e ajuda a prevenir infecções que causam câncer, como o cervical, de garganta, vulvar, vaginal, peniano e anal."

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em todo o planeta há cerca de 600 milhões de pessoas infectadas pelo HPV e, entre 75% a 80% da população em algum momento da vida vai adquirir algum tipo de HPV. "Nos Estados Unidos, por exemplo, em torno de 31.500 homens e mulheres são diagnosticados com câncer de HPV, por ano", informa Daher.

Apesar do HPV ser transmitido por contato direto com a pele infectada, durante a relação sexual, Chade alerta para a importância de adolescentes receberem as duas doses da vacinação antes da exposição ao vírus. A proteção do câncer, segundo o urologista, diminui à medida que aumenta a idade na vacinação.
Um dos problemas para o diagnóstico e a preocupação com o vírus é que em curto prazo a infecção não apresenta qualquer tipo de sintoma. Em longo prazo, o diagnóstico geralmente aparece quando a infecção já provocou o surgimento do câncer.

"HPV pode causar câncer, mas frequentemente a prevenção e o tratamento nos jovens são negligenciados"

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