Opiniões de profissionais

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Microfisioterapia - um caminho suave para quem sofre com a Fibromialgia

Autor: Fábio Akiyama

Atua na área da saúde desde 2009. É fisioterapeuta e trabalha com a microfisioterapia, terapia que estimula a auto cura através do toque, ou seja, faz com que o corpo reconheça seu agressor e inicie o processo de reprogramação celular. É pós-graduando em técnicas osteopáticas e terapia manual, além da formação em osteopatia visceral, posturologia clinica e equilíbrio neuro muscular. Possui curso na área de tratamento da articulação temporomandibular (ATM) e introdução ao Método Rosen. Em 2014, realizou um curso de especialização em prevenção e tratamento de lesões de membros inferiores e análise biomecânica de corrida, pela The Running Clinic no Canada. Atua desde 2012 também como instrutor de Pilates e treinamento funcional. Em 2015, foi monitor no Instituto Salgado de Saúde Integral no módulo avançado do curso de formação em microfisioterapia. Para saber mais, acesse www.mindtouch.com.br ou mande e-mail para contato@mindtouch.com.br ou 11 96413-9681


A Fibromialgia é uma síndrome clínica que se manifesta principalmente com dores difusas pelo corpo. É muito difícil definir esses incômodos que ocorrem no sistema muscular ou no articular, podendo ter sintomas nos dois sistemas ao mesmo tempo.
O paciente geralmente relata que a há dor em todo o corpo. Geralmente, podem vir acompanhadas de um cansaço muito grande e sem precedente e também um sono que não é nada reparador e, em boa parte dos casos, há relatos de pessoas que acordam ainda mais cansados.

A Fibromialgia pode vir acompanhada de outros sintomas psicológicos como perda de memória, ansiedade, dificuldade de concentração e tontura além de sintomas físicos mais raros que podem ser dormência e formigamento acompanhado de alterações intestinais.

A doença não tem uma causa definida, mas estudos recentes apontam que é como se a pessoa se tornasse mais sensível aos estímulos dolorosos, como se o próprio sistema nervoso da pessoa a fizesse sentir mais dor.
Em grande parte dos casos, para não se dizer em todos, a Fibromialgia aparece após grandes traumas, seja emocional ou psicológico, físicos ou até mesmo uma grande infecção ou agente tóxico.

No entanto, pode prejudicar a qualidade de vida e o desempenho profissional, motivos que plenamente justificam que o paciente seja levado a sério em suas queixas. Como não existem exames complementares que por si só confirmem o diagnóstico, a experiência clínica do profissional que avalia o paciente é fundamental para o sucesso do tratamento.
Desde a década de 80, pesquisadores do mundo inteiro têm se interessado pela fibromialgia. Vários estudos foram publicados, inclusive critérios que auxiliam no diagnóstico dessa síndrome, diferenciando-a de outras condições que acarretem dor muscular ou óssea. Esses critérios valorizam a questão da dor generalizada por um período maior que três meses e a presença de pontos dolorosos padronizados.

A causa e os mecanismos que provocam fibromialgia não estão perfeitamente esclarecidos pela medicina. Acredita-se que alguns fatores possam agravar a doença, tais como estresse. Diminuição de serotonina e outros neurotransmissores provocam maior sensibilidade aos estímulos dolorosos e podem estar implicados na diminuição do fluxo de sangue que ocorre nos músculos e tecidos superficiais encontrados na fibromialgia. A partir deste ponto, o paciente pode começar a desenvolver um quadro depressivo motivado pelas disfunções bioquímicas.

A boa notícia é que existe uma técnica chamada Microfisioterapia, que foi desenvolvida por franceses como base na embriologia, a filogênese e a anatomia humana. O método permite avaliar o ritmo vital dos órgãos e tecidos através de micro toques, procurando perdas de vitalidade e a causa desses desequilíbrios. Além disto, estimula o corpo para que se auto regule e assim possa reencontrar a saúde.

Essas agressões primárias deixam cicatrizes que ficam armazenadas nos tecidos, atrapalhando o funcionamento e desregulando o ritmo vital. O fisioterapeuta, através de micro palpações, procura pelo corpo onde essa "cicatriz" ficou armazenada e reconhece qual tecido (musculoesquelético, tecido do sistema nervo, pele ou até visceral) teve perda de vitalidade, afetando o funcionamento. O papel do profissional é, então, apresentar para o corpo onde estão localizadas essas feridas para que o próprio organismo as elimine.

A cicatriz patológica é o vestígio deixado pelo agente agressor no corpo, que até tenta reparar o problema, mas não consegue eliminar por uma deficiência do sistema imunológico ou porque a agressão foi muito forte. O resultado é um desequilibro de células e tecidos, atrapalhando suas funções e provavelmente gerando sintomas.

A microfisioterapia tem um papel fundamental no tratamento da Fibromialgia, podendo eliminar a causa primária e assim gradativamente eliminando os sintomas e diminuindo os focos de dor.




O que é a convulsão febril?


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Sempre que uma criança está com febre, os pais vivem a angústia de não saber o motivo e o temor de que, se apresentar febre alta, desencadear uma convulsão. Esse temor realmente tem fundamento, mas apenas uma mínima parcela das crianças com febre irá convulsionar e destas, a grande maioria apresentará um episódio da chamada convulsão febril benigna.

O que é a convulsão febril benigna?
convulsão febril benigna é uma condição relativamente comum nos prontos-socorros de pediatria. Pode ocorrer dos seis meses aos seis anos, em crianças com predisposição genética em função da variação súbita da temperatura (em geral elevação rápida), mesmo com temperaturas mais baixas ou na melhora da febre. Esse tipo de convulsão ocorre, normalmente, nas primeiras 24 horas de febre e tanto as infecções virais (como gripes, resfriado, diarreias, etc.) como infecções bacterianas (otites, sinusites e pneumonias, etc.) podem ser a causa da febre.

Quais são os sintomas da convulsão?
A criança apresenta perda dos sentidos, fortes abalos dos braços e pernas, salivação excessiva, podendo ficar com os olhos vertidos para cima e com a boca roxa. Geralmente a crise dura menos de 10 a 15 minutos, cessando espontaneamente. Após a crise a criança ficará sonolenta, recuperando a normalidade após algum tempo.

O que fazer durante a crise?
Tente manter a calma. É muito importante lembrar-se que apesar de assustadora, a convulsão febril é uma condição benigna. O fundamental é proteger a criança para que não se machuque, colocando-a em uma superfície macia. Vire-a de lado para que a saliva ou alguma secreção saia naturalmente pela boca, evitando que obstrua a sua respiração. Não coloque o dedo ou qualquer objeto na boca da criança. Não há necessidade de puxar a língua da criança, podendo inclusive a pessoa ter seus dedos mordidos durante essa tentativa. Tente medir a febre, saber se a crise ocorreu em vigência de febre é muito importante para o pediatra.

Que exames são necessários realizar nas crianças?
Se for a primeira crise, leve a criança para o pronto-socorro para ser examinada e se necessário, realizar exames para identificar o que motivou a febre. Na maior parte das vezes exames simples são suficientes. Em casos específicos pode ser necessária a realização do exame do líquor. A tomografia ou ressonância do crânio de maneira geral não são necessárias.

A crise convulsiva febril pode se repetir?
Em até 70% dos casos, só ocorrerá uma vez. Quando ocorre de forma mais prolongada e em crianças menores de 1 ano, terá maior chance de se repetir. Nas crianças que já apresentaram convulsão febril, será importante identificar precocemente os episódios febris e medicá-los rapidamente.

Como evolui a convulsão febril?
convulsão febril benigna, como o próprio nome diz, tem boa evolução. Não causa qualquer atraso do desenvolvimento, prejuízo na inteligência ou sequela neurológica. Menos de 1% das crianças poderão evoluir com epilepsia no futuro, principalmente naqueles casos que apresentem histórico de convulsões na família.

O pediatra saberá fazer as orientações adequadas, solicitando exames e/ou encaminhando ao neurologista quando necessário.



O conteúdo foi desenvolvido pelo Dr. Marco Aurélio Safadi (CRM: 54792), parceiro da NUK e professor de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e coordenador da Equipe de Infectologia Pediátrica do Hospital Sabará.
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Presente no mercado desde 1956, a NUK ajuda a promover o crescimento saudável dos bebês com produtos seguros, simples e que estimulem seu desenvolvimento. A empresa foi fundada por dois renomados odontopediatras na Alemanha. A marca trabalha com uma equipe de especialistas nas áreas de pediatria, odontologia, nutrição e ciência para criar os melhores produtos para bebês no mundo todo.

A combinação da expertise médica da NUK e o conhecimento das mamães, maiores especialistas no assunto, faz com que os produtos sejam cuidadosamente projetados para estimular o desenvolvimento do bebê, com produtos inovadores, de fácil uso e excelente qualidade para auxiliar e beneficiar mães e bebês.

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Como educar crianças mimadas?




Lilian Zolet é psicóloga e fisioterapeuta formada pela Faculdade União das Américas (UNIAMÉRICA), e especialista em Saúde Pública e da Família e em Terapia Cognitivo-Comportamental pelo Instituto Paranaense de Terapia Cognitiva (IPTC). Trabalha com crianças, adolescentes e famílias e ministra palestras e cursos sobre psicoeducação. Além do ‘Síndrome do Imperador’, a especialista é coautora do livro ‘Terapia Cognitivo-Comportamental em Crianças e Adolescentes: Guia de Referência de Ferramentas e Estratégias Terapêuticas’, premiado pela Federação Brasileira de Terapias Cognitivas (FBTC) com o prêmio Bernard Rangé, em 2013. Atualmente, atende em sua clínica em Foz do Iguaçu, no Paraná.



Engana-se quem acha que o comportamento de certas crianças não tem nada relacionado ao modo como vivem no ambiente familiar. Filhos podem desenvolver o autoritarismo por conta da postura inadequada dos próprios pais. Em meu livro, ‘Síndrome do Imperador – Entendendo a mente das crianças mandonas e autoritárias’, recentemente lançado, pontuo fatores que contribuem para que as crianças se tornem pequenos agressivos e dou soluções para ajudar educadores na criação de seus filhos.

Primeiramente, é necessário destacar que os pais não podem dar atenção de menos e nem demais. Outro ponto importante é saber que as crianças também têm deveres e direitos, por isso, tenha em sua casa regras e horários estabelecidos. Com ampla experiência em terapia cognitivo-comportamental, posso dizer que uma das soluções é utilizar técnicas como deliberar tarefas aos pequenos: guardar seus próprios brinquedos, ajudar a fazer a lista do supermercado, ter horário para brincar, fazer o dever e ficar em família. Isso gera responsabilidade às crianças e os incentiva a serem autônomos desde cedo. Para pais superprotetores, pode ser difícil, mas é uma etapa essencial.

Quando atendemos todos os desejos de nossas crianças, elas podem criar um esquema mental de merecimento ou grandiosidade. Por exemplo, quando fazem birra para ganhar um presente ou quando tomam posse de um brinquedo, dizendo “esse brinquedo é meu”, os pais devem corrigir o comportamento na hora, pois dando a eles o que querem apenas para cessar a birra farão com que achem que sempre que fizerem aquilo, irão ganhar o que desejam. Outro erro, que vai de encontro a esse, é deixá-los de castigo. 

Castigar não é uma opção viável por seu caráter de vingança. Isso só irá estremecer a relação entre pais e filhos, sem que a criança tire algo de aprendizado. Ao invés de dizer “você tirou nota baixa, não vai sair por um mês”, tente “se você não estudar por uma hora, não vai poder jogar videogame hoje”.

Já a ausência de reforço positivo, ou seja, não reconhecer ou elogiar quando o filho faz algo bom, também prejudica no processo de educar. Quando a criança é desobediente e faz algo positivo, os pais devem valorizar aquele comportamento, caso contrário ela irá acreditar que nada adianta se esforçar, já que não recebe o devido reconhecimento.

Outro caso comum que vejo em minha vasta experiência com atendimento a famílias é pais brigarem e xingarem na frente de seus filhos. Do que adianta dar uma bronca por um comportamento que ele está replicando e vendo como exemplo na postura de seus próprios familiares?

É importante ter em mente que pais com ausência de limites, com posturas rígidas ou até mesmo que demonstram falta de envolvimento com os filhos são indicadores para a criação de pequenos imperadores. Qual tipo de pai, então, seria o ideal? Os chamados ‘pais recíprocos’. Eles cooperam com os filhos, compartilham suas decisões, têm limites definidos, coerência na educação e conseguem manter um relacionamento aberto com as crianças. O ideal é equilibrar dois fatores: a recompensa pelo bom comportamento e a punição adequada pelo comportamento indesejado, tudo isso dentro de um ambiente terno e carinhoso. Costumo dizer que o tripé da educação está em três pilares – o afeto, o limite e o lazer.




Crianças também precisam administrar o tempo?

Christian Barbosa é o maior especialista no Brasil em administração de tempo e produtividade e CEO da Triad PS, empresa multinacional especializada em programas e consultoria na área de produtividade, colaboração e administração do tempo.



Você, pai ou mãe, com certeza espera que seu filho seja bem-sucedido em tudo o que fizer e deseja um futuro próspero nos diversos campos da vida. Os melhores resultados são alcançados quando aprendemos a nos organizar e ser mais produtivos - e esse aprendizado deve começar logo cedo.

Muitos pais me perguntam maneiras de ajudar as crianças a administrar o tempo para otimizar resultados, especialmente nos estudos. É claro que isso não acontece do dia para a noite, mas você pode ensinar produtividade de forma lúdica, divertida, sem cobrança nem chatices. Afinal, as práticas aprendidas na infância de forma leve tendem a perdurar pelo resto da vida.

Geralmente somos improdutivos porque, na infância, vimos os nossos pais utilizando mal o tempo, postergando tarefas e deixando tudo para a última hora.  Nosso padrão de produtividade é influenciado pelo meio sociocultural em que vivemos.

O intuito de organizar a rotina das crianças, definir prioridades e prazos para cada atividade não é torná-la maçante. Muito pelo contrário: se o pequeno organiza suas tarefas, sobra mais tempo para brincar e se divertir com o que gosta. E como os pais podem ajudar nisso? Um bom método é fazer concessões. Seu filho entregou um trabalho importante dentro do prazo? Ofereça uma “recompensa”. Pode ser um tempinho a mais jogando videogame ou até um “bônus” na mesada.

A primeira coisa importante é fazer com que a criança arrume o quarto. A organização do espaço físico também ajuda a ordenar as ideias; além disso, quando cada coisa está em seu devido lugar, a criança não perde tempo procurando. Nesse ambiente, vocês também podem montar um quadro de atividades, que pode ser semanal - escolham um dia da semana para se reunir e registrar as atividades do dia seguinte lá. Dessa forma, fica mais fácil visualizar o volume de tarefas e os prazos.

Outro ponto fundamental é estimular a criança a se antecipar. Se ela tem uma prova na quinta-feira, por exemplo, faça com que estude na terça e não deixe para o último momento. As crianças, ainda mais que os adultos, não precisam viver correndo. E, acima de qualquer coisa, lembre-se: o melhor ensino é o exemplo, e isso também vale para hábitos produtivos. 




7 razões para colocar seu filho em um programa bilíngue







Em um mundo cada vez mais globalizado ser proficiente em língua inglesa tornou-se uma necessidade. Além disso, com a expansão da diversidade cultural e o acesso instantâneo à informação, a opção pela educação bilíngue acelera o processo de desenvolvimento pessoal e profissional dos nossos filhos. De acordo com a gerente editorial da International School, Virginia Garcia, dominar o inglês passou a ser uma habilidade obrigatória para pessoas de todas as idades e, por isso, quanto mais cedo o aprendizado desse segundo idioma começar, maior os benefícios para o futuro dessa garotada antenada. A especialista apontou sete razões para colocar seu filho em uma escola bilíngue. Confira:

1.                  A educação bilíngue aumenta a plasticidade cerebral. Um estudo realizado por cientistas suecos revelou que aprender novas línguas promove o crescimento de certas regiões do cérebro, principalmente o hipocampo, responsável pelo aprendizado de novas informações. Entre os benefícios estão os efeitos positivos no desenvolvimento das habilidades cognitivas, como memória e atenção. A exposição a duas línguas estimula o aumento do número de conexões cerebrais melhorando o raciocínio lógico e a criatividade.

2.                  A educação bilíngue promove a saúde mental. Uma pesquisa realizada na Universidade de Nova York e publicada na revista “Trends in Cognitive Sciences”, revelou que o bilinguismo melhora o efeito protetor que a atividade física ou mental tem sobre a função cognitiva, proporcionando um envelhecimento saudável e adiando o surgimento de sintomas em pessoas que sofrerão de demência e Alzheimer em até cinco anos.

3.                  Bilíngues são melhores remunerados em média 20% a mais que monolíngues. Os adultos bilíngues possuem vantagens futuras profissionais no mercado de trabalho, incluindo salários mais altos e melhores oportunidades de carreira. De acordo com o portal salary.com os salários para candidatos bilíngues são entre 5 e 20% superiores.

4.                  Bilíngues têm maior poder de decisãoEstudos da Universidade de Chicago revelam que indivíduos que dominam uma segunda língua são mais racionais, ou seja, tomam suas decisões usando mais a razão do que a emoção. O cérebro do bilíngue é mais analítico, por isso, ao avaliar suas decisões leva em conta o longo prazo e age com mais imparcialidade, iniciativas que trazem benefícios nos negócios, na carreira, nas finanças pessoais e até mesmo nas relações afetivas.

5.                  Bilíngues têm maior facilidade em aprender outros idiomas. O cérebro quando já domina dois idiomas, além de possuir maior compreensão em relação ao funcionamento do processo de absorção da linguagem, dispõe de um conjunto de recursos para aprender um novo idioma. Isso acontece porque o bilíngue já está preparado para fazer as ligações neurais necessárias para guardar as informações da uma nova língua estrangeira. Os bilíngues têm habilidades linguísticas mais apuradas para escutar, classificar palavras, processar informação, encontrar rimas e associar palavras, comunicar, encontrar soluções, além de um vocabulário maior, comparado aos monolíngues.

6.                  Bilíngues possuem melhor compreensão da língua materna. A todo o momento, novas descobertas confirmam que a educação bilíngue aumenta o engajamento dos alunos no processo de aprendizagem por meio de uma experiência que promove o alto desempenho na aquisição de conhecimento. O domínio de um segundo idioma reforça a compreensão da língua materna. Para aprender uma segunda língua é necessário compreender os mecanismos de linguagem da língua nativa, como estruturas e gramática. Conforme o aluno vai se tornando mais conhecedor da estrutura e de como ela pode ser utilizada, suas habilidades de comunicação e escrita tornam-se ainda mais aprimoradas.

7.                  Bilíngues são mais criativos. De acordo com pesquisadores da Universidade da Georgia, o bilinguismo tem influência direta na criatividade das crianças. Os bilíngues tiveram melhor aproveitamento em testes que envolviam soluções e problemas que necessitavam de habilidades como, flexibilidade de ideias, reconhecimento de significados e associações, uso de múltiplas abordagens, entre outras. Ao deparar-se com qualquer desafio, o bilíngue tem maior facilidade de analisá-lo por diferentes perspectivas, e assim ser mais criativo para encontrar a melhor solução.

Virginia Garcia é gerente editorial da International School, especializada em soluções educacionais voltadas à educação bilíngue.




Histerectomia: entenda como funciona e quando é indicada a retirada do útero

Sobre o especialista
Doutor Elvio Floresti Junior é ginecologista e obstetra formado pela Escola Paulista de Medicina desde 1984. Possui título de especialista em ginecologia e obstetrícia pela Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) e título de especialista em colposcopia. Além disso é especializado em histerectomia vaginal sem prolapso uterino (sem necessidade de corte abdominal) e está atualizado com as últimas técnicas cirúrgicas como sling vaginal. Realiza pré-natal especializado e atua em gestações de alto risco.




O útero é fundamental para a vida reprodutiva da mulher, porém este órgão frequentemente é alvo de patologias que trazem muitos problemas para a saúde.

Dependendo do caso, a única solução é o procedimento de histerectomia, ou seja, a retirada do órgão que pode ou não incluir também a remoção das trompas e ovários. Ainda um assunto que desperta certo desespero entre as mulheres, o procedimento é utilizado tanto para tratar determinadas doenças como miomatose, hemorragias, prolapso uterino, endometriose como também pode ser uma medida preventiva para amenizar os avanços de um câncer no colo do útero.

Segundo o ginecologista e obstetra Élvio Floresti Junior, especialista neste tipo de procedimento, existem três tipos de cirurgias de histerectomia possíveis de serem realizadas:

- Histerectomia abdominal: Considerada a mais tradicional, pode ser feita com o mesmo tipo de corte utilizado na cesárea ou com uma incisão longitudinal, para úteros mais volumosos. Este procedimento, apesar de mais utilizado, é mais doloroso, causa mais desconforto e exige mais tempo e cuidados na recuperação da paciente.

- Histerectomia por videolaparoscopia: Neste caso é necessário o uso de anestesia geral. São feitas pequenas incisões no abdômen da mulher para a passagem de algumas pinças longas que serão utilizadas durante a cirurgia para soltar o útero e o médico consegue acompanhar através do vídeo todo o movimento necessário. Após a liberação do útero a paciente é colocada em posição ginecológica para que o órgão seja retirado pela vagina. É obrigatório anestesia geral e o colo uterino é normalmente deixado, pois há uma dificuldade técnica para sua remoção por videolaparoscopia.

- Histerectomia vaginal sem prolapso uterino: Menos invasiva, este método é utilizado para todos os casos de mulheres, mesmo as que nunca tiveram filhos. O tamanho do útero também não é mais problema, pois mesmo úteros volumosos, de até 1 quilo, são passíveis de serem retirados por via vaginal. Sem cicatrizes, com menos desconforto e com recuperação mais rápida.

“Na histerectomia vaginal o colo uterino sempre é retirado, mas os ovários são preservados para que a função hormonal da mulher seja mantida. Porém, em casos de cistos ovarianos e tubários também podem ser retirados sem problema algum”, esclarece o especialista.

O ginecologista explica que mesmo com a retirada do útero, a produção hormonal feminina permanece inalterada. Além disso, não há também interferência no ganho ou perda de peso do corpo da mulher como muitos acreditam.
Sobre a diminuição da libido, o ginecologista alerta. “O prazer sexual não é alterado. O útero não tem função sexual. Se algo alterar será para melhor, pois a mulher terá a possibilidade de ter relações tranquilamente, sem sangramentos ou desconfortos do útero miomatoso, antes existente”.



Indisposição e cansalo? Isso pode ser consequência da má alimentação



Sentir aquele cansaço depois do almoço ou ter dificuldade para levantar pela manhã não tem nada demais, não é mesmo? A nutricionista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Silvia Ribeiro Messalem, alerta para a alta frequência desses sintomas: quando a indisposição e o cansaço começam afetar a rotina, é o momento de procurar um médico.



“Falta de vitaminas e minerais de manutenção do corpo, queda na produção de hormônios, atuação contra o estresse oxidativo (produção aumentada de radicais livres) e deficiência na produção dos anticorpos são alguns problemas que podem se manifestar em longo prazo”, ressalta a especialista.



Para recarregar as energias e manter a saúde em dia, Silvia indica o consumo de alimentos fontes de vitaminas do complexo B, como: castanhas, aveia, arroz integral, fígado, leite e carne. O magnésio também é um excelente aliado no combate ao cansaço.

“Assim como o complexo B, o magnésio auxilia na regulação e produção de energia, além de manter a saúde do sistema nervoso e do intestino em dia”, esclarece. Entre os alimentos ricos no mineral estão sementes de abóbora e girassol, caju, espinafre, beterraba, iogurte, abacate, ameixa, banana e cereais em grãos.

Silvia reforça que, para o bom funcionamento do corpo, é preciso consumir alimentos de todas as fontes alimentares e manter uma hidratação adequada.

Assim, o cansaço em excesso não vai mais fazer parte da sua rotina. “O mais importante de manter a alimentação balanceada é garantir uma vida saudável, com mais disposição e minimizando o risco de doenças infecciosas”, complementa.


COMPLEXO HOSPITALAR EDMUNDO VASCONCELOS

Localizado ao lado do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, o Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos atua em mais de 50 especialidades e conta com cerca de 1.400 médicos. Realiza aproximadamente 12 mil procedimentos cirúrgicos, 13 mil internações, 230 mil consultas ambulatoriais, 145 mil atendimentos de Pronto-Socorro e 1,45 milhão de exames por ano. Dentre os selos e certificações obtidos pela instituição, destaca-se a Acreditação Hospitalar Nível 3 - Excelência em Gestão, concedida pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) e o Prêmio Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil, conquistado pelo quinto ano consecutivo em 2015.

Rua Borges Lagoa, 1.450 - Vila Clementino, Zona Sul de São Paulo.
Tel. (11) 5080-4000
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De cada dez diabéticos, seis deixam de examinar os olhos




Prof. Dr. Renato Neves, médico oftalmologista e diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em SP – www.eyecare.com.br




Diabéticos sabem que precisam monitorar uma série de coisas, como o que comem e o que bebem, além dos exercícios físicos que precisam praticar. Mas um estudo realizado por médicos do Wills Eye Hospital, na Filadélfia (Estados Unidos), revelou que seis em cada dez diabéticos deixam de fazer exames oculares anualmente. O estudo analisou perto de dois mil pacientes com mais de 40 anos, portadores de diabetes tipo 1 e tipo 2. Vale ressaltar que esse check up anual da visão é considerado fundamental justamente para que os portadores da doença não deixem de enxergar no médio ou longo prazo. Esse cuidado pode prevenir até 95% da perda de visão relacionada à doença.


De acordo com o oftalmologista Renato Neves, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo, o paciente diabético deve dilatar a pupila todos os anos e se submeter a um exame ocular bastante minucioso. “O diabético pode apresentar problemas de visão a qualquer momento. Daí a importância de um acompanhamento oftalmológico frequente. Como o comprometimento da retina pode ser assintomático, sem alterações na qualidade da visão, o exame de fundo de olho é fundamental para detectar pontos e vasos sanguíneos propensos a romper e desencadear hemorragia. É sempre melhor investir na prevenção do que correr atrás do prejuízo depois”.

Estudos realizados nos últimos anos apontam para o sucesso das injeções intravítreas de antiangiogênicos em pacientes com retinopatia diabética. Somente em casos raros há complicações, como descolamento da retina, formação de catarata e aumento ou redução da pressão intraocular. “O principal papel dos antiangiogênicos é a interrupção da perda de visão. Embora seja difícil recuperar a visão perdida, as injeções intravítreas impedem a progressão da doença, evitando que a pessoa acabe ficando cega. Com anestesia local e pupilas dilatadas, a injeção é aplicada diretamente no vítreo, camada gelatinosa localizada entre a retina e o cristalino”, diz Neves. Esse tratamento precisa ser repetido em intervalos regulares para atingir resultados duradouros. Além disso, o paciente deve usar colírios antibióticos durante cerca de trinta dias.  Ensaios clínicos demonstram melhora em até 34% da visão central e estabilização da visão em 90% dos casos.




Mães que amamentam: conheça os tratamentos de beleza liberados durante essa fase


Doutora Renata Guidi - Pesquisadora e fisioterapeuta dermatofuncional
Website da empresa: http://www.ibramed.com.br/public/ 



Procedimentos estéticos durante a amamentação podem ser um forte aliado para a autoestima das mulheres, mas cuidado porque nem tudo está liberado. Especialista tira dúvidas e dá dicas  



Olhar a barriguinha mais flácida, perceber algumas estrias e notar manchas na pele, que aparecem em até 80% das gestantes, são consequências comuns na mulher após o período da gravidezSão aproximadamente quarenta semanas com restrições na rotina e novos cuidados. Porémo período pós-parto carrega também preocupações com a beleza e muitas mamães se esquecem que a fase da amamentação também requer atenção 



Para quem pretende reconquistar a boa forma ou o viço da pele, recorrer aos tratamentos estéticos pode ser uma boa opção. De   acordo com a especialista Renata Guidi  pesquisadora e fisioterapeuta dermatofuncional da Ibramed – alguns tratamentos corporais já podem ser realizados pelas mamães após 30 ou 40 dias do parto; já para os tratamentos faciais não há restrição de tempo. 



Um dos tratamentos contraindicados é a carboxiterapia para o combate das estrias e celulite. A técnica pode promover alteração de sensibilidade, edema e certo desconforto local. Além disso, por se tratar de um procedimento com agulhas pode causar ansiedade, tensão e um certo grau de estresse, podendo interferir nas taxas de liberação hormonal, como da prolactina, que tem a função de estimular a produção do leite materno”, explica a profissional. 

Para tirar dúvidas sobre quais tratamentos estão liberados durante a fase de amamentação, a especialista traz algumas dicas para tranquilizar as mães que pretendem investir em tratamentosestéticos. Confira. 


Flacidez facial – Liberado com cautela 
radiofrequência é uma técnica bastante utilizada no tratamento da flacidez da pele do rosto e do corpo, porém deve ser utilizada com cautela durante esse período. O equipamento gera um calor intensoque em algumas pessoas pode gerar tensãoprejudicando a produção do leite materno. A dica é evitar esse tratamento durante o período de amamentação e procurar outras técnicas que possibilitam resultados também eficazesA estimulação por microcorrente é indicada para otratamento da flacidez de pele com ótimos resultados, sem causar desconforto ou qualquer tensão na paciente. 

Tratamento para as estrias – Evitar 
No caso das estrias, os tratamentos estéticos que apresentam melhores resultados envolvem procedimentos minimamente invasivos que utilizam agulhas, como a técnica de carboxiterapia e o eletroliftingnão sendo adequados para mulheres no período de lactação, pois o procedimento pode gerar ansiedade tensão nas pacientes, principalmente em pessoas com aversão a agulhas.  

Gordura localizada e celulite – Liberado  
Sessões com ultrassom terapêutico de alta potência associado à Corrente Aussie é uma terapia confortável e apresenta excelentes resultados no tratamento da gordura localizada e celulite associado a tonificação muscular ou drenagem linfática. A radiofrequência também pode ser utilizada para este propósito, porém com cautela.



Zika vírus: prevenção e cuidados durante a gestação


O obstetra Antonio Moron, do Hospital e Maternidade Santa Joana, dá dicas e explica que é preciso redobrar a atenção mesmo no inverno, em que a incidência do mosquito é menor


Recentemente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou não haver mais dúvidas de que o zika vírus tem relação direta com a microcefalia, a Síndrome de Guillain-Barré e outras desordens neurológicas. Segundo os últimos dados divulgados pelo Ministério da Saúde, os estados brasileiros reportaram cerca de 7.534 casos de bebês com suspeita de microcefalia, condição em que a cabeça e o cérebro da criança são menores do que os de outras da mesma idade e sexo.

 

De acordo com o obstetra Antonio Fernandes Moron, coordenador do Departamento de Medicina Fetal do Hospital e Maternidade Santa Joana, as gestantes precisam redobrar a atenção em relação ao vírus e ter acompanhamento médico durante todo o período, principalmente no começo da gestação. “Avaliar mais cedo é fundamental para identificar a doença e fazer um pré-natal mais minucioso, pois existe um maior risco de abortamento”, explica o médico.

vírus da zika afeta células cerebrais do feto, principalmente nos quatro primeiros meses de gestação, o que causa a microcefalia. Como o vírus tem uma tendência a atacar células nervosas, uma vez que ele atinge o cérebro ainda em formação há o risco das células não se desenvolverem, fazendo com que o órgão e cérebro permaneçam pequenos.

De acordo com o dr. Moron, quando é detectado por meio do ultrassom que a medida da cabeça do bebê não corresponde ao tamanho normal para aquele período, é preciso fazer um acompanhamento minucioso por meio de exames como tomografia, ultrassonografia e ressonância magnética. Assim, é possível ver se há alterações inflamatórias ou hemorragias.

Um importante estudo do dr. Moron publicado no “BJOG: An International Journal of Obstetrics and Gynaecology”, fala sobre a relação da microcefalia com o zika vírus e retrata o caso de uma paciente que foi notificada com a doença na região do nordeste e que descobriu a microcefalia após uma série de exames no Hospital e Maternidade Santa Joana. “É importante as pessoas saberem que o vírus pode atingir pessoas de todas as classes sociais, tanto quem frequenta hospitais públicos como privados e que o vírus promove uma grave síndrome da infecção congênita no feto. Por isso, é preciso redobrar a atenção, mesmo no inverno, em que a incidência do mosquito é menor”, conta o especialista.

Ele ressalta que é importante ficar atento aos sintomas da doença durante a gestação como febre baixa, coceira, dor de cabeça, dores nas articulações, vermelhidão na pele e conjuntivite, que costumam durar de 2 a 7 dias. Assim sendo, sobretudo as grávidas devem ficar alertas ao sentirem esses indícios e logo procurarem serviço médico. Outro ponto importante é que é possível contrair o vírus e não apresentar nenhum sintoma e, caso a grávida seja identificada com a doença, o tratamento envolve medicamentos para dor e febre, descanso e hidratação.

Para se prevenir, as gestantes devem usar repelentes apropriados, procurar não ficar em áreas com incidência maior de mosquitos, como jardins e locais com mato; usar roupas de mangas compridas e calças, dormir em lugares protegidos por mosquiteiros, além de utilizar telas protetoras em janelas e portas. Outra dica é usar roupas claras, que ofuscam a presença do mosquito por brilharem muito. “Além disso, o uso de preservativos é altamente recomendado durante a gestação, pois o vírus pode ser transmitido por meio da relação sexual”, conclui o doutor Moron.

Sobre os repelentes, segundo o Ministério da Saúde, as três substâncias capazes de afastar o mosquito Aedes aegypti são icaridina, IR3535 (etil butilacetilaminopropionato) e DEET (dietiltoluamida). Repelentes que contêm DEET (dietiltoluamida), com concentração entre 10% e 50%, podem ser utilizados por grávidas. Aqueles que contêm icaridina também estão liberados para gestantes e para bebês acima de 2 anos. Também há opções de repelentes naturais, como a citronela e a andiroba, que não têm contraindicações, mas não possuem eficácia comprovada.


Sobre o Grupo Santa Joana:

O Grupo Santa Joana administra as Maternidades Santa Joana e Pro Matre Paulista, em São Paulo, e as unidades de Laranjeiras e Barra da Tijuca da Maternidade Perinatal, no Rio de Janeiro. Considerado o maior grupo privado de maternidades da América Latina, o Santa Joana ainda contempla dois grandes Centros de Imunização e é a instituição líder no ranking nacional de maternidades, além de ser a única com parceria em estudos científicos com renomadas universidades como Stanford e Harvard. A união das maternidades do Grupo Santa Joana proporciona a troca de experiência, conhecimento e tecnologia, originando uma instituição de referência internacional em obstetrícia, ginecologia e neonatologia.





Na hora do desfralde, a parceria entre pais e escola é essencial





Sobre o Colégio Franciscano Pio XII



O Colégio Franciscano Pio XII foi fundado em 1954 com o compromisso educacional conduzido pela filosofia franciscana. Há mais de 60 anos forma gerações com o diferencial de educação em constante diálogo entre o conhecimento acadêmico e a formação humana, entendendo o educando como agente de transformação social, que atua em prol do fortalecimento de um mundo justo e fraterno.










“Qual a hora certa para meu filho desfraldar?”. Esta é, sem dúvida, uma das questões mais recorrentes para famílias com crianças pequenas. Em geral, o desfralde é iniciado após os dois anos de idade, porém, cada criança tem o seu tempo próprio de desenvolvimento. Neste processo, que requer cuidado e paciência, a parceria entre a família e a escola é essencial.

Assim, no Colégio Franciscano Pio XII, o desfralde é uma decisão iniciada juntamente com os pais, sempre respeitando o desejo das crianças e observando sinais de maturidade, como por exemplo, se demonstram vontade de trocar a fralda depois das evacuações. 

A rotina escolar já favorece esse processo. “No Colégio, as idas ao banheiro, adequadamente projetado para faixa etária, são acompanhadas por todas as crianças, que têm a oportunidade de observar e imitar aquelas que usam o vaso sanitário. Nas salas de aula, brincam com bonecos, fraldas descartáveis e penicos, que servem como suporte para o diálogo com a criança. Tal diálogo abrange questões sobre os objetos utilizados e sua serventia, proporcionando uma reflexão sobre os fatos reais. Além disso, temos as visitas à biblioteca, onde eles são convidados a apreciar livros que tratam sobre o assunto, como o livro “O  que tem dentro da sua fralda?”, de Guido Van, uma divertida obra que conta a história de um pequeno rato curioso e o processo de passagem para o penico”, explica Paula Bon, coordenadora da Educação Infantil do Colégio Franciscano Pio XII.

De acordo com o Referencial Curricular para a Educação Infantil, a escola deve criar um ambiente de acolhimento que dê segurança e confiança às crianças, para que tenham oportunidades para experimentar e utilizar os recursos de que dispõem para a satisfação de suas necessidades essenciais; familiarizar-se com a imagem do próprio corpo, além de interessar-se progressivamente pelo cuidado com ele, executando ações simples relacionadas à saúde e higiene. “Assim, entendemos que cabe à escola facilitar essa etapa da vida organizando a rotina e o ambiente para que as crianças ajam com independência. Já o melhor momento para que este processo aconteça é uma decisão conjunta, desde que a família esteja preparada para a ação, pois é preciso participar e incentivar, além de controlar preocupações e diminuir expectativas”, completa a coordenadora.




Jogos educativos que vão estimular o cérebro do seu filho


Empresa: Jogos Online Grátis




O desenvolvimento da criança acontece até quando ela aprende, mas é necessário ter a supervisão de um adulto. Aprender brincando. É assim que as crianças deveriam ser estimuladas no período que passam fora da sala de aula. Desafiar o cérebro dos pequenos com jogos e brincadeiras pode aprimorar as funções cognitivas, como a memória, a linguagem e o raciocínio lógico, habilidades que serão usadas pelo resto da vida, além de trabalhar a magia da imaginação, capacidade que as crianças possuem como ninguém.



No computador, no tablet ou no celular, seus filhos têm acesso a um mundo de diversão e conhecimento, e eles se adaptam à tecnologia muito melhor que nós adultos. Por isso, oferecer esse tipo de diversão para elas garante entretenimento, mas sem deixar de lado a brincadeira, que é essencial para o universo infantil.



Antes de ir ligando o computador e deixando a criança sozinha na frente da tela, fique atento a algumas dicas para que os pequenos sejam capazes de aproveitar melhor esse estímulo e quais jogos sugerir para eles. 



COMO FAZER DOS JOGOS UM HÁBITO SAUDÁVEL



Primeiramente, é necessário compreender que existem diferentes jogos com objetivos distintos para cada etapa da vida infantil. Por isso, você pode sugerir algumas opções baseadas na descrição do jogo e nas preferências do seu filho, que tem muito mais chances de gostar e aproveitar o potencial do game.  Entretanto, nada de usar esta forma de distração como método de aquietar a criança, já que não é recomendável que ela passe muito tempo com este tipo de atividade. É necessário oferecer também outros estímulos, como brincadeiras ao ar livre, e deixá-la ciente de suas próprias responsabilidades, como arrumar a cama e fazer a lição de casa. Crianças que passam muito tempo jogando podem apresentar sintomas de vício, e sofrer com consequências graves, por isso, monitore o seu filho!

Outras tarefas essenciais para que os adultos proporcionem momentos de diversão e aprendizado para os pequenos são:

*Deixe os bebês longe das telas

Até existem jogos específicos para bebezinhos, mas o que não é aconselhável é o contato dos olhos ainda frágeis com telas luminosas. Os bebês podem se divertir com brinquedos especiais para sua faixa de idade, como chocalhos, mesas de atividades e livros ilustrados. 

*Apenas 2 horas por dia

Acima de dois anos, as crianças não devem passar muito tempo em frente às telas. 2 horas por dia são o suficiente, incluindo o tempo gasto com TV, videogame, celular, tablet e computador. É essencial para o desenvolvimento do seu filho receber estímulos externos, como brincadeiras que movimentam o corpo e interação com os amiguinhos, ao invés de passar horas imóvel dentro de casa. 

*Fique por perto

Na hora de deixar seu filho com um dispositivo que acessa a Internet, fique por perto e controle o conteúdo exibido, pois as crianças podem chegar a sites e aplicativos impróprios para a faixa etária. Alguns aparelhos têm a opção de configurar um modo especial para crianças, que faz o bloqueio de conteúdo, ligações e outros recursos que não serão usados por elas. 

*Brinque junto

Mesmo em um jogo virtual, é possível que o adulto participe. Ele pode ficar ao lado dos pequenos dando dicas, revezando as jogadas, comemorando as vitórias e ensinando que a derrota também 
acontece. Só não vale tomar a vez da criança!

OS JOGOS APROPRIADOS

Nem todo game tem o gosto da criança. É essencial ficar de olho no que cada criança gosta e na 
necessidade de cada uma, sem esquecer da idade, vai render uma experiência ainda mais alegre para seu filho.

*Minecraft

Neste jogo, as crianças podem verdadeiramente soltar a imaginação para construir mundos formados de pequenos blocos virtuais. Com diversas versões disponíveis, dá para criar casas, monumentos, naves espaciais e até mesmo preparar uma receita de bolo dentro do game. Além disso, é colaborativo e estimula o trabalho em equipe, a tomada de decisões e o planejamento de ações. 

*Candy Crush

Com os sem doces, jogos como o Candy Crush, que precisam de organização de diferentes elementos, agilizam o raciocínio da criança, pois quanto mais rápido, mais recursos especiais vão surgindo e mais pontos se ganham. 

*Jogos de matemática

As crianças que já estão em fase escolar e que já conhecem os números podem praticar as operações matemáticas com jogos lúdicos que ensinam a somas, subtrair, multiplicar e dividir. O passatempo acaba sendo também um reforço escolar e pode ajudar as crianças que têm dificuldades no conteúdo dentro da sala de aula. A vantagem dessas brincadeiras é que podem ser encontradas em forma de jogos online, que facilitam bastante a vida do pai e do filho.

*Pintar e colorir

A descoberta das cores, a percepção das formas geométricas e a identificação de personagens podem ser as lições aprendidas em simples jogos de pintar os desenhos que aparecem nas telas, principalmente para os mais novos. Nem sempre a criança vai ser fiel às cores do mundo real, mas a liberdade é uma ótima forma de exercitar a criatividade.

*Caça-palavras

A busca por palavras escondidas entre diversas letras podem ajudar os pequenos a se familiarizarem com o alfabeto. Entre os 5 e os 7 anos, quando a criança ainda está aprendendo as primeiras palavras, ele poderá identificar no jogo aquelas que já conhece e aprender algumas novas, já que, cientificamente, o caça-palavras atua na memória de curto prazo. 


Adolescência do bebê: Psicóloga explica como agir durante esta fase







Um dos momentos cruciais no desenvolvimento dos bebês acontece por volta dos dois anos de idade, quando a criança já apresenta maior independência motora, se comunica melhor e possui vocabulário mais amplo. É nesta época que ocorre a chamada adolescência do bebê”, em que o pequeno passa a querer fazer tudo sozinho, tomar decisões e afirmar sua individualidade. Para que os pais saibam como agir neste período, a diretora, psicóloga e psicanalista do premiado berçário bilíngue Primetime Child Development, Christine Bruder, dá algumas dicas.



De acordo com a profissional, a partir desta idade a criança percebe e entende bem mais sobre as relações humanas, como o mundo funciona, vê diferenças sutis entre as pessoas e apresenta características, interesses e vontades pessoais. “Esse desejo legítimo esbarra em limitações da realidade e na imagem e expectativa que os adultos conservam das crianças de dois anos de idade, que até ontem eram seus bebês”, conta a psicóloga.



Christine conta que a frase típica da idade é “Eu faço” e “Não”. “A criança quer colocar os sapatos sozinha, assim como quer atravessar a rua sem segurar na mão do adulto, o que ainda não é possível ser permitido. Para se afirmar, a criança se opõe passando a dizer não à maioria das coisas que antes era aceito com tranquilidade, tornando as coisas simples do dia a dia momentos desafiadores para os pais e filhos dessa idade”, ressalta.



Este comportamento é vivido por todas as crianças nesta faixa etária e dura, aproximadamente, até os três anos. Diante da negação a tudo dos filhos, os pais devem manter-se firmes quanto aos limites das crianças, principalmente sobre o que envolve segurança e saúde, dando escolha à criança nas demais circunstâncias. “Interessante lembrar que a própria criança oscila entre se sentir capaz de tudo e se sentir um bebê que precisa de colo e conforto dos pais quando está com medo ou frustrado por não conseguir colocar os sapatos, por exemplo”.



Quanto ao comportamento de birra em locais públicos, Christine afirma que pode ser prevenido se for combinado com a criança antes o que será feito durante o passeio. “Caso não seja efetivo, se retire do ambiente público e uma vez calma, dê nome aos sentimentos da criança e cheque os motivos que a levaram a se sentir assim. A conversa deve ser curta e objetiva seguida de um “plano” para a próxima vez que saírem juntos”, acrescenta a psicóloga.



Confira, abaixo, cinco dicas da psicanalista:

1)     Ser consistentes na manutenção dos limites;
2)     Dar opção de escolha, dentre duas ou três escolhas pré-aprovadas, sempre que possível;
3)     Valorizar com palavras as pequenas conquistas da criança, assim como as vezes em que ela cumprir o que foi combinado;
4)     Manter a calma;
5)     Ter expectativas adequadas ao comportamento de uma criança que está passando por essa fase tão importante para seu bom desenvolvimento sócio emocional.

Mais informações sobre o Primetime Child Development podem ser obtidas em http://www.primetimecd.com.br/.


Sobre o Primetime Child Development


É um Centro de Desenvolvimento para bebês de 0 a 3 anos, estruturado a partir de um conceito inovador, onde a individualidade de cada criança é respeitada e potencializada pela equipe, trazendo segurança e confiança e valorizando o vínculo com sua família, justamente no período mais importante de sua formação estrutural. Desenvolvido por Christine Bruder, psicóloga, psicanalista e especialista em desenvolvimento infantil, o Primetime foi fundado em 2007, com base na psicanálise de Winnicott, que privilegia a relação mãe-bebê e as necessidades emocionais de ambos; e no conceito de Teaching for Understanding, da Faculdade de Educação de Harvard, que permite oferecer atividades específicas que desenvolvem o raciocínio, a resolução de problemas e o relacionamento interpessoal. O Primetime Child Development recebeu prêmios internacionais pela ergonomia, segurança e conforto de suas instalações. Seu currículo bilíngue (inglês/português) permite ainda que as crianças ingressem em escolas internacionais ou brasileiras.




Psicóloga do Colégio Humboldt explica como reconhecer e agir diante do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)



O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um dos assuntos mais polêmicos que existe na pediatria atual. Os principais sintomas da doença são dificuldade em manter a atenção, mesmo em atividades lúdicas; não finalizar tarefas escolares; perder material escolar; ser facilmente distraído por estímulos alheios a tarefa; agitação motora, entre outros. De acordo com Carolina Rodrigues, psicóloga escolar do Colégio Humboldt, escola bilíngue que completa 100 anos em 2016, estima-se que de 3 a 6% da população mundial sejam portadoras do TDAH, com uma prevalência maior no sexo masculino.



A profissional afirma que o diagnóstico da doença acontece por volta dos 7 anos de idade, período em que as crianças estão nos primeiros anos do ensino fundamental I e começam a ter mais responsabilidades, como tarefas de casa e provas. Embora o diagnóstico seja mais fácil de encontrar na faixa etária citada, o cuidado e atenção dos pais devem existir desde cedo. “Para que o diagnóstico seja confiável, os sintomas devem ter início antes dos 7 anos, estar presentes por no mínimo 6 meses e devem aparecer em pelo menos dois contextos diversos”, afirma Carolina.



Os maiores desafios para as crianças que possuem TDAH estão relacionados aos sintomas do próprio transtorno, como falta de atenção, que acaba fazendo com que a criança não consiga aprender o conteúdo de forma satisfatória e a agitação motora, que também impede que aluno aprenda uma vez que ele não consegue ficar sentado registrando a aula.



O professor é o profissional dentro da escola que passa mais tempo com o aluno, sendo assim, sua observação sobre os sinais e comportamentos discrepantes do aluno em relação a outras crianças da mesma faixa etária contribui para o encaminhamento para uma avaliação externa. “Um professor que tenha conhecimento acerca desse transtorno de aprendizagem torna-se fundamental para contribuir com o diagnóstico”, relata. Ao levantar a hipótese de TDAH, o professor e a psicóloga escolar ou coordenador devem agendar uma reunião com os pais para apresentar os dados de observação. A partir disso, o aluno é encaminhado para uma avaliação.



Ainda segundo a psicóloga, a partir do momento em que é confirmado o diagnóstico, o ideal é que escola e pais caminhem juntos para o melhor desempenho da criança. “A partir da descoberta, cabe ao psicólogo escolar orientar todos os professores envolvidos sobre quais as maiores dificuldades do aluno, como podem ajudá-lo em sala de aula e garantir que as adaptações sejam realizadas conforme combinado com a profissional que acompanha  o caso. A família, por sua vez, precisa de acolhimento e escuta para que sinta que seu filho está sendo assistido da melhor maneira possível e tem direito ao estudo como qualquer outra criança”, ressalta.



Confira outras dicas da especialista:



  • A partir da confirmação do diagnóstico, deve-se estabelecer uma parceria com os pais, apresentando uma proposta de atendimento diferenciado e de inclusão possível oferecida pela escola, e, em contraponto, a família precisa garantir um acompanhamento externo com um especialista em TDAH.


  • O professor deve, sempre que possível, elogiar o que o aluno consegue fazer – um aluno com autoestima elevada procura manter-se atento por mais tempo para receber os elogios.

  • Para facilitar o trabalho é importante incentivar a cumprir tarefas, anotar as aulas, datas de provas e trabalho, mas é preciso estabelecer alguns modelos de organização. O aluno que tem dificuldade para se conter e não consegue “entender” o espaço que ocupa precisa desses modelos: mostrar como arrumar os cadernos, como iniciar uma anotação; listar tarefas priorizando a ordem das datas; apontar as linhas no caderno para ajudar a escrever no lugar certo, etc.

  • Planejar junto com o aluno horários de estudo e organizar revisões orais e/ou escritas. Dessa forma, família e escola podem estabelecer os critérios a respeito do estudo mais produtivo.

Mais informações podem ser obtidas em www.humboldt.com.br


Sobre o Colégio Humboldt

Mantido pela Sociedade Escolar Barão do Rio Branco, o Colégio Humboldt, que este ano comemora 100 anos, está instalado em uma área de 60 mil metros quadrados e hoje atende a 1.200 alunos, desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. A instituição - referência quando o assunto é ensino de qualidade - oferece ensino bilíngüe e multicultural (português/alemão) e dois currículos de formação: um brasileiro e outro alemão. Também conta com a Humboldt Formação Profissional Dual, cursos técnicos e tecnológicos em gestão pós ensino médio.




Ninar o bebê: conheça mais sobre este ato

Empresa: Primetime Child Development 


Você sabe por que o filho busca pela mãe no momento de adormecer ou relaxar? Christine Bruder, psicóloga, psicanalista e fundadora do Primetime Childs Development afirma que é natural a criança buscar por sua mãe nos momentos de relaxamento, para se sentirem seguras e acompanhadas. “Os bebês menores estiveram dentro da barriga da mãe, ouvindo uma sinfonia de ruídos dentre eles a voz dela, portanto, é natural que busquem pelo movimento, colo e companhia da mamãe para adormecer ou relaxar ou simplesmente para se sentirem acompanhados”, conta.

Os bebês maiores também não ficam de fora, pois pela experiência já sabem que o colo representa proximidade emocional, proteção e acolhimento. “O colo é uma busca saudável, que deve ser atendida sempre que possível”, complementa a psicóloga.

É costume relacionar o ato de dar colo ao bebê com o fato dele se tornar mal acostumado e mimado, mas esta é uma ideia equivocada, pois o colo faz bem, não vicia e em alguns hospitais do mundo já é considerado um tratamento. Ao dar o colo para a criança significa que você é disponível física e emocionalmente a ela. “Colo faz bem ao bebê,  significa intimidade, confiança e alimentação emocional para o bebê. Dar colo quando a criança pede significa que o adulto é disponível física e emocionalmente. Colo não faz mal nem vicia, essa é uma ideia ultrapassada e equivocada”, conta Christine.

Na hora de dormir, o ato de ninar a criança é uma forma de ensiná-la a se acalmar e relaxar para então pegar no sono. “É interessante ninar o bebê e colocá-lo no berço calmo, relaxado, mas ainda acordado, assim ele tem condições de adormecer sozinho. Deixar um bebê calmo e sereno no berço para aprender a adormecer sozinho é saudável e funciona bem com muitas crianças. Outras crianças precisam aprender a se regular com o adulto, no colo do adulto, até poderem fazer isso por si mesmo”, afirma Christine.  Para as mamães, o gesto estreita ainda mais a relação com seus pequenos.

Sobre o Primetime Child Development

É um Centro de Desenvolvimento para bebês de 0 a 3 anos, estruturado a partir de um conceito inovador, onde a individualidade de cada criança é respeitada e potencializada pela equipe, trazendo segurança e confiança e valorizando vínculo com sua família, justamente no período mais importante de sua formação estrutural. Desenvolvido por Christine Bruder, psicóloga, psicanalista e especialista em desenvolvimento infantil, o Primetime foi fundado em 2007, com base na psicanálise de Winnicott, que privilegia a relação mãe-bebê e as necessidades emocionais de ambos; e no conceito de Teaching for Understanding, da Faculdade de Educação de Harvard, que permite oferecer atividades específicas que desenvolvem o raciocínio, a resolução de problemas e o relacionamento interpessoal. O Primetime Child Development recebeu prêmios internacionais pela ergonomia, segurança e conforto de suas instalações. Seu currículo bilíngue (inglês/português) permite ainda que as crianças ingressem em escolas internacionais ou brasileiras.




Viagens para crianças - Assistência da origem ao destino


Autora: Tuanny Honesko

Empresa: eDestinos









Para uma mãe e um pai, ver seu bebê crescendo é motivo de orgulho, mas, também, preocupação – ainda mais quando chega a hora da primeira viagem sem a companhia do responsável. Você sabia que crianças acima de cinco anos de idade já podem viajar de avião sozinhas?



Esta é uma operação comum da aviação, e a maioria das companhias aéreas está preparada para os casos de menores desacompanhados. No Brasil, a única agência de viagens online que permite reservas para crianças viajarem sem os pais é a eDestinos, e o processo é bastante simples e seguro.



Primeiramente, é necessário que o responsável entre em contato com a agência para programar assistência a menor desacompanhado. Depois disso, os pais precisam providenciar uma autorização da Vara da Infância e Juventude, que tem de constar os dados da criança, do responsável legal e do responsável em recebê-la no aeroporto de destino, assim como todas as informações do voo (data, horário, companhia aérea e número do voo).



Não se preocupe, porque a criança não ficará sozinha ou desassistida durante o voo, já que há um profissional da própria companhia aérea treinado para isso, que o acompanhará – desde o momento da entrada na sala de embarque até a entrega da criança ao responsável no aeroporto de chegada. 



Várias opções de entretenimento serão oferecidas, e há linhas aéreas que, inclusive, têm kits especiais para crianças.

As taxas para o serviço variam entre R$ 100 e R$ 110 por trecho. Crianças menores de cinco anos não podem viajar sozinhas, somente acompanhadas por responsável legal ou parente de primeiro grau (avós, tios e irmãos). A partir dos 12 anos, é permitido o voo do menor sem a necessidade do pedido de serviço de menor desacompanhado, mas uma autorização dos responsáveis é exigida.


Diante dessas informações, a gente pode afirmar que viajar sozinho pode ser uma experiência e tanto para seu filho, criando noções de responsabilidade e independência. Ao mesmo tempo, o serviço de menor desacompanhado é seguro e confiável – ainda que você sinta medo por deixar seu filho ou filha voar, saberá que a criança estará em boas mãos. 




Berços da Tulipababy para a vida inteira

Autor: Equipe TulipaBaby
Empresa: TulipaBaby
Tel: (11) 2626-3796




Todos os berços da TulipaBaby são  fabricados em madeira maciça de reflorestamento, possuem selo do Inmetro e grades fixas que ajudam a evitar acidentes.

Fique atento se o berço possui o selo do Inmetro, pois este local tem que ser o mais seguro de toda a casa, pois será o local em que seu bebê passará a maior parte do tempo. 

Quando recém nascidos os bebês dormem até 16 horas por dia.  Uma boa opção são os berços que viram mini cama, pois assim você utilizará o produto por pelo menos 5 anos e seu filho terá mais espaço para brincar no quarto durante os primeiros 5 anos.

Utilize um colchão firme, que tenha o selo do Inmetro e muito importante: que seja compatível com as dimensões do berço. Todos os manuais de montagem dos berços da 
Tulipa Baby informam quais as medidas do colchão a ser utilizado, pois caso houver espaços vazios o bebê pode ficar preso entre o colchão e as grades laterais, correndo risco de sufocamento.

O berço deve estar livre de objetos macios, pois podem causar sufocamento. Kits de berços com muito enchimento devem ser evitados. Quaisquer botões ou enfeites acessíveis ao bebê podem ser arrancados e levados à boca, podendo fazê-lo engasgar.




Olhos dos bebês: Por que eles mudam de cor?






Serviço:




ILHA DO LEITE – Hospital e Clínica



Rua Francisco Alves, 887, Ilha do Leite, Recife - PE
(81) 3302-2020



Horário de atendimento: segunda a sexta, das 7h às 18h



Certamente você já ouviu falar ou presenciou algum caso de mudança na cor dos olhos do bebê. Geralmente, diz-se que, assim que a criança nasce, a íris tem cor clara, algo perto do azul ou acinzentado. Mas, de fato, isso é verdade? “Às vezes, realmente temos a impressão do olhinho ser claro. Porém, quando vamos examinar e aproximamos a luz, percebemos a cor real. Em outros casos é possível, sim, acontecer de o olho escurecer com o tempo”, explica a médica oftalmologista Daena Leal, do Hospital de Olhos de Pernambuco (Hope).



A mudança acontece porque a pigmentação da íris vai aumentando nas semanas seguintes ao nascimento. A íris é o anel muscular em volta da pupila. É dentro dela que está o melanócito: uma célula responsável por produzir a proteína melanina que, por sua vez, é responsável por determinar cor dos olhos, pele e cabelo. A produção de melanina depende da incidência de luz, semelhante ao que acontece com a nossa pele (quanto mais tempo ficamos expostos ao sol, mas “bronzeados” ficamos). O tempo para essa mudança acontecer é de três a seis meses.



Alguns medicamentos, como os utilizados para o tratamento da catarata, assim como doenças, a exemplo das uveítes e albinismo, afetam a cor dos olhos. Há, ainda, a influência genética. A junção das diversas raças encontradas no Brasil, causas pelas migrações, influencia diretamente na formação genética. “Mas dá para se ter uma ideia de como será a cor definitiva dos olhos do bebê ao se observar a cor dos olhos dos pais”, continua Drª Daena Leal.



Independente da cor dos olhos, o importante é se preocupar com o acompanhamento oftalmológico regular. Os bebês precisam passar por uma consulta completa a cada seis meses nos dois primeiros anos de vida. Após esse período, pelo menos uma vez por ano pelo resto da vida.




5 coisas que você deve saber sobre crianças usando piscina ou praia no verão



DR. JAMAL AZZAM



Dr. Jamal Azzam é médico formado pela USP em 1986, com residência médica no Hospital das Clínicas de São Paulo. O especialista tem 30 anos de experiência em atendimentos e cirurgias na área de otorrinolaringologia. Dr. Jamal atende crianças, adultos e idosos de ambos os sexos; é membro titular da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial e ministra palestras em diversos congressos a nível nacional e internacional.








1) No verão existe uma incidência extremamente aumentada de otites externas causadas por exposição prolongada e repetida à água de piscina e/ou praia.  A pele do canal do ouvido é muito fina e sensível e a umidade constante leva a microfissuras com consequente infecção.  As dores são intensas e persistentes, muitas vezes até ocasionando secreções de pus. Pode também causar febre e perda parcial de audição;



2) O uso de tampões para natação são contraindicados. Ao contrário do que muitos pensam os protetores não impedem a entrada de água nos ouvidos, uma vez que existe pressão para a água entrar, especialmente em mergulhos.  Mas, não existe nenhuma pressão para a água sair, ocorrendo então uma tendência para ficar muito tempo represada dentro do ouvido, predispondo a infecções;



3) Muito cuidado ao "quebrar" as ondas do mar com o corpo virado de lado. Essa prática deve ser evitada, uma vez que a intensa pressão da água causada pelo choque da onda pode levar até a uma perfuração da membrana do tímpano;



4) Caso a água tenha entrado no ouvido e haja dificuldades para sair, então podem ser adotadas as manobras tradicionais como movimentar levemente a orelha ou até deitar de lado.  Mas nunca utilizar álcool, azeite ou qualquer líquido dentro dos ouvidos sem ter uma ordem médica: isto pode levar a lesões graves. Caso a situação persista, consulte um médico, pois algo mais alarmante pode estar acontecendo, como uma otite em desenvolvimento;



5) Cuidado ao mergulhar, pois se sentir que o ouvido não compensou a pressão, deve – se voltar a superfície.  Um simples mergulho em uma piscina comum, com 1,80m de profundidade, já pode causar um trauma na membrana do tímpano pela pressão da água.  Caso sinta dor ou sensação persistente de ouvido tampado, não mergulhe mais.  E se a sensação persistir ao longo do dia, um médico deverá ser consultado.




Alerta de verão - saiba quais cuidados extras você deve ter com as crianças



Autora: Dra. Fabíola La Torre - Pediatra

Empresa: Hospital Leforte




Sol, calor, praia, piscina, sorvete.  O verão é sem dúvida a estação mais convidativa e animada, mas quem tem bebê ou filho pequeno, sabe que nesta época todo cuidado é pouco. Insetos, insolação, intoxicações alimentares, desidratação, otites, dermatites, as temidas e esperadas viroses....Quem é mãe sabe de cor e salteado todo o repertório do verão, mas segundo a pediatra do Hospital Leforte, Dra. Fabíola La Torre, alguns cuidados podem sim evitar esses imprevistos. A médica esclarece algumas dúvidas e dá dicas para quem quer passar o verão debaixo de sombra e água fresca.



LÁ VEM O SOL



Quais cuidados devem ser tomados em relação ao sol?



O melhor horário para exposição solar é até as 10h e após as 15h. Toda criança precisa de proteção solar e é importante checar a indicação de idade de cada protetor solar para saber se o fator é indicado para a criança. Outra regra super importante é reaplicar o protetor a cada duas horas. A mamãe também não pode esquecer de passar o protetor nas orelhas, nas mãos e pés das crianças. Bonés e chapéus também são muito bem vindos.  Manter a criança hidratada também é fundamental. Caso a exposição errada ao sol acontecer e ocasionar bolhas ou vermelhidão não aplique nenhum remédio ou pomada, não fure essas bolhas e procure um médico imediatamente. Crianças com menos de 6 meses não devem ser expostas ao sol.



PRATO CHEIO



Como evitar intoxicações alimentares?



A primeira coisa é saber a procedência dos alimentos. Evite comprar alimentos na praia ou em lugares que não reúnam condições adequadas de refrigeração ou que desperte dúvidas sobre a origem do alimento. Evitar alimentos “pesados” como frituras, alimentos gordurosos ou com corantes e açúcar também poderão evitar problemas. A água ingerida deve estar em uma temperatura adequada (bebida em temperatura ambiente ou, no máximo, um “pouquinho fresca”) e uma dica importante é não consumir a água que ficou “parada” sob o sol e outros produtos químicos que poderiam, no mínimo, afetar o cheiro e o gosto da água ou  que está em uma garrafa aberta. Fique de olho nos restaurantes que oferecem alimentação por pesagem, os famosos restaurantes à quilo, e veja se os alimentos estão devidamente refrigerados ou aquecidos. Cuidado redobrado com frutos do mar e peixes. Evite comer carnes cruas ou muito “mal passadas”.  Lavar as mãos antes das refeições é outra dica fundamental. Pegue no pé da criançada!



HIDRATAÇÃO JÁ


As crianças devem ingerir ao menos quatro copos de água diariamente. Sucos naturais, água de coco e chás gelados também são boas opções. Evite oferecer refrigerantes ou sucos industrializados aos pequenos.  

CONFORTO

O verão pede roupas leves. Prefira peças em algodão e evite as roupas sintéticas. Bonés e chapéus são essenciais.  Nada de “enfeitar” demais os pequenos. Conforto é a palavra de ordem. Os repelentes devem ser lembrados mais do nunca. Eles protegem mesmo. Ventiladores e ar condicionado também devem ser utilizados, mas para ventilar e manter a temperatura mais amena. Mudanças bruscas de temperatura entre os ambientes não são indicadas.

Sobre o Hospital Leforte:

Inaugurado em 2009 e localizado no bairro do Morumbi, o Hospital Leforte apresenta atendimento integral a pacientes adultos e pediátricos. Com infraestrutura preparada para atender desde o Pronto-Socorro (mais de 15 mil atendimentos/mês) até os procedimentos cirúrgicos mais complexos (cerca de 400 cirurgias/mês), o Hospital, nesses quatro anos, investiu em recursos para modernizar suas instalações tanto em equipamentos quanto em hotelaria. Hoje, por exemplo, tanto o Laboratório de Eletrofisiologia quanto o Centro Cirúrgico do Leforte são considerados um dos mais modernos da cidade de São Paulo. Além disso, seu Pronto-Socorro é o único no Brasil a possuir sistema de dispensário eletrônico de medicamentos. Com várias especialidades atendidas e núcleos de referência, como Cardiologia, Neurologia, Urgência e Emergência e Pediatria, o Hospital Leforte oferece atendimento multidisciplinar entre consultas, exames, cirurgias e tratamentos, o que garante sua qualidade na linha de cuidado ao paciente.




Como acertar na escolha de jóias para as crianças?

Empresa: Cis



Engana-se quem pensa que as crianças de hoje em dia só querem ganhar roupas, calçados ou brinquedos como presente. Os pequenos agora estão mais exigentes e querem mostrar todo seu estilo e atitude também através dos acessórios e, por isso, as joias também se tornaram o novo item de desejo. Mas, neste momento surge a dúvida: Como escolher a peça certa?



Segundo Cristiana Lemos, designer da CiS, o primeiro passo é selecionar a peça adequada de acordo com a idade da criança para que não fique em desarmonia. De 0 a 2 anos vale presentear com pequenos brincos e pulseiras. De 2 a 5 anos, a escolha pode variar entre brincos, pulseiras, tornozeleiras e pingentes. 


Acima de 5 anos a criança já ganha novas preferências e interesses. Além dos brincos, pulseiras e pingentes, as meninas podem ser presenteadas com anéis, e os meninos com pulseiras e correntes de tamanhos variados. “Uma dica é selecionar produtos com elementos que remetem à infância, como brinquedos, bambolê, apito, lego”, aconselha Cris, que criou uma coleção especial para contemplar o público infantil.



Outra sugestão é dar preferência sempre pelas peças em ouro 18 quilates. Além de ter maior durabilidade, elas são hipoalergênicas, com menos chances de causar alergia na criança.



Saiba como falar sobre luto com o seu filho

Empresa: Núcleo Corujas
Website: www.nucleocorujas.com.br



Sobre o Núcleo Corujas

O Núcleo Corujas (oferece diversos serviços especializados, grupos terapêuticos, palestras como: a chegada do irmão; retorno ao trabalho pós licença-maternidade; cuidados básicos com o bebê; cursos para avós e babás; gestação de alto risco; Shantala; banho de ofurô; entre outros.

Sobre os grupos Terapêuticos

Núcleo Maternagem é espaço de aprendizagem e apoio para que futuras mamães possam expor ansiedades e angústias desta fase. O grupo realiza oito encontros com temas direcionados para cada fase da gestação. E para a Terceira Idade, a quebra de tabus e resistências impostos pela sociedade são os principais temas conduzidos pela equipe especializada. Os encontros são divididos em oito fases com teoria e atividades práticas.


A morte é um assunto muito difícil até mesmo para os adultos. Falar sobre o tema é ainda mais delicado, quando a necessidade é explicar aos filhos o que isso significa. As crianças precisam de apoio e sinceridade nos momentos em que devem encarar esse tipo de perda.

As psicólogas do Grupo Terapêutico Núcleo Corujas, Luciana Romano e Raquel Benazzi, selecionaram algumas dicas para facilitar o diálogo a respeito do tema. As especialistas afirmam que é necessário aprender a lidar com esse sentimento de perda e frustração desde a infância para o melhor entendimento do tema ao longo da vida.

Qual é o melhor momento para falar sobre morte com as crianças?

O ideal é que seja por um questionamento ou, de fato, um acontecimento. Porém, é de extrema importância que ela entre, aos poucos, em contato com esta temática, algumas atividades podem ajudar, por exemplo: plantar sementinhas e ver que elas nascem se desenvolvem e morrem e assim, deixá-la perceber o que acontece com a planta após ela morrer. Comumente surgem perguntas como: “Ela vai voltar? Posso replantar? Ela ainda vai beber água?”. Para a criança que ainda está ligado ao mundo da fantasia, essas situações a ajudam a entender que a morte é algo irreversível, assim, com certeza vão criar instrumentos internos para lidar com isso ao longo da vida.

Em casos de morte de parentes, ou animais de estimação, muitos pais optam por inventar histórias e contar algumas mentiras para aliviar a dor dos filhos. Como os pais devem agir nesses casos?

Contar mentiras nunca é o mais apropriado, pois faz com que a morte seja algo que deva ser ocultado e revela a própria dificuldade do adulto em falar do assunto com naturalidade. Não tenha medo de usar a palavra “morte” com a criança, essa angústia é do adulto não dela. A morte é um processo natural da vida, e deve ser tratada como tal. Quando ocorrer uma morte, a pior conduta a se tomar é criar histórias ou mentiras para aliviar a dor. A dor é inevitável e é preciso que a criança saiba disso, pois com certeza a vida mostrará isso a ela com o tempo.

Por isso, primeiramente os pais devem responder a eles mesmos “O que é morte” e lembrar que a criança é mais concreta, portanto, para ela é difícil fazer uso de metáforas, como: “vovô está no céu”, “dormiu para sempre” ela pode criar muitas fantasias e começar a sentir medo de dormir, ou de ver os pais dormindo. Outro ponto muitíssimo importante é atentar-se para responder exatamente àquilo que a criança perguntou, não antecipe questões que ela não se interessou. Por exemplo: se ela perguntar: “o que aconteceu com o vovô?”, responda a verdade, de forma honesta e carinhosa, mas não fale sobre demais questionamentos que podem ser do próprio adulto neste momento.

Você pode dizer que entende a morte de determinada maneira, mas que não existe resposta certa, cada um encontra àquela que acredita. Caso não saiba responder, seja franco e diga “isso a mamãe não sabe responder, o que será que podemos pensar filho?”. Afinal, a morte sempre foi e ainda é um mistério para todos.

Hoje existem muitos livros que ajudam a falar da morte, contam sobre perdas de animas, avós. Se desde o início a morte for tratada como natural, a criança poderá compreender esse momento como uma fase da vida e aprender a lidar com isso com menos sofrimento.

Como os pais devem abordar o tema? Há algum método que possam indicar?

Muitas vezes a própria criança perguntará sobre. Caso não ocorra, deve ser abordado quando ocorrer na família ou quando estiver na iminência de acontecer, como doenças e internações. Abra espaço para as dúvidas e expressão!

Qual é a melhor idade para iniciar essa discussão?

Se isso nunca ocorreu na sua família, já deve ter ocorrido na família de algum amigo de seu filho e ele irá trazer o assunto à tona em casa e terá que ser discutido. Alguns desenhos falam sobre a morte como o Bambi e O Rei leão, eles fazem com que a criança entre em contato com a temática. Se quiser trazer essa discussão para a família, a idade mais apropriada é a partir dos sete anos de idade, na fase escolar, quando a criança está com o desenvolvimento psíquico mais amadurecido para absorver suas informações e compreender o caráter irreversível e universal. Porém, essa questão deve partir da criança ou de uma situação real que ela está vivendo.

É indicado levar os filhos em rituais como velórios, enterros?

Os rituais da morte ajudam no processo de luto, dão conforto, sinalizam a finalização da vida e trazem maior entendimento psíquico para todos, inclusive as crianças. Quando os pequenos vão a algum ritual, deve-se primeiro perguntar se ela deseja ir e explicar como será a cerimônia, para ela decidir se quer ou não ir.

Depois acompanhe a criança o tempo todo e veja como ela se comporta se precisa de apoio e explicações. Fique atento e sempre tente tratar o assunto com naturalidade. Não minta e não esconda o seu sofrimento, eles fazem parte do ritual. Se decidir levar seu filho em um velório, esteja disponível para ir embora no momento em que ele quiser, pois ele assim mostrará seus limites.




Festinha infantil em casa

Empresa: Westwing

Festinha Infantil em Casa
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Por mais prazeroso que seja, fazer uma festa infantil requer um ótimo planejamento. Preparar os comes e bebes, organizar as brincadeiras, decorar o espaço... são muitas as tarefas que envolvem comemorar mais um ano de vida dos pequenos.
Para que o aniversário do seu filho não passe em branco, separamos algumas dicas para fazer desta data um momento inesquecível. Se você quer pensar em cada detalhe da festa pessoalmente, confira o guia abaixo.
Comes e Bebes
Preparar um cardápio é o que mais toma tempo nos preparativos. Para facilitar, a dica é optar por sucos e lanchinhos saudáveis e docinhos clássicos reinventados, como o brigadeiro de colher.
Descobrir a quantidade de comida que você precisa preparar é simples. Basta calcular seis unidades de docinhos, 12 de salgadinhos e 600 ml de bebidas por pessoa. Para crianças, a conta fica em 5 salgados e 2 doces. Em relação ao bolo, o ideal são 100 gramas por pedaço.
Os detalhes podem fazer a diferença, que tal acrescentar confeitos ou embalagens nos docinhos e renovar? Inspire-se:
Receitas
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Sanduiches e sucos são formas saudáveis e gostosas de alimentar as crianças. Confira uma receita fácil que promete divertir a meninada.
Sanduíche de Sapinho
Pão integral
Queijo
Presunto
Pepino japonês
Azeitonas sem caroço
Modo de Preparo
Corte os pães em formato redondo para a cabeça. Disponha o queijo e o presunto no sanduíche. Corte o pepino em fatias finas para fazer a língua e coloque dentro do pão. Use as azeitonas para criar os olhos do sapinho.

Decoração
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Quando os pequenos possuem um personagem preferido fica mais fácil criar a decoração. Use o tema para estampar toalhas de mesa, pratinhos, plaquinhas, painéis, etc.
Se você optar por uma festa neutra, use a imaginação para embelezá-la. A mesa acima foi feita com guirlandas de papel cartão. A ideia é simples e fica linda!
Lembrancinhas
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As lembrancinhas podem ou não seguir o tema da festa. As mais populares atualmente oferecem alguns docinhos para os convidados, o que costuma agradar tanto crianças quanto adultos. Você pode dispor jujubas, confeitos, bombons e outras guloseimas em potes de vidro, saquinhos personalizados e até envelopes de papel. Basta abusar da criatividade!




O que é o Baby Organizer

Autora: Livia Soares
Empresa: Elégere Personal Organizer
Telefone: (31) 9205-3445

A Elégere é uma empresa de Organização Profissional de ambientes personalizada que oferece diversos serviços na área, como: Organização de residências, Acessoria aos noivos, Organização de Mudança, Treinamento de funcionários doméstico, Gestão residencial e em especial o Baby Organizer.

O Baby Organizer é um atendimento específico para as necessidades da  gestante. O trabalho consiste na organização do enxoval, na preparação da mala da maternidade e na preparação da casa para a chegada do bebê.

O nosso objetivo é deixar a grávida e todos os envolvidos tranquilos ao final da gestação. Quartinho pronto; malas arrumadas; documentos separados; roupinhas lavadas e organizadas; quarto da mamãe em ordem; casa segura e preparada; rotina da casa definida (lista de compra, tarefas para ajudantes do lar e babás, dicas para receber visitas no pós parto).

A organização permite uma melhor utilização do espaço útil, facilidade na manutenção da limpeza doméstica, agilidade na busca por objetos e materiais em qualquer tempo, mais tempo para seus projetos pessoais, mais praticidade no seu dia a dia e qualidade de vida.


Todos sabemos que o nascimento de um bebê é muito exaustivo para a mamãe que se doa em tempo integral, quando, você deixa tudo preparado, você reduz o tempo e o desgaste em organizar o dia a dia e ganha mais tempo com a sua família.




Obesidade infantil X Família X Mídia

Autora: Flávia Montanari CRN-3: 25.792 Nutricionista Materno Infantil Responsável Técnica e Diretora Administrativa da Pueri Nutri - Consultoria e Assessoria em Nutrição 
Empresa: Consultoria e Assessoria em Nutrição Pueri Nutri
Instagram: @puerinutri 
Flávia Montanari: https://www.facebook.com/flavia.pueri.7





As crianças e adolescentes dos dias atuais apresentam maior quantidade de gordura corporal do que as gerações passadas, devido aos erros nos hábitos alimentares, além da falta de atividade física. 

As possibilidades de que as crianças obesas de hoje se tornem adolescentes obesos amanhã e adultos obesos no futuro são grandes. A obesidade é compreendida como prejudicial à saúde, pois possibilita espaço para outras doenças, como diabetes, hipertensão arterial, doenças cardiológicas, câncer, entre outras doenças, além do sofrimento no convívio social. 

Atualmente as crianças trocam, facilmente, refeições completas por lanches rápidos, oferecidos por fast foods, sendo alimentos de grande densidade energética, com altos teores de açúcar e gorduras, ou excessivamente ricos em sódio. 

Família 

O conhecimento dos alimentos pela criança é influenciado inicialmente pelos pais e suas escolhas e, na sequência, pelo meio de convivência em que está inserida, podendo tal influência ser positiva ou negativa. 

Os pais se preocupam com os hábitos alimentares dos filhos, apesar de comprarem e trazerem para casa os itens que eles mesmos não querem que os filhos consumam. Os pais devem ter consciência de que, como as preferências alimentares das crianças são aprendidas, também são passíveis de modificação, portanto crianças podem aprender a gostar de alimentos saudáveis, desde que sejam educadas para isto desde cedo. 

Em vez de adicionar mais pressão para a perda de peso, vocês devem ser mais animadores. Pais encorajam seus filhos através do incentivo para a prática de esportes e o consumo de uma alimentação variada, equilibrada e balanceada. 

Mídia 

A comunicação é uma arma poderosa se considerarmos seu poder de manipulação de informações. A propaganda de alimentos voltada para o público infantil tem sido considerada como contribuinte para a criação de hábitos alimentares não saudáveis por valorizar alimentos altamente calóricos, dificultando as escolhas mais saudáveis. 

A ocorrência de sobrepeso e obesidade está associada a exposição à televisão, pois além deste promover o sedentarismo, transforma as crianças e adolescentes em consumidores mal informados sobre alimentos. As crianças são expostas a mensagens sobre comida nos anúncios da televisão, influenciando os pedidos de compra, sua compreensão sobre princípios de nutrição, bem como os tipos e quantidades de alimentos que escolhem ingerir. A televisão pode ser a fonte mais importante de informação nutricional, na qual as crianças aprendem sobre os “mais novos e melhores” produtos alimentícios. 

Dicas comportamentais: 

- Estabeleça horários fixos para as refeições. Realize entre cinco a seis refeições diárias, com intervalo de duas a três horas cada; 
- Coma sempre devagar, mastigando bem os alimentos; 
- Não realize refeições em frente a televisão, computadores, entre outros que distraem a atenção da criança; 
- Não substitua as refeições principais por lanches ou doces; 
- Não tome líquidos durante as principais refeições (almoço e jantar); 
- Priorize a ingestão de alimentos mais leves. Evite alimentos gordurosos e frituras, e dê preferência aos assados, grelhados ou cozidos, e às carnes magras; 
- Ofereça frutas, verduras e legumes frescos; 
- Evite o consumo de alimentos com altos teores de açúcar e gorduras, ou ricos em sódio; 
- Substitua o refrigerante e suco industrializado por água; 
- Estimule o consumo de água; 
- Não proíba a ingestão de nenhum alimento, apenas controle as quantidades. 

A alimentação adequada promove hábitos e práticas saudáveis e consolida-se em uma boa qualidade de vida no decorrer dos anos. Apesar das dicas, o Pediatra e o Nutricionista, são os profissionais mais capacitados em diagnosticar o excesso de peso e elaborar o plano de dieta adequada.




A alimentação adequada como forma de prevenção da constipação intestinal

Autora: Flávia Montanari CRN-3: 25.792 Nutricionista Materno Infantil Responsável Técnica e Diretora Administrativa da Pueri Nutri - Consultoria e Assessoria em Nutrição 
Empresa: Consultoria e Assessoria em Nutrição Pueri Nutri
Instagram: @puerinutri 
Flávia Montanari: https://www.facebook.com/flavia.pueri.7





Durante o inverno, as crianças tendem a ficar mais dentro de casa por ser um período com queda nas temperaturas, aproveitando de boa parte deste descanso em frente à televisão e ao computador, favorecendo, assim, o sedentarismo. A alimentação também “foge” da rotina quando os pais e as crianças acabam optando por refeições mais “rápidas”, dando preferência aos alimentos industrializados, altamente refinados, consequentemente pobres em fibras, além da baixa ingestão de líquidos.

O sedentarismo e a alimentação inadequada favorecem a constipação intestinal, conhecida como intestino preso ou prisão de ventre e é caracterizada pelo esforço excessivo em evacuar, dificuldade e/ou dor em evacuar fezes endurecidas, podendo ocorrer distensão abdominal e/ou flatulências. Este episódio acontece, geralmente, a cada três dias ou mais. O planejamento dietético não deve ser utilizado apenas como “cura”, mas também como prevenção à constipação intestinal. Portanto, é necessário, adotar hábitos de vida saudáveis, como: 

- Incentivar a prática de brincadeiras que proporcionem o gasto energético; 

- Adotar uma alimentação variada e equilibrada, estipulando horários para as refeições e adequando a quantidade dos alimentos; 

- Estimular a ingestão de água, no mínimo, 1,5 litros por dia. A água auxilia no funcionamento do intestino, pois hidrata as fezes e facilita a evacuação; 

- Para as crianças a partir de 2 anos, a quantidade ideal de consumo de fibras, é a soma de 5 gramas à idade de seu filho, por exemplo, se seu filho tem 7 anos de idade, deverá consumir 12 gramas de fibras por dia; 

- Oferecer frutas, verduras e legumes frescos. Dê preferência aos vegetais crus, pois eles preservam maior quantidade de nutrientes; 

- Entre as frutas, escolher as “laxativas”, como o abacaxi, ameixa preta, kiwi, laranja (com bagaço), mamão, manga, entre outras; 

- Optar por cereais integrais, por conter alto teor de fibras, como por exemplo, arroz e macarrão integral, farinha de trigo integral (para a preparação de bolos, tortas e pães), aveia, semente de linhaça, quinua, chia, etc.; 

Uma alimentação equilibrada em quantidades adequadas, variada em qualidade, e a prática de atividade física, é o início de um estilo de vida saudável e a promoção da saúde. 




Entenda os exames que devem ser realizados antes da gravidez


Empresa: Bed Med

Manter a saúde em dia é um dever que todos deveriam cumprir, contudo as pessoas só vão ao médico quando realmente estão com algum problema de saúde e não como um ato de prevenção. No entanto quando uma doença é diagnosticada precocemente ela tem maiores chances de cura, aumentando a importância de exames preventivos.

Essa preocupação deve aumentar, principalmente, durante a fase em que o casal deseja engravidar, verificando possíveis problemas ou tendo a certeza de que tudo correrá bem para receber o novo membro da família. Para que isso ocorra de forma segura, o casal deve passar por alguns exames, especialmente a mulher.

Antigamente os casais faziam um check-up antes de casar, chamado de pré-nupcial, pois era evidente que eles iriam ter filhos logo depois do casamento. Porém os tempos mudaram e o procedimento também, atualmente os especialistas indicam que a mulher marque uma consulta com o ginecologista, com no mínimo, três meses antes de começar a tentar engravidar, mesmo que não tenha problemas de saúde prévios.


6 exames que a mulher deve realizar antes de engravidar

  •      Exames ginecológicos: o exame de papanicolau só será feito seis meses depois de ter o bebê, por isso é muito importante realizá-lo antes e se certificar que está tudo de acordo. Converse bastante com seu ginecologista nesse período.

  • .    Exame de urina: com o exame de urina é possível detectar infecção urinária, podendo estar associada a problemas, como o aborto espontâneo, baixo peso do bebê ou parto prematuro.

  • .   Pressão arterial: para as mulheres com pressão alta – hipertensão – é importante controlar a pressão arterial antes de engravidar evitando risco de sofrer de pré-eclampsia - disfunção dos vasos sanguíneos – durante a gravidez ou de apresentar problemas com a placenta.

  •      Exame de sangue: o ginecologista deve pedir um hemograma completa para verificar se a futura gestante está com anemia ou algum outro problema. Ou ainda verificar se tem imunidade para doença como hepatite B, rubéola, toxoplasmose e citomegalovirose.

  •     Vacinas: se durante o exame de sangue constatar que a mulher não tem imunidade para a doença da rubéola o médico pedirá uma vacina contra a doença, tendo que aguardar após a vacinação um mês para tentar engravidar. Em alguns casos a vacina ajuda a prevenir malformação e até o aborto espontâneo.     

  
  No caso de a mulher também não ter tido catapora anteriormente o ginecologista recomendará que tome uma vacina contra a doença para não afetar o bebê no caso da mãe ficar doente nesse período.

  • Suplemento de ácido fólico: a mulher que deseja engravidar o ginecologista indica o uso do ácido fólico, o qual ajuda na má formação do bebê. A dosagem deverá ser orientada pelo ginecologista responsável, pois cada caso é um caso.


No entanto além da mulher o homem também precisa tomar os devidos cuidados, se submetendo a exames, como: 

Casal: os especialistas recomendam um hemograma, sorologia para hepatites, sífilis e HIV e a tipagem sanguínea.           


Homem: para o futuro papai o exame de espermograma é fundamental, checando a saúde dos seus espermatozoides.

A fase gestacional é um período incrível para toda a família, mas para que o bebê venha com a saúde adequada é importante que os pais se certifiquem dos seus deveres com a saúde e proporcionem um ambiente saudável e de alta qualidade dentro do ventre.




Autonomia não é abandono

Autor: Victor Nicolino Faria - Psicólogo - CRP 06/98407
E-mail para contato: victor.nicolino@hotmail.com

    Autonomia é um aspecto importante que todo ser humano precisa desenvolver para alcançar sucesso na vida, seja o sucesso pessoal ou profissional. Muito se diz sobre autonomia, principalmente quando falamos sobre crianças e educação. Contudo, pouco é evidenciado para a sociedade sobre o que seja de fato a autonomia e como podemos desenvolver essa "habilidade" nas crianças.
    Muitos pais se sentem culpados por trabalharem muitas horas, passando pouco tempo com os filhos. Diante dessa angústia os pais acabam tentando compensar sua ausência de diversas formas. É comum encontrarmos pais e mães fazendo trabalhos escolares pelos filhos, ou então comprando diversos brinquedos ou jogos de videogame para demonstrarem aos filhos que eles se preocupam. Demonstração esta que não necessariamente é positiva para a criança.
    Nesse contexto os adultos acabam retirando das mãos das crianças a oportunidade de encarar um desafio que não necessariamente elas sabem superar, mas que se esforçando elas podem alcançar o sucesso. Os pais podem e precisam estar ao lado dos filhos como suporte emocional, incentivando diante dos obstáculos, mas sem resolver o desafio pela criança.
    Os pais ensinam a criança a ser autônoma quando confiam em seu senso de responsabilidade, quando lhe dão liberdade com responsabilidade, quando deixam a criança sofrer diante da dificuldade ao mesmo tempo que a ensinam a pensar formas de superar o problema. Acolher não necessariamente é fazer pelo outro. Ao contrário, pois quando amamos uma pessoa queremos que ela seja forte, seja feliz, tenha sucesso e esses objetivos só serão alcançados quando a pessoa sai da zona de conforto. Somente o desafio, o esforço produzem o desenvolvimento. 
    Não é ruim ter problemas, mas ser passivo diante dos mesmos é extremamente negativo para as nossas vidas. É necessário ensinar essa postura aos filhos, seja por palavras seja por modelo próprio. Agir e sofrer as consequências das nossas ações, sejam as consequências positivas ou negativas, são aspectos importantes para fortalecer a autoimagem, autoestima e autonomia em crianças e nos adultos. Autonomia é a forma mais madura de amor que podemos encontrar, pois quando amamos alguém o deixamos livre para viver sua própria vida. 



    

Vacina para gestantes protege o bebê até o 6° mês de vida

Autora: Sara Silva - Blogueira

           As mulheres grávidas receberam uma boa notícia nos últimos meses em relação ao cuidado com a sua saúde e a do seu bebê. Em novembro de 2014, o governo federal através do Ministério da Saúde passou a disponibilizar de graça e em todos os postos de saúde do país a vacina dTpa, que é a vacina antitetânica para adultos, mas com uma proteção a mais destinada especialmente as nossas queridas gestantes. Nesta versão da vacina antitetânica, a mãe recebe também a proteção contra uma doença chamada coqueluche. Só que o mais interessante desta história, é que a proteção não se destina as mulheres, o objetivo desta proteção são os bebês.
            

             Mas o que é coqueluche? E que doença é esta? A coqueluche é uma doença infecciosa aguda, que é transmitida com muita facilidade. Nesta doença a parte do nosso corpo mais afetada são as partes relacionadas com a respiração, a traqueia e os brônquios, que são os tubos por onde o ar passa antes de chegar aos pulmões. A principal característica desta doença são os graves episódios de tosse seca. Ela pode afetar qualquer pessoa, mas para crianças até o sexto mês de vida, são encontrados os casos mais graves, com maiores complicações e também com o maior número de mortes.
            Por este motivo a novidade é tão boa. As mulheres poderão tomar a vacina para gestantes e proteger seus filhos até os seis meses de vida, quando o bebê já tomou as suas vacinas que acontecem em três doses: aos dois, quatro e seis meses de vida e neste momento já estarão protegidos desta doença.
            Como a vacina para gestantes deve ser tomada? É preciso avaliar se a grávida já tomou a vacina antitetânica nos últimos cinco anos antes da gestação. Se tiver tomado três doses fará apenas uma dose de reforço que será com a antitetânica nova (que inclui a proteção contra a coqueluche) a vacina dTpa. Caso a mãe não tenha sido vacinada ela terá que receber três doses da vacina ainda durante a gestação ou pelo menos duas doses antes do parto, deixando a terceira dose para depois do nascimento do seu filho. Depois destas três doses a mulher está protegida por 10 anos, sendo necessário apenas uma dose de reforço a cada 10 anos para se proteger do tétano.
            É muito importante saber que para a proteção ser completa é preciso tomar todas as doses necessárias da vacina para gestantes. Começar com a primeira dose e não continuar, não protege nem a mãe e nem o bebê. Pensando assim, vemos a importância de começar o pré-natal logo no início da gravidez, para que a futura mamãe tenha tempo de se cuidar e tomar todos os cuidados para uma gestação e um bebê saudável, incluindo as vacinas.
            Outras vacinas também são importantíssimas para proteger a mãe e o bebê na gestação, e explicamos todas elas em nosso artigo que pode ser lido clicando no link:  http://www.diademae.com.br/vacina-na-gravidez-para-que-serve/ . 
            Passe por lá para nos conhecer! Deixe seu comentário e nos diga o que achou. Combinado? Esperamos você por lá ….




Mãe depois dos 40: cuidados, desafios e realizações

Empresa: Mater Prime


Nunca é tarde para colocar em prática o sonho de ser mãe. Muitas mulheres acabam postergando a maternidade para poder se dedicar por mais tempo a outros objetivos, como a vida profissional, os estudos, realizar viagens, entre outras vontades. Isso não quer dizer que ser mãe não esteja nos planos, apenas foi adiado.

Com mais agitação na vida profissional e nos demais afazeres, muitas mulheres tem deixado a maternidade para mais tarde. Isso também foi influenciado pela capacidade da tecnologia, que nos últimos anos tem dado mais chance para mulheres que desejam ter filhos com uma idade mais avançada. Com isso, nos últimos 10 anos houve um crescimento de 18% no número de mulheres que engravidam entre os 40 e 44 anos.



Ser mãe depois dos 40

O primeiro problema para mulheres que deixaram a maternidade para depois dos 40 está na dificuldade para engravidar. Após essa idade, a mulher tem apenas 5% de chances de engravidar, número que triplica e vai para aproximadamente 20% com o tratamento de fertilização in vitro.

Para engravidar nesta idade, é muito provável que a mulher precise fazer um tratamento de fertilidade e mesmo receba o auxílio de uma clínica de inseminação artificial. Profissionais indicam que o casal faça tentativas por seis meses nessa faixa de idade e caso não tenha sucesso, ai sim é indicado procurar um especialista em reprodução assistida.

Desafios da maternidade

Muitas pessoas relacionam a gravidez mais tardiamente na vida da mulher como algo negativo, como a disposição para cuidar dos filhos pequenos ou mesmo o desgaste de um tratamento de fertilidade.

No entanto, com os avanços da medicina, os casais conseguem mais rapidamente saber se será possível engravidar e também como será conduzida essa gestação, fazendo que a busca pela gravidez possa ser um momento de satisfação e alegria para o casal, quando assistidos por um profissional capacitado e que seja honesto quanto as reais possibilidades de sucesso nos procedimentos, tanto de fertilização in vitro, quanto outros.

Mesmo com os desafios, muitas mães listam uma série de fatores positivos com a maternidade depois dos 40:
·        
      Segurança financeira
·         Estabilidade profissional
·         Maturidade
·         Objetivos definidos
·         Tempo flexível



É importante, no entanto, que o profissional da clínica de reprodução humana não iluda o casal. Procure referências confiáveis na hora de escolher o local para realizar a reprodução assistida e também os médicos que irão acompanhar os procedimentos.




A relação entre culpa e consumo

Autores: Suzana Battistella e Delane Botelho
Instituição: FGV EAESP
E-mail para contato: suzanavbattistella@hotmail.com/delane.botelho@gmail.com


Muitas vezes quando um grupo de mães se reúne para conversar, a palavra culpa aparece. Culpa por passar muito tempo fora de casa por causa do trabalho, culpa por perder a paciência, culpa por ir a um fast-food quando acha que deveria estar em casa saboreando uma refeição saudável... Claro, nem todas as mães sentem culpa, mas sem dúvida este é um sentimento que surge com muita frequência, tanto que há um ditado popular que diz “nasce a mãe, e com ela a culpa”. Mas porque isso acontece?

Há dois motivos principais. O primeiro deles é o fato da maternidade ser algo idealizado pelas mulheres, ou seja, muitas imaginam que ser mãe é algo que lhes trará felicidade plena, que um filho irá completar a sua vida. É verdade sim, um filho traz uma alegria muito grande. Mas antes de planejar o seu nascimento nem todas as mulheres lembram que toda esta alegria vem acompanhada de cansaço, esgotamento e uma grande dose de sacrifício. Muitas mulheres idealizam um modelo de mãe perfeita, que conseguirá conciliar trabalho e família, que estará presente em todos os momentos importantes da vida de seus filhos, que saberá como alimentar, educar e proporcionar as melhores chances para o desenvolvimento de seu filho com perfeição. Mas depois que a criança nasce e estes ideais não são cumpridos a mãe passa a sentir culpa. Culpa por não estar de acordo com aquele modelo que ela imaginava, por não conseguir corresponder ao seu ideal de uma boa mãe, ou por não corresponder ao que as outras pessoas próximas de si julgam ser uma boa mãe.

Um outro motivo que leva ao sentimento de culpa é a responsabilidade que, em muitos casos, ainda recai em grande parte sobre a mulher, mesmo havendo pais que estão participando cada vez mais. Para entender um pouco melhor sobre o sentimento de culpa e suas implicações, entrevistamos algumas mães e foram poucas as que afirmaram que há uma divisão totalmente igualitária do trabalho dentro de casa. E quando a responsabilidade não é dividida, a culpa também não é. Nas sociedades em que a responsabilidade de criar os filhos recai exclusivamente sobre a mãe, a culpa também recairá, afinal se a criança for mal-educada, fizer birra, for um problema na escola, a culpa é de quem? De quem tem a responsabilidade de educá-la.

Mas a culpa tem o seu papel importante: é ela quem motiva a mãe a rever suas atitudes e decisões. E isso acontece porque é um sentimento com o qual não gostamos de conviver, portanto precisamos fazer algo para eliminá-lo. Existem vários modos de lidar com a culpa: a mãe pode se imaginar na mesma situação e prometer que não fará a mesma coisa novamente, pode transferir a culpa para outra pessoa ou para as circunstâncias, ou pode fazer algo para deixar a “vítima” do seu sentimento mais feliz: ceder a algum pedido do seu filho ou até mesmo comprar presentes para ele. E foi esta possibilidade de lidar com a culpa que motivou a nossa pesquisa; nós gostaríamos de entender se o consumo poderia ser uma das formas de eliminar o sentimento de culpa.

Para responder a esta pergunta, pedimos a mais de 200 mães que imaginassem uma mulher com um filho pequeno e nos respondessem o que ela faria em algumas situações de consumo. Em um caso o filho estaria muito bem, feliz, acompanhando as atividades da escola e a mãe estaria tranquila. Em outro caso a criança teria dificuldade de relacionamento, não estaria muito bem na escola, e uma psicóloga havia aconselhado a mãe a passar mais tempo junto com o filho. Depois comparamos as respostas: aquele grupo de mães que imaginou alguém que sente culpa em relação ao bem estar do seu filho indicou que a mãe compraria com mais frequência o que filho pedisse, deixaria que ele influenciasse mais as suas compras e compraria mais coisas desnecessárias do que as mães que estavam mais tranquilas em relação ao cuidado de seu filho. Ou seja, as mães que sentem mais culpa seriam mais permissivas em relação ao consumo do que as que não sentem culpa.

Depois fizemos mais uma pesquisa, perguntamos a um outro grupo de mães como elas se sentem em relação ao seu filho (o link da pesquisa foi disponibilizado neste blog, pode ser que você tenha participado) e como são seus hábitos de consumo em situações que envolvem a criança. Separamos dois grupos: aquelas que sentem muita culpa e aquelas que sentem pouca ou nenhuma culpa. Comparamos as respostas sobre os hábitos de consumo e o que descobrimos? Não houve diferença em relação à frequência com que se atende aos pedidos de compra dos filhos ou se permite a sua influência na escolha de produtos. Mas houve uma diferença em relação à frequência de compra de produtos supérfluos, ou seja, produtos que não são realmente necessários. Ou seja, as mães que sentem mais culpa compram produtos supérfluos com mais frequência do que aquelas que não sentem culpa.


E o que esta pesquisa nos mostra? Que há um estereótipo de que as mães que sentem mais culpa são mais permissivas em relação às solicitações de consumo de seus filhos, mas não pudemos comprovar que isso realmente acontece. O que verificamos é que as mães que sentem mais culpa compram mais produtos desnecessários para seus filhos, ou seja, o consumo pode sim ser uma forma de aliviar este sentimento. Não estava dentro do escopo desta pesquisa entender qual a consequência desta atitude, mas ter a consciência de que isso acontece seria o primeiro passo para refletir se este é, ou não, um bom modo de amenizar o sentimento de culpa.




Mistérios, perigos e curiosidades sobre a Síndrome da Morte Súbita dos Recém Nascidos

Autor: Manuel Eduardo Egas
Empresa: Odória
Contato: comercial@odoria.com.br



Há já alguns bons anos, talvez cinco ou seis, não me lembro bem comecei a me interessar inexplicavelmente pela síndrome da morte súbita infantil, sem ter a menor relação com o assunto.

Sou engenheiro agrônomo, meus filhos já estão crescidos, ainda não tenho netos, mas, desde que li em algum lugar algo a respeito da síndrome comecei a achar o assunto meio nebuloso, cheio de mistérios e em certos aspectos até enigmático.

Vejamos: apesar de ser a principal causa de morte infantil pouco se fala ou se escreve sobre a síndrome no universo das mães, entretanto, pesquisando-se no Google, encontraremos uma infinidade de artigos muito semelhantes entre si inclusive um excelente e muito esclarecedor aqui neste link (drauziovarella.com.br/crianca-2/sindrome-da-morte-subita-infantil/)

No Brasil a síndrome é responsável por um óbito a cada mil nascimentos e como temos perto de três milhões de nascimento ao ano são quase três mil mortes todos os anos devidos á síndrome. Pode até parecer um número pequeno, mas a família atingida acha uma tragédia e pior, fica com um sentimento injustificado de culpa.

A síndrome em si já é um mistério, não tem cura, não se conhece  a origem, a autópsia não identifica a causa e por enquanto somente medidas preventivas são recomendadas e apesar de tudo isto, nunca soube de alguma campanha informativa  e esclarecedora feita no Brasil sobre as medidas que poderiam salvar algumas vidas.

Mas não é tão simples assim, vejamos, são inúmeras as recomendações para contornar o problema como: não tomar bebidas alcoólicas nem fumar durante a gravidez, não expor o bebe á fumaça de cigarro, não agasalhar em demasia, não dormir na mesma cama, arejar bem o quarto e a mais eficiente de todas as medidas é manter o bebe sempre deitado de costas virado de barriga para cima. Por que? Ninguém sabe, mas, funciona, pois, reduz em mais de 50%  a ocorrência.da síndrome.

Foram feitas algumas campanhas no exterior recomendando manter os bebes deitados de costas, que seria a medida de melhor resultado, sem entretanto esclarecer como fazer essa imobilização e houve alguns acidentes provocados pelas medidas  de contenção adotadas pelos pais como: calçar o bebe no berço com objetos, com travesseiros, com toalhas etc  aumentando o índice de óbitos.

Curioso foi o fato de que um dia estávamos na empresa apreciando o resultado de um trabalho que acabáramos de elaborar para uma grande indústria e que era um modelo de travesseiro de pescoço para viagens e por uma daquelas razões inexplicáveis vislumbramos na peça, a possibilidade clara e cristalina de imobilização de um  bebe na posição recomendada de deitado de costas se   colocássemos a cabecinha do bebe no vazio do centro do travesseiro entre as alças laterais onde normalmente deveria ficar o pescoço.

Redimensionamos a peça para um tamanho adequado para bebe, com pequenas alterações funcionais e foi um sucesso. O bebe fica perfeitamente estabilizado, sem conseguir sair da posição, mas, preservando todos os demais movimentos naturais de um bebe. Estava ali a solução para o problema  de contenção.

Mais curioso ainda é que a síndrome ocorre do nascimento até aos seis meses de idade do bebe, quando cessa o perigo da ocorrência da síndrome e coincidentemente a partir dessa idade o travesseiro de contenção não mais consegue segurar o bebe na posição e pode passar a ser utilizado como travesseiro de pescoço, nos passeios e deslocamentos do bebe; voltando a sua origem para que foi inicialmente projetado,.travesseiro de pescoço.

Agora de posse de uma solução para a contenção segura do bebe na posição correta recomendada podemos deflagrar uma batalha para informação  e esclarecimento das mães, sem o risco de desencadearmos uma outra síndrome, a do pânico.

Creio que nos dias de hoje a maneira mais eficiente de se divulgar, informar  e esclarecer sobre os perigos da síndrome seria através da rede de Blog’s de Mães porque eles são numerosos, muito relacionados, com grande credibilidade, são bastante consultados  e essa divulgação teria  custo quase zero.

Sem dúvida esta seria uma ação humanitária eficiente prestada pelos Blog’s salvando inúmeras vidas, evitando muitas tragédias familiares e dando oportunidades ás mães de se livrarem do sentimento de culpa que toda mãe desinformada sem dúvida sentira na perda de um filho pela morte súbita.

Fica aqui o meu singelo apelo para que de alguma forma os Blog’s de Mães se organizem e se unam e o nosso país se diferencie e inove no combate a uma ocorrência fatal enigmática que ceifa abruptamente a vida mais querida no seio de uma família.




Meu marido tem ciúmes do nosso filho

Autor: Victor Nicolino Faria - Psicólogo - CRP 06/98407
E-mail para contato: victor.nicolino@hotmail.com

    Não é difícil encontrar no consultório relatos de mulheres que após a gravidez, além de terem de assumir o papel de mãe, também precisaram lidar com uma súbita e estranha reação de seus maridos. Eles passam a agir de forma fria, ou mesmo agressivamente. Discutem por tudo ou começam a chegar cada vez mais tarde em casa. Mas o que isso quer dizer?
    Obviamente que a mulher durante a gravidez e nos primeiros meses após o parto tem alterações em seu comportamento, tanto em função da variação hormonal como pela necessidade de desempenhar um novo e desafiador papel em sua vida, ser mãe. Contudo, diante dessa mudança no comportamento de sua esposa o homem muitas vezes se sente inseguro, ou mesmo abandonado, e isso o leva a atitudes diferentes do usual que acabam por magoar muito a mulher.
    O marido precisa saber lidar com essa divisão do tempo de sua esposa com o filho, que acaba demandando muito de todos os membros da família. Quando o casal planeja ter filhos o homem precisa saber que não terá mais a mulher todo o tempo ao lado dele, pois ela precisará dar atenção à criança, estimulando seu desenvolvimento e a educando. Sem esquecer que a recíproca deve existir, com o pai atuando nos cuidados e na educação da criança e a mulher compreendendo a ausência do homem em alguns momentos para ter o pai de seu filho presente. Escolher ter filhos é abdicar de parte do tempo do casal para os papéis mãe e pai.
    Quando enfrentamos um problema dentro de nossos casamentos precisamos avaliar o problema e encontrar suas origens. Não podemos simplesmente responsabilizar os outros, muito menos nos culpar por tudo o que se passa de negativo. Saber encontrar a minha parcela de responsabilidade e o que compete ao outro é muito importante para o casamento superar um problema e poder ser cada vez mais saudável.
    Quando a mulher identificar que o marido está se comportando de forma não usual, seja por ciúmes do filho ou por outros motivos relacionados à gravidez e aos papéis mãe e pai, é importante que o casal sente e discuta os reais problemas, cada um assumindo sua parcela de culpa na situação vivida, encontrando juntos soluções para que a harmonia volte ao dia a dia da casa.

Não basta ser pai, tem que se informar

Autor: Victor Nicolino Faria - Psicólogo - CRP 06/98407
E-mail para contato: victor.nicolino@hotmail.com

    Felizmente para uns e infelizmente para outros o gênero masculino desfruta de "crédito" dentro de nossa sociedade no que se refere aos erros que ele comete. Se o namorado ou marido cometer algum tipo de traição, muitos dirão para a mulher que homem é assim mesmo, que ela precisa se acostumar. Se o homem é grosso, mal educado, alguns dirão que homem é assim mesmo, que ele é macho de verdade. Ou seja, o homem desfruta do direito de errar e mesmo assim ser compreendido, sem sofrer consequências pelos seus erros. 
    Esse direito que existe dentro da cultura brasileira se estende também ao papel de pai. Muitos acreditam que a única colaboração do pai dentro do processo de criar e educar o filho é prover financeiramente a família, ou então ser a fonte de lazer. Esse é um grande erro, uma omissão que muitos pais cometem com seus próprios filhos, com as suas famílias.
    Se o homem escolhe ou acaba se tornando pai ele precisa assumir um papel diferente dentro da sociedade. Ele precisa perceber que agora ele tem novas responsabilidades, sendo estas não somente financeiras. O pai precisa, ao longo da gravidez, buscar informações de como ser pai, como é educar uma criança, quais são as etapas do desenvolvimento infantil e qual deve ser a estimulação adequada ao desenvolvimento dentro de cada fase. O pai precisa saber ser o modelo para seu filho, tanto de valores morais e éticos, além de ser exemplo de cidadania.
    O filho será aquilo que os pais ensinarem para ele, direta e indiretamente. Na educação formal e nos exemplos do dia a dia. Assim sendo, o pai precisa sujar as mãos e participar ativamente da vida familiar e da educação de seu filho. Não há desculpas para a omissão, pois mesmo trabalhando muito e tendo diversas responsabilidades dentro do cotidiano a maior responsabilidade de um pai é com o seu próprio filho. 
    Ser pai é uma escolha, e toda escolha envolve responsabilidades e prazeres. Para tudo que fazemos na vida precisamos nos informar, entender como funciona para então exercer o novo papel de maneira adequada. Cabe ao homem se preparar para ser pai, tendo uma participação ativa dentro do processo de criação e educação da criança.

A importância do segundo professor em sala de aula

Autora: Sonia Nicolino - Pedagoga
E-mail para contato: sonianicolino@terra.com.br

    Muitas vezes os pais acabam confundindo, ou mesmo menosprezando o papel da segunda professora ou da professora assistente em sala de aula. Acredito que a escola e os próprios responsáveis pela educação no Brasil muitas vezes não conseguem transmitir ao público o real papel desses profissionais dentro da dinâmica de ensino. O objetivo do presente texto é refletir sobre o papel do segundo professor na escola.
       Dentro de uma sala de aula há uma série de atividades a serem desempenhadas pelo professor, que nem sempre se referem a educar as crianças e os adolescentes. Há uma burocracia gigantesca dentro da educação em nosso país, uma vez que o professor precisa redigir diversos relatórios, documentos, participar de reuniões e de atividades que nem sempre agregam ao produto final, a saber - educação de qualidade. 
    A educação precisa renovar-se, tanto burocraticamente como metodologicamente. Por isso dou importância ao segundo professor em sala de aula. Por não ter que cumprir as obrigações burocráticas do titular da sala, o segundo professor poderá observar com mais atenção as individualidades de cada criança. Em outras palavras, enquanto o professor titular executa uma aula que foi exaustivamente planejada, o segundo professor estará atento à forma como cada criança está aprendendo o conteúdo ensinado.
    A mais importante função do segundo professor é poder, em casos de necessidade, dedicar atenção especial aos alunos que apresentam dificuldades. Essa atenção pode ser uma explicação do conteúdo ensinado pelo professor de forma diferente, que facilite a compreensão do aluno; elaborar e aplicar um exercício extra; tirar dúvidas dos alunos tendo a mesma capacitação técnica de um professor titular; além de observar a sala de aula durante as atividades pedagógicas e transmitir ao professor titular informações que podem ser utilizadas para melhorar a eficácia das aulas.
    Dois professores em sala de aula, com a mesma capacitação técnica, tornam o dia a dia mais dinâmico, com os alunos podendo participar mais das aulas, sendo mais ouvidos e melhor atendidos, Com dois professores se questionando constantemente sobre como tornar a aula mais eficaz quem ganha é o aluno e a educação como um todo.     

Mamães: cuidados com os pequenos no uso de escadas rolantes e elevadores

Autor: Carlos Roberto Bonadio, Diretor de Serviços da ThyssenKrupp Elevadores.

Com o crescimento e a verticalização das cidades, elevadores, escadas rolantes e esteiras rolantes passaram a fazer parte do dia a dia das crianças muito cedo. Mães com carrinhos de bebê passeando pelos shoppings é uma cena muito comum, entre tantas outras situações nas quais os equipamentos de transporte vertical estão inseridos na vida da garotada. 
Para as crianças, porém, tudo é motivo de brincadeira e a escada rolante vira uma montanha-russa, onde o sobe e desce não tem fim, e os elevadores são foguetes espaciais onde podem se esconder dos amigos, apertar vários botões e depois sair correndo para mais uma diversão. A fantasia, porém, cria situações que podem colocar a segurança dos pequenos em risco, principalmente quando o adulto não está por perto para zelar por eles.
Para orientar as crianças e conscientizar os pais sobre como usar de forma correta e segura os elevadores, as escadas rolantes e as esteiras rolantes, promovemos há sete anos, sempre no mês de outubro, a Ação Faça a Coisa Certa – Dia das Crianças. Este ano, 44 shopping centers localizados em 29 cidades de 13 estados brasileiros apoiam nossa iniciativa, que vem crescendo a cada ano.  
O público-alvo são as crianças de 5 a 12 anos, os pais e os familiares responsáveis pela educação dos pequenos e que têm papel fundamental no processo de educação dos pequenos.  
Nosso objetivo é informar, por isso criamos materiais educativos para ser consultado em casa ou na escola, como o gibi “As aventuras do SUPER ZERO & ZUG”; vídeos que ensinam a usar corretamente o elevador e a escada rolante e que estão disponíveis no YouTube e um game que testa os conhecimentos da garotada de forma interativa, por meio de um quiz. 
     




No Brasil, em algumas cidades, como São Paulo, as crianças menores de 10 anos só devem usar o elevador se estiverem acompanhadas de um adulto, por determinação de leis municipais. No caso das escadas e esteiras rolantes, a Norma Brasileira (NBR NM 195/1999), determina o uso de avisos de alerta sobre situações de perigo nos locais onde os equipamentos estão instalados para chamar a atenção da população.
Segundo dados do Ministério da Saúde mais de 122 mil crianças até 14 anos são hospitalizadas anualmente em decorrência de acidentes no Brasil (dados de 2012). As quedas representam 50% das causas das internações.
Estudos da ONG Safe Kids Worldwide mostram que 90% dos acidentes podem ser evitados com medidas simples, como mudar o comportamento dos adultos, adequar os espaços para as crianças, criar e fiscalizar leis para inibir práticas inseguras, desenvolver e promover o uso de equipamentos de segurança e de políticas públicas que tenha a prevenção como objetivo. 

Dicas de uso correto e segurança:

√ Crianças devem usar os elevadores e as escadas rolantes acompanhadas de um adulto;
√ Brincadeiras dentro do elevador devem ser evitadas e a informação é a melhor forma de orientação;
√ Ao chamar o elevador, aperte o botão somente uma vez;
√ Havendo dois ou mais elevadores, chame somente um;
√ Respeite a lotação máxima dos elevadores;
√ Qualquer que seja o motivo, não segure a porta do elevador;
√ O corrimão da escada rolante é um item de segurança para o funcionamento do equipamento e não deve ser confundido com um escorregador;
√ A criança nunca deve sentar nos degraus da escada rolante;
√ Não apoie os pés sobre o rodapé;
√ Subir ou descer no sentido contrário ao fluxo da escada rolante é perigoso e deve ser coibido; 
√ Carrinhos de bebê, cadeiras de rodas ou similares não devem ser transportados em escadas rolantes. Nestes casos, use o elevador;
√ Segure a mão da criança na escada rolante para evitar que ela se debruce sobre o corrimão.

Fonte: ThyssenKrupp Elevadores

Para acessar os materiais da ação, basta clicar nos links abaixo:




Crianças de até 10 anos aprendem filosofia na escola

Autor: Colégio Internacional Anhembi Morumbi
Site:http://colegioanhembimorumbi.com.br/

    O que fazer quando o mundo não satisfaz seu ego?  Quando a resposta a seus pedidos e desejos é um desagradável “não”?  Se para adultos tal situação é complexa e delicada, o que dizer de crianças que ainda estão formando as bases de suas personalidades e valores?  Para auxiliar nessa tarefa, algumas escolas estão recorrendo a uma tradição milenar, a filosofia.

    “A Filosofia pode levar desde cedo ao caminho da crítica fundamentada, pré-requisito para que as crianças desenvolvam o sentido ético e de cidadania”, explica Andréa Ziehlsdorff, Coordenadora Pedagógica do Colégio Internacional Anhembi Morumbi, de São Paulo. “No Ensino Infantil, a Filosofia entra para proporcionar momentos de reflexão sobre assuntos que envolvam a convivência, o respeito, a educação e a cidadania, além de estimular o posicionamento de cada criança em relação a diferentes assuntos”, completa.

    O trabalho de Filosofia com crianças é feito por meio de questionamentos: são feitas perguntas que provocam discussão, põem em questão valores, críticas e incitam opiniões. “As perguntas não são colocadas para serem respondidas corretamente, mas para serem pensadas e discutidas. Ou seja, o que nos importa não é o produto, mas sim o processo”,  ressalta Andréa.    Dentro desse enfoque, o papel do professor é despertar a curiosidade, indagar a realidade, problematizar, ou seja, transformar os obstáculos, em dados para reflexão. Assim o docente deve investigar a necessidade do aluno e a partir da realidade, problematizar, criar situações de diálogo.

    O ponto de partida das aulas são temas diversos que abrangem conceitos abstratos, como autoconhecimento e o respeito ao próximo.  Para que os alunos utilizem, na prática, os conteúdos tratados, são desenvolvidas estratégias lúdicas e dinâmicas, transmitidas em momentos significativos na sala de aula.  “Optamos por trabalhar a Filosofia da forma mais mágica e fascinante possível para que nossos “pequenos” entendam seu papel enquanto seres sociais: partindo do respeito ao próximo e chegando, ao longo da vida, no autoconhecimento como resultado duradouro e significativo”, acrescenta.  A cada ano, são trabalhados assuntos específicos, respeitando o estágio cognitivo e o desenvolvimento individual de cada aluno:

·         Educação Infantil: respeito às diferenças e tolerância.
·         1º ano: amizade, respeito, polidez, entre outros assuntos.
·         2º ano: ética, preconceito, respeito ao próximo, solidão, entre outros assuntos.
·   3º ano: ética, diferenças, preconceito, virtudes, perseverança, morte, entre outros assuntos.
·         4º ano: respeito, limites, aceitação, entre outros assuntos.
·         5º ano: sonhos, realizações, mito, ciência, ética, entre outros assuntos.

    Ao chegar ao 5o ano, quando as crianças tem aproximadamente 10 anos, as aulas já estão trabalhando as capacidades de raciocínio, de verbalização do pensamento, o confronto de ideias e a reflexão em grupo.

    O Colégio Internacional Anhembi Morumbi tem um expertise de mais de 25 anos de mercado no setor de educação e integra o grupo Eduinvest, cujas escolas atendem atualmente 4 mil alunos dos ensinos infantil, fundamental e médio.  O grupo desenvolveu um projeto educacional próprio, que favorece as habilidades socioemocionais. Mais representativas para o empreendedorismo: responsabilidade, capacidade de planejamento, resiliência, iniciativa e criatividade, entre outras.   O objetivo é formar pessoas aptas a lidar com as constantes mudanças no conhecimento, na carreira e mesmo na sociedade, tornando-se gestoras de suas próprias vidas.

Conheça os benefícios da acupuntura para a gestação

Autora: Valentina Nogueira Sanches - Graduada em Comunicação Social, com Pós graduação em Redação Jornalística
   
          Diminuição das variações hormonais, combate à depressão pós parto e ao desconforto causado pelos inchaços. Estes são alguns dos benefícios da acupuntura, que pode ser usada na gravidez como tratamento complementar para problemas físicos e emocionais. 


acupuntura é uma prática terapêutica inspirada na medicina chinesa tradicional. O objetivo é harmonizar o fluxo de energia do corpo através do estímulo de pontos específicos com penetração de finas agulhas na pele. Essa técnica busca tratar o indivíduo como um todo, equilibrando a mente, o corpo e o espírito.
O tratamento na gravidez é recomendado durante os nove meses, porém deve ser utilizado como medicina complementar e só pode ser feito por profissionais qualificados, já que estimular determinados pontos pode provocar contrações uterinas. Vale lembrar que a acupuntura é uma especialidade reconhecida pela farmácia, enfermagem, fisioterapia e medicina, e pode ser feita por estes profissionais após preparação específica.
A indicação do tratamento é em todas as fases da gravidez. Para quem pretende engravidar, ela pode ajudar no aumento da fertilidade. Aliada a técnicas de reprodução assistida, a acupuntura aumenta de 23% a 26% para cerca de 50% as chances de uma gravidez. Nos homens que fazem acupuntura, as chances de engravidar a parceira também aumentam.
Durante a gestação, entre os benefícios estão o tratamento de enjoos, insônia, diminuição do risco de aborto espontâneo, alívio de dores, melhora na retenção urinária e redução da ansiedade.
No último mês de gestação ela também é indicada. Estudos apontam que, se o bebê estiver sentado, a acupuntura pode ajudar na mudança para a posição correta do parto normal.
Após o parto ela ajuda no aumento da produção de leite e no endurecimento das mamas, além de auxiliar na redução dos sintomas da depressão pós parto. De acordo com pesquisa do departamento de Psicologia da Universidade do Arizona (EUA), de 150 gestantes diagnosticadas com depressão, 63% das que foram tratadas com acupuntura por dois meses reduziram os sintomas depressivos em pelo menos 50%.
Até o emagrecimento no pós parto é influenciado pelas agulhas, com média de perda de 3 kg a menos para quem faz acupuntura.

Converse com seu médico, procure um profissional de confiança e experimente! Mas lembre-se: para conseguir resultados é preciso um tratamento contínuo. 

No que você está focando?

Autora: Renata Nery Burgo - Psicóloga, Coach, Escritora e Diretora da Potens Desenvolvimento - CRP 06/72.581

Bebês chiadores

Autor: Dr. Fábio Muchao - Pediatra e Pneumologista infantil formado pela Universidade de São Paulo - USP. Além de atuar como médico pneumo pediatra, é pesquisador com Mestrado concluído na USP, doutorando pela mesma Universidade, sendo autor de publicações científicas em pneumologia e pediatria. CRM 100688.

Bebês chiadores ou lactentes sibilantes, como o próprio nome diz, apresentam crises frequentes de chiado no peito (sibilância) com graus variáveis de cansaço. É uma situação muito comum em crianças menores de um ano, e na maioria dos casos, algo que costuma melhorar até os dois anos de idade.
As principais causas destas crises são infecções virais que atingem o território pulmonar (bronquiolites) e por isso elas ocorrem mais frequentemente no outono e inverno, época de maior circulação destes vírus.
O curso inicial das bronquiolites é brando e caracterizado por sintomas como coriza, tosse intermitente e eventualmente febre.  Porém, após cerca de três ou quatro dias a sintomatologia torna-se mais intensa, a tosse passa a ser importante e nota-se o chiado no peito. Neste momento, o bebê pode sentir dificuldade para brincar, mamar, dormir, etc. Em alguns casos, é necessária internação hospitalar.
Um bebê pode sofrer várias bronquiolites nos primeiros meses de vida e desenvolver uma espécie de hiper-reatividade brônquica, que seria uma predisposição a sofrer novas crises desencadeadas por diversos estímulos infecciosos ou ambientais.
Além disso, outros fatores podem tornar um bebê mais propenso a se tornar um sibilante recorrente ou piorar um quadro já instalado, entre eles podemos citar: antecedentes pessoais ou familiares (pais e irmãos) de alergia, prematuridade, exposição ao tabaco, refluxo gastro esofágico, poluentes ambientais, poeira doméstica, entre outros.
O tratamento das crises é baseado na hidratação, medicações broncodilatadoras e eventualmente outras drogas, mas qualquer medicação só deve ser administrada sob orientação médica. Porém existem medidas que podem ser adotadas tranquilamente no dia a dia pelos pais como inalações e lavagem nasal com soro fisiológico. Exercícios de fisioterapia respiratória também são úteis e em ambiente hospitalar a oxigenoterapia é fundamental.
Quando um bebê passa a ter crises com muita frequência, necessita internações ou visitas a pronto-socorros e tem sua rotina diária afetada, é interessante procurar um pneumologista infantil e iniciar uma investigação diagnóstica e um tratamento preventivo. Diversas estratégias de tratamento podem amenizar as recorrências e melhorar a qualidade devida da criança e da família.

Manter a higiene da casa, evitar o tabaco, o excesso de tapetes, cortinas e bichos de pelúcia e manter animais domésticos (cães, gatos) sempre limpos e tosados pode contribuir para o sucesso do tratamento de um bebê chiador.

Aceite-se como você é

Autora: Renata Nery Burgo - Psicóloga, Coach, Escritora e Diretora da Potens Desenvolvimento - CRP 06/72.581

Obesidade infantil - Parte 2

Autora: Dra. Elisabeth Fernandes - Pediatra Geral e Reumatologista Pediátrica
Mestre em Pediatria pela FMUSP e médica preceptora da pediatria da FUABC no Pronto Socorro Central de SBC
Atendimento em consultório particular em São Caetano do Sul

10 dicas para o seu filho querer comer de forma saudável:

1.       Não restrinja a comida. Restringir a comida aumenta o risco de sua criança desenvolver distúrbios alimentares no futuro como anorexia e bulimia. A restrição pode ter um efeito negativo no crescimento e desenvolvimento infantil.

2.       Crie um ambiente saudável em casa.  Este é um dos principais passos para tornar a criança saudável. Tenha sempre disponível em casa opções de alimentos saudáveis e não esqueça que as escolhas dos pais são exemplos para os filhos.

3.       Mantenha alimentos saudáveis a disposição das crianças. As crianças vão escolher o que estiver nos lugares baixos e de fácil acesso, sendo assim deixe frutas sempre visíveis ao invés de bolachas e doces. Lembre-se que as crianças só comerão o que tivermos disponível em casa. 

4.       Não rotule comidas “boas” ou “ruins”. Ensine para as crianças que a proteína é importante para o bom crescimento, assim como o cálcio do leite e derivados são importantes para os ossos.

5.       Elogie sempre as escolhas saudáveis. Dê um grande sorriso e mostre que a escolha feita pela criança foi a mais saudável e inteligente.

6.       Não brigue quando as crianças optarem por escolhas menos saudáveis. Se a criança escolher uma opção menos saudável, ignore, não dê atenção, não critique. Se a criança optar sempre pelas opções mais gordurosas como frituras e doces, redirecione a sua escolha. Mostre em casa outras opções do mesmo alimento como batata assada ao invés de frita. Se a criança pedir por um doce, ofereça frutas com uma pequena calda de chocolate e não uma barra inteira de chocolate.

7.       Nunca use comida como recompensa. Recompense as crianças com brincadeiras, atividade física ou um passeio num parque.

8.       Sente-se à mesa para jantar em família todos juntos. Se isso não é um hábito em casa, deveria ser. Pesquisas mostram que crianças que jantam à mesa com os seus pais tem hábitos mais saudáveis e menos propensão à obesidade. Esforce-se para jantar com as crianças à mesa ao menos 1 vez por semana, e gradativamente aumente para 3 a 4 vezes até que o hábito seja criado.

9.       Prepare pratos na cozinha junto com as crianças. Faça receitas saudáveis e coloridas próprias para as crianças. Isso incentiva as crianças a comerem de forma mais saudável e de maneira mais divertida.

10.   Dê alguns direitos de escolha para as crianças. Coloque no prato 3 a 4 tipos de legumes ou saladas e peça para eles darem uma nota para cada item. Os que eles menos gostarem, pode ser oferecido menos vezes na semana.

     Diante do aumento na frequência do excesso de peso e obesidade entre crianças e adolescentes, o diagnóstico do estado nutricional em crianças e adolescentes deve fazer parte da avaliação de rotina de todos os pediatras em todas as consultas.
   
   Prevenção da obesidade requer uma alteração no estilo de vida social/cultural desde a infância. 


    Fontes:

1.        Centers for Disease Control and Prevention,SA.http://www.cdc.gov/obesity/index.html
2.    Obesidade na infância e adolescência – manual de orientação – Departamento cientifico de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria 2008.
3.        Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica – ABESO – fevreiro 2011

Obesidade infantil - Parte 1

Autora: Dra. Elisabeth Fernandes - Pediatra Geral e Reumatologista Pediátrica
Mestre em Pediatria pela FMUSP e médica preceptora da pediatria da FUABC no Pronto Socorro Central de SBC
Atendimento em consultório particular em São Caetano do Sul
Website: : www.draelisabethfernandes.com.br

    Sobrepeso e obesidade são definidos pelo acúmulo anormal ou excessivo de gordura que prejudicam a saúde.
    A prevalência do sobrepeso e obesidade tem aumentado nas últimas 3 décadas de forma alarmante e devido a sua correlacão com problemas de saúde, a obesidade é considerada como um dos problemas de saúde mais sérios e desafiadores do século 21. As muitas dobrinhas que tanto faziam sucesso entre os bebês, hoje virou preocupação mundial.
    Globalmente, o número de crianças acima do peso, menores de 5 anos de idade, em 2011 foi estimado em mais de 42 milhões, sendo 35 milhões nos países em desenvolvimento.
    A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) estima que o número de crianças obesas do Brasil cresceu 240% nas últimas duas décadas.

Principais consequências da obesidade nas crianças:
·         
  •     Risco aumentado de apresentar diabetes tipo II, hipertensão arterial, hipercolesterolemia e outras doenças cardiovasculares como infarto do miocárdio
  •     Distúrbios osteoarticulares especificamente osteoartrite, maior risco de fraturas, tumores malignos e dificuldade respiratória
  •       Bullying e isolamento social.

Diagnóstico de obesidade:
·         
         O Índice de Massa Corpórea (IMC) é classicamente utilizado para classificação da obesidade no adulto, mas o seu uso em crianças e adolescentes é inadequado.
·           Em 2009 a Coordenação Geral da Política de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde do Brasil passou a adotar as curvas desenvolvidas pela OMS em 2007, que incluem curvas de IMC desde o lactente até os 19 anos de idade.
·           Considera-se  como peso excessivo os valores acima do percentil 85 e como obesidade grave os valores acima do percentil 97.
·            Por meio dos escores z (desvios-padrão), considera-se como obesidade os valores situados acima do +2 escore z e como obesidade grave valores acima do +3 escore z do IMC.
·         Tais curvas são fundamentais tanto para o diagnóstico quanto para a avaliação da evolução do paciente durante o tratamento.
·             Somente visualizando o gráfico da criança é que podemos verificar o quanto pequenas variações no peso e, consequentemente, no IMC podem ser significantes.

Valores de referência para diagnóstico do estado nutricional utilizando as curvas de
IMC para idade, da Organização Mundial de Saúde.


Percentil
Z score
Diagnóstico nutricional
< Percentil 0,1
<Z score z -3
Magreza acentuada
≥ Percentil 0,1 e < Percentil 3
≥ Z score z -3 e < Escore -2
Magreza
≥ Percentil 3 e < Percentil 85
≥ Z score z -2 e < Escore +1
Eutrofia

≥ Percentil 85 e < Percentil 97
≥ Z score z +1 e < Escore +2
Sobrepeso
≥ Percentil 97 e ≤ Percentil 99,9
≥ Z score z +2 e ≤ Escore +3
Obesidade
> Percentil 99,9
>Z score z +3
Obesidade grave


Considerações importantes:
·        
  • Uma criança acima do peso provavelmente será um adulto obeso.
  • A maioria dos casos de obesidade está relacionado com aumento da ingestão diária de calorias em relação ao gasto calórico total. Causas secundárias de obesidade como doenças e medicamentos são muito raras.
  • A perda de peso requer restrição calórica e prática adequada e constante de exercício físico. 
Fontes:

1.        Centers for Disease Control and Prevention,SA.http://www.cdc.gov/obesity/index.html
2.    Obesidade na infância e adolescência – manual de orientação – Departamento cientifico de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria 2008.
3.        Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica – ABESO – fevreiro 2011

Combinando os combinados: regras e limites

Autora: Camila Zorzan Horta e Silva - CRP 06/104667 - Psicóloga e Especialista pela USP, trabalha com educação escolar, familiar e atende em consultório

E-mail para contato: camilazhorta@gmail.com

    Todos que convivem em uma sociedade aprendem logo cedo a importância e a necessidade das regras.  Elas pontuam o limite entre o certo e o errado, nos mostrando o que podemos ou não fazer em determinados lugares; delimitam valores a serem seguidos e tem um papel fundamental em nos deixar seguros, sabendo como nós devemos nos comportar em diversas situações.  Sem regras, tendemos a ficar ansiosos sem saber como nos comportar e o que é esperado de nós.
    Este é um fator essencial quando pensamos na educação de nossos filhos. As crianças precisam e pedem limites. Isso vai delineando o que eles podem fazer e como devem fazer. Cada família deve pensar em regras para serem colocadas em casa. Essas regras vão mudar de família para família, pois cada família tem valores diferentes e isso vai dar o direcionamento para algumas regras. Por exemplo: algumas famílias acham importante que as crianças peçam permissão para sair da mesa de jantar, outras acham importante que as crianças chamem os avós de senhor e senhora.  Essas pequenas regras, assim como as grandes devem, principalmente, serem pensadas com o foco em quais habilidades e valores acreditamos serem  muito importantes para o futuro de nossos filhos.
    Dicas para facilitar a construção das regras:

As regras devem ser lógicas: seu filho precisa saber por que essa regra é importante para você. Por exemplo: “É preciso atravessar a rua na faixa de pedestre de mãos dadas com um adulto”. Essa regra é importante para evitar acidentes e atravessar a rua em segurança (e isso deve ser explicado para o seu filho).  Regras lógicas aumentam a compreensão das crianças sobre o papel da regra e evita que em momentos de irritação nossos, mudemos de regras. Às vezes quando estamos estressados ou com pressa, queremos resolver logo os problemas e passamos por cima das regras que colocamos para apressar as coisas. Por exemplo: existe o combinado “a criança deve guardar todo seu material escolar na mochila para sair pra escola” Quando estamos atrasados, tendemos a fazer pela criança, porque estamos atrasados e irritados. Isso pode ser negativo, pois os filhos vão percebendo que 1. Podem dar um jeitinho para nunca terem que fazer coisas que não gostam (deixando sempre a mala desarrumada) 2. as regras não dão tanta segurança, pois não funcionam bem 3. As regras dependem  do humor dos adultos.

As regras tem que ser claras e objetivas: seu filho precisa saber o que você espera quando se pede algo a ele. Ex: “arrume seu quarto”.  Essa regra não é clara, pois arrumar o quarto pode ser muitas coisas. O que você quer com essa regra? Que ele guarde os brinquedos? Que arrume a cama? Que varra o chão? Por isso, as instruções devem ser mais claras: “Guarde todos os brinquedos e coloque as roupas sujas no cesto”. Assim, seu filho saberá o que fazer. Para isso, é sempre importante pensar que as regras devem estar de acordo com a idade: não adianta pedir para o seu filho de dois anos arrumar a cama, pois ele não irá conseguir, mas ajudar a  guardar os brinquedos, ele consegue. Você só deve pedir coisas que sabe que o seu filho vai poder realizar, se não isso vai gerar uma frustração tanto no seu filho, quanto em você e a regra não funcionará.

As regras devem ser repetidas e supervisionadas: para a compreensão e fixação da regra, você deve repeti-la sempre que necessário, principalmente quando a regra for nova.  Quando estamos aprendendo uma coisa nova precisamos de muita repetição para compreendermos  e usarmos a regra cotidianamente. Para isso, pode ser de grande ajuda um cartaz na casa com as regras mais importantes. Outra coisa essencial é a supervisão da regra. Quando pedimos para nosso filho arrumar o quarto, ou fazer a lição, precisamos nos certificar que a tarefa foi comprida, pois caso nossos filhos não façam a tarefa, estaremos ensinando-o a mentir, dizendo que concluiu o que foi pedido, sendo que não o fez conforme o combinado. Para não dar lugar a mentira, cheque o que é pedido para seu filho.

Flexibilidade nas regras: se você perceber que uma regra não esta funcionando, ou porque ela nunca consegue ser cumprida, ou porque esta deixando seu filho muito atarefado, as regras podem ser mudadas e isso deve ser explicado a seu filho. Nunca mantenha regras que não funcionam, pois vão dizendo indiretamente que regras não são usadas e não funcionam.  É importante garantir que as regras estão dentro da possibilidade do seu filho cumprir. Não exija demais. Outro fator de flexibilidade é que as regras, por um motivo importante podem ser quebradas, mas como exceções. Por exemplo: “tomar refrigerante no meio da semana não é permitido”.  Porém, se for aniversário do seu filho ou de alguém e for servido refrigerante pode se pensar em flexibilizar essa regra. Desde que  fique claro para o seu filho o motivo da quebra da regra.

Consequências para os combinados: sempre que seu filho executar bem um combinado ou regra é importante elogiar bastante tudo que ele fez de correto. Ele precisa se sentir bem por fazer os combinados. Além disso, você pode planejar atividades gostosas como jogos em família ou um passeio para comemorar atividades mais difíceis que seu filho conseguiu realizar. Tente sempre ser positiva com seus filhos, isso gera um clima mais gostoso e divertido. Caso seu filho não cumpra os combinados, consequências podem ser pensadas. O mais importante nesse momento é propor consequências, que você mãe ou responsável, possa cumprir.  Evite ameaças! As consequências devem fazer parte da regra.  Se seu filho não fizer, saberá o que vai deixar de ganhar.  Por exemplo: combine com ele coisas que ele vai ganhar se conseguir concluir a tarefa de casa. “Se fizer toda lição, poderá ficar 30 minutos no computador ( as premiações devem ser pensadas de acordo com o que a criança gosta de fazer, e muda de criança para criança)” se ele não cumprir, deixará de ganhar o que foi combinado. Assim, fica na mão dele a possibilidade de ganhar ou não uma coisa que ele gosta, depois de uma tarefa difícil.

Os pais também devem seguir os combinados: os combinados podem ser diferentes para os adultos, mas precisamos lembrar que as crianças aprendem mais observando os pais fazerem as coisas, do que seguindo regras faladas. Exemplo: se você diz para o seu filho que é muito importante atravessar a rua na faixa de pedestre,  você terá que sempre atravessar com ele na faixa de pedestre. Porque, se quando estiver com pressa, atravessar fora da faixa, abrirá um questionamento sobre a validade das regras. Isso será um problema, pois se você fala uma coisa e faz outra, as crianças aprenderão que as regras não são tão importantes assim e que sempre podem ser quebradas.  Você é o principal exemplo para seu filho, todas as suas atitudes são bem mais importantes do que o que você diz. Tome cuidado com isso.

    De maneira geral, sempre que ensinamos algo novo para alguém precisamos de paciência e persistência, com muitas repetições e supervisionamentos.  A ideia não é que sua casa vire um quartel general, mas sim, um lugar onde todos sabem quais são suas obrigações e como cumpri-las de maneira tranquila e previsível. Adapte sempre as regras que não estão funcionando, mude as exigências conforme a idade e curta bastante as conquista de seus filhos.

Atividades educativas para o mês de janeiro

Autora: Sonia Nicolino - Pedagoga
E-mail para contato: sonianicolino@terra.com.br 

    Quando os filhos entram no período de férias há uma grande lacuna no dia a dia das crianças, porque eles acabam tendo um grande tempo livre sem nenhuma obrigação ou atividade programada. Com essa lacuna, associada ao excesso de energia que as crianças apresentam, alguns atritos dentro de casa podem ser vividos, atritos estes que podem estragar as férias dos pequenos e dos próprios pais. 
    Não só para as crianças, mas também para os adultos ficar em casa vários dias seguidos não é uma experiência agradável. Os filhos podem ficar entediados, irritados ou mesmo revoltados pelo fato dos pais não lhes proporcionar um período de férias diferente, estimulante, desafiador. 
    As férias existem dentro do calendário escolar como um período do ano onde a criança possa viver experiências diferentes, que fujam da rotina escolar e que possam estimular o desenvolvimento de habilidades e de interesses novos. É um momento de relaxar, de extravasar a energia e ser feliz.
    Nesse contexto não é interessante manter as crianças dentro de casa durante tantos dias, deixando-as simplesmente no computador ou jogando videogame. Sem menosprezar essas duas atividades, pois há dados científicos comprovando o fato de videogames e computadores agregarem no processo educacional e de desenvolvimento sensório-motor da criança. Os pais podem organizar uma agenda de atividades dentro e fora de casa para que o filho possa se divertir, e aprender.
    Na internet os adultos podem ter acesso ao calendário de atividades de centros de lazer públicos e privados, atividades lúdicas em bibliotecas e livrarias, exposições gratuitas e pagas, idas a lanchonetes e a praças,além é claro de situações que envolvam tecnologia de ponta e conexão com outras pessoas via internet. Um cronograma eclético vai abarcar desde as brincadeiras mais modernas, voltadas à tecnologia, até atividades mais tradicionais como queimada, pega-pega e usar o balanço da pracinha.
    Proporcionando essa diversidade de situações as férias serão um período estimulante para os jovens, envolvendo o lazer e o aprendizado/desenvolvimento de habilidades importantes para o crescimento saudável dos filhos.

Antes de acabar o ano... Planejar o ano seguinte!!!

Autora: Sonia Nicolino - Pedagoga
E-mail para contato: sonianicolino@terra.com.br

    Em todas as escolas alunos e professores já estão vivendo o clima de final de ano. Ensaios para as apresentações e colações de grau, entrega de trabalhos e devolução das provas, cálculo das médias e recuperação. Daqui a poucos dias o ano letivo terá terminado e muitos se esquecerão completamente da educação das crianças, afinal de contas "o ano já acabou" e agora "vamos viver as festas de fim de ano". Contudo, quando se trata da educação de um jovem não podemos pensar dessa forma.
    Nesse momento do ano precisamos celebrar as metas alcançadas, observando quais conteúdos a criança conseguiu aprender ao longo do ano. Os conteúdos aprendidos não podem ser mensurados apenas através das avaliações mensais e bimestrais, mas ao longo do dia a dia escolar. Em trabalhos, tarefas de casa e de sala de aula podemos ter a percepção do que a criança aprendeu e quais foram as dificuldades encontradas.
    Ao analisar essas dificuldades, tanto os pais como os professores precisam identificar quais foram superadas e quais foram esquecidas ao longo do caminho. A partir destas constatações, pais e professores podem traçar um plano de ação para o ano seguinte tendo em vista que as dificuldades vividas no presente ano não interfiram negativamente nos novos conteúdos a serem aprendidos no próximo ano.
    Precisamos entender a educação como a construção de uma casa, onde cada pequeno tijolo é uma peça chave para que a construção fique sólida. Quando uma criança não aprende bem os conceitos de adição e subtração, por exemplo, haverá uma grande dificuldade ao longo da vida acadêmica dessa criança em Matemática, Física, Química e Geometria. Por essa razão precisamos estar atentos tanto ao conteúdo como a forma que ensinamos esse conteúdo, para que o aprendizado de fato ocorra. Sem decorebas ou colas....
    Educar significa pensar e planejar a todo o tempo o que estamos ensinando para os nossos filhos, a forma como fazemos e se de fato ele está crescendo na direção que consideramos correta de acordo com os nossos valores. 

Falar mal da escola na frente das crianças é um erro!

Autor: Victor Nicolino Faria - Psicólogo - CRP 06/98407
E-mail para contato: victor.nicolino@hotmail.com

    Não é nada fácil para os pais receberem críticas em relação aos seus filhos, principalmente críticas que dizem respeito ao comportamento da criança em ambientes sociais. Ouvir de outra pessoa que nosso filho não sabe se comportar, que agrediu um colega ou mesmo que disse um palavrão são notícias que abalam emocionalmente pais zelosos, que amam muito seus filhos.
    Nessa situação a primeira reação dos pais é assumir uma atitude de negação, não acreditando que seu filho tenha se comportado da forma descrita pela outra pessoa. A negação pode se desdobrar em falas  ou linhas de raciocínio que menosprezem o adulto que observou os comportamentos disruptivos da criança, sendo essa atitude muito perigosa do ponto de vista de educação.
    Em escolas é comum os professores mandarem recados para os pais via agenda, relatando situações ocorridas em sala de aula que precisam ser trabalhadas pelos pais em casa, através de diálogo e orientação. Contudo, quando os adultos leem o recado, se negam a aceitar tais críticas e passam a menosprezar o professor ou a instituição de ensino como um todo, é gerado um problema na relação pais, criança e escola.
    Quando uma criança faz algo considerado inadequado em um ambiente, é necessário mostrar a ela através de diálogo e orientação que determinado comportamento não pode ser emitido naquela situação, estimulando a criança a emitir outros comportamentos que são positivos para aquele momento. Quando os pais se negam a aceitar que seu filho tenha feito algo errado eles praticamente reforçam os comportamentos disruptivos da criança, pois passam para ela a mensagem de que "o professor está errado", "eu pago esse colégio", "eles não sabem ensinar", "estão perseguindo o meu filho". Em outras palavras, dizem à criança explícita e implicitamente que o errado é o outro, e não a criança.
    Assim, o diálogo e a orientação dos pais não ocorrem, não sendo transmitido para a criança o que ela pode e não pode fazer (seus limites). Com essa postura dos pais a tendência é que a frequência de comportamentos disruptivos da criança aumente, não seja compreendido de forma adequada pelo menor quais são seus limites para com o outro e suas responsabilidades, sem mencionar os problemas emocionais gerados por todo esse contexto na vida da criança.
    Os pais precisam ter cuidado com suas reações diante das crianças, pois um desabafo, falta de controle emocional ou negação podem gerar pequenos problemas na vida da criança que, com o tempo, podem afetar seriamente seu desenvolvimento. 

Reunião de pais e mestres: eu preciso ir?

Autora: Sonia Nicolino - Pedagoga
E-mail para contato: sonianicolino@terra.com.br

    Pela rotina de trabalho intensa de muitos pais, acaba sendo uma tarefa difícil participar ativamente do dia a dia escolar de seus filhos. Fazer a lição de casa ao lado dos pequenos, que deveria ser um hábito dentro de casa, pode ser uma tarefa extremamente difícil para pais que trabalham desde cedo até tarde da noite. Apesar dessa realidade, não há como negar que o sucesso escolar de uma criança é diretamente proporcional ao investimento dos pais na educação da criança, investimento este que não se resume apenas a pagar as mensalidades dos cursos.
    Investir na educação de uma criança, além de pagar o custo financeiro inerente a educação, é participar dos progressos, dos hábitos de estudo e dos conteúdos ensinados pela escola. Um pai que não sabe a que horas seu filho entra e sai da escola, qual o nome da professora, ou no pior cenário o endereço da instituição acaba sendo um pai que passa para seu filho duas mensagens, a saber: você não é importante para mim e sua educação não me interessa.
    As consequências dessas mensagens para a criança podem ser uma auto estima baixa, carência, revolta e desinteresse pelos estudos. Diante das consequências, cabe a nós adultos adequar nosso dia a dia para participar da vida escolar de nossos filhos, mesmo que seja minimamente. A participação mínima, na minha opinião, é estar presente em todas as reuniões de pais e mestres.
    É através dessa reunião que os pais ficam cientes dos conteúdos ensinados, das dinâmicas realizadas em sala de aula, do desempenho de seus filhos tanto no aspecto acadêmico como social, das evoluções motoras e cognitivas, etc. Conhecer a escola, os colegas da criança e suas professoras é mostrar ao filho que mesmo dispondo de pouco tempo livre ele está presente na vida da criança. Ele sabe o que acontece, ele se importa...
    Além disso, para o educador conhecer os pais e poder conversar com eles é uma oportunidade única para entrar no mundo da criança, entender porque existem determinados comportamentos em sala de aula, aprendendo a agir de forma mais eficaz com a criança. A reunião de pais e mestres é uma via de mão dupla onde tanto os pais como os professores aprendem mais sobre a criança, e sabendo melhor como ela é a educação acadêmica, moral e cívica podem e serão mais eficazes.
    Quando você, pai ou mãe, receberem na agenda um recado avisando sobre a reunião de pais e mestres reserve um espaço na sua agenda para estar presente. O melhor presente a ser dado a uma criança é a atenção para com ela e seu mundo.

"Mas... E se der febre?"

Autora: Dra. Cláudia Carneiro - Especialista em Pediatria e Homeopata - CRM 78.981
   
    Essa pergunta não falta na primeira consulta de homeopatia. A febre é o que apavora as mães!!! E quando pensam em tratar seus filhos com homeopatia, muitas vezes isto torna-se um empecilho. Muitas mães na consulta logo perguntam o que farão mas outras até deixam de experimentar a homeopatia por medo de não poder usar um antitérmico.
    Costumo explicar às mães, independente de uma escolha homeopática, o que é, porque ocorre a febre e o que devemos fazer com ela! Então vamos lá...
    No sistema nervoso central, a temperatura corpórea é mantida em torno de 37° C., com variações de 0,6 a 1,1° C. durante o dia. Usualmente, define-se como febre a temperatura retal igual ou superior a 38° C., pois a temperatura nesse local apresenta a melhor correlação com a temperatura central. Medidas de temperatura tomadas em outros locais, como boca, axila, tímpano ou pele, têm maiores variações em relação à temperatura central e são menos confiáveis.
    Apesar disso, no Brasil e em muitos outros países a temperatura é tomada na axila e o conceito de febre é firmado para temperatura axilar acima de 37,3° C. A febre pode ser:

Leve: febre até 38, 5° C., com o estado geral da criança satisfatório.
Moderada: febre de 38,5 a 39,4° C., e estado geral pouco abatido, indisposto.
Grave: febre de 39,5° C. ou hipotermia (menos de 36° C.), com estado geral mais comprometido, criança gemente, muito sonolenta.

    A febre ocorre por diversos fatores que agridem o organismo. Podem ser agentes infecciosos como bactérias, vírus, fungos ou suas toxinas ou não infecciosos como toxinas, drogas, antígenos e funcionam como substâncias que atuam indiretamente no centro termorregulador no sistema nervoso central, resultando em febre.
    Deve ser distinguida da hipertermia, na qual há aumento da produção ou diminuição da perda de calor. Pode ocorrer quando há excesso de calor ambiental, incluindo excesso de agasalho, exercício físico intenso, desidratação. 
    A necessidade de tratamento da febre é polêmica, pois a resposta febril está associada a aspectos positivos, como o aumento da migração de neutrófilos e a produção de citocinas, que desempenham relevante papel na resposta imune para a eliminação de vírus e bactérias. Portanto, do ponto de vista médico, as indicações para combater a febre são bastante restritas, indicando-se antitérmicos apenas quando a temperatura alta é motivo de desconforto ou risco para a criança.
    Outra grande preocupação dos pais é a convulsão. A convulsão febril é uma entidade benigna que atinge crianças na faixa etária de seis meses a três anos e GENETICAMENTE PREDISPOSTA. Está associada a elevação súbita de temperatura. Além disso, hoje se sabe que as convulsões febris, embora indesejáveis, não acarretam o risco de lesão cerebral; ainda mais, as crianças de mais de um ano de idade e que já passaram pelo teste de ter algumas febres acima de 38,7° C. e não tiveram convulsão dificilmente estão expostas a esse desagradável evento.
    Bem, esclarecido que a febre não precisa ser um bicho de sete cabeças, como tratar a febre na homeopatia?
    Obviamente, se "permitirmos" que o próprio corpo se defenda do agente agressor não medicando a febre, seria ótimo,mas como pediatra e mãe, sei o quanto é difícil deixar a febre acontecer.
    Costumo trabalhar com a tolerância dos pais primeiramente. Se aos poucos esses pais perceberem que podem tolerar um pouco a febre, se sentirão mais seguros. Então costumo orientar que assim que perceberem que seu filho está quente, providencie a medicação de temperatura e então OBSERVE.
    Alguns dados da febre valem ouro para a Homeopatia,afinal muitos remédios de fundo são escolhidos durante a febre.

1. Quanto atingiu a temperatura (máximo da febre)?
2. Acompanhada de tremores? Sentia frio? Pediu cobertas?
3. A pele estava quente pelo corpo todo?
4. Houve mudança na coloração da pele?
5. Transpirava? Transpiração fria ou quente? Em que parte do corpo? (ATENÇÃO: a transpiração deve ser avaliada antes do antitérmico fazer efeito)
6. Houve mudanças no comportamento? Sonolento? Agitado? Pedia colo? Pediu para ficar sozinho?
7. Houve mudanças drásticas no apetite? Sede?

   Oriento que os pais TENTEM não medicar logo as febres leves, ou seja, menores que 38,5° C. e que retirem agasalhos e promovam um ambiente ventilado. Pode-se recorrer a banhos mornos de imersão por 10 a 20 minutos, deixando-se a água esfriar lentamente. Esse processo só deve ser utilizado se trouxer evidente conforto para a criança e não causar mais problemas para os pais. A água fria pode causar calafrios e tremores que,além do desconforto, aumentam a temperatura.
    Não colocar a criança febril com convulsão na banheira. O álcool pode ser absorvido pela pele e causar toxicidade sistêmica e, por isso, nunca deve ser utilizado. Convém estimular a criança a tomar líquidos (água, chá, suco, refrigerante) para evitar a hipernatremia, a qual aumenta a febre.
    Considero sempre, entretanto, a administração do antitérmico, orientada por profissional, evitando a automedicação.

Bibliografia:

Murayovski J. A Criança com febre no consultório J Pediatr (Rio J) 2003; 79 (Supl.1): S55-S6.

Bricks LF Tratamento da criança com febre Pediatria (São Paulo) 2006;28(3):155-8.

Quando o reforço escolar é necessário

Autora: Sonia Nicolino - Pedagoga
E-mail para contato: sonianicolino@terra.com.br

    O reforço escolar muitas vezes é criticado pois, segundo seus críticos, a criança pode ficar dependente de um professor particular por muito tempo. Porém, existem situações onde o reforço é necessário para que a criança aprenda não somente um conteúdo específico como também o hábito de estudar.
    É comum antes das provas ouvir dos filhos que não é preciso estudar, que eles já sabem toda a matéria. Como resultado dessa fala notas vermelhas aparecem nas provas, evidenciando que eles não estavam tão preparados para as avaliações como eles pensavam.
    Português e Matemática, por exemplo, são matérias que exigem uma atenção redobrada já que somente a prática e o estudo acabam preparando o aluno para uma avaliação. Se logo no início do ano a criança apresentar dificuldades nessas matérias é preciso fazer um reforço escolar, seja na própria escola ou através de um bom professor particular.
    O reforço é necessário para ajudar e orientar o aluno nos estudos, identificando quais aspectos precisam ser reforçados e/ou melhor explicados. O professor particular, além de sanar as dúvidas imediatas, dará a base para a criança desenvolver o aprendizado com responsabilidade e organização para com o horário de estudo e as tarefas escolares.  
    Como coordenadora pedagógica, muitas vezes recomendei aos pais aulas particulares para seus filhos. Lógico que cada criança apresentava diferentes dificuldades, mas a maior parte delas não ficou dependente do professor particular por muito tempo. Demonstraram rápidos progressos, sentindo-se mais seguras e prontas para organizar elas mesmas um programa de estudos antes das provas e durante o ano. O reforço escolar é muito positivo para o aluno e o ajuda a desenvolver o aprendizado, a auto-estima e a autonomia.
    Muitas vezes somente o que falta ao aluno é um estímulo para os estudos. Por isso quando os pais perceberem que os filhos não conseguem aprender Matemática, apresentam dificuldades na Língua Portuguesa ou mesmo em qualquer outra matéria, é a hora de marcar uma conversa com os profissionais da escola. Essa reunião servirá para avaliar o momento atual do aluno, tanto do ponto de vista emocional como acadêmico, além de chegar a conclusão da necessidade ou não do reforço escolar.

Criança ainda não entende essas coisas... Será?

Autor: Victor Nicolino Faria - Psicólogo - CRP 06/98407
E-mail para contato: victor.nicolino@hotmail.com

    Alguns pais acreditam que podem falar com seus filhos da forma como eles bem entendem, somente pelo fato da criança ser "pequena" ou "não entender as coisas". Eles acabam gritando com a criança, sendo muito duros ou muito permissivos. Sem mencionar o fato de que muitas famílias tratam a criança como se ela fosse um eterno bebê, ou olham e exigem de um filho de 7 anos maturidade emocional e cognitiva de um adulto.
    Essas discrepâncias no comportamento dos adultos que convivem com a criança inevitavelmente produzem consequências na vida dos filhos, interferindo no repertório comportamental da criança a curto, médio e longo prazos. Muitos adultos menosprezam essa interferência, acreditando que o que se passa com os filhos enquanto eles são menores de idade não repercute na vida adulta, sendo que na terapia tanto com crianças como com adultos observa-se exatamente o contrário.
    Os primeiros anos de vida são muito importantes na vida das crianças porque acabam moldando padrões de comportamento que se generalizam muitas vezes por toda a vida adulta. À medida que o bebê cresce ele acaba aprendendo as primeiras formas de interagir com o outro e com seu próprio corpo, além de lidar com questões complexas como a perda, a expressão de amor e ódio, o controle das emoções e o convívio social.
    Dependendo da maneira como a criança lida com essas questões nos primeiros anos de vida observa-se que padrões de comportamento são aprendidos, padrões estes que serão emitidos em situações semelhantes no futuro. Como exemplo pode-se citar crianças que são severamente repreendidas pelos pais quando se sujam ou quando acabam bagunçando a casa. Elas muitas vezes se tornam adultos contidos, tímidos, inseguros ou que buscam incessantemente agradar o outro independente de estar agradando a si mesmos.
    Não há uma regra que diga que toda a criança severamente repreendida acabe aprendendo os comportamentos citados acima, mas na clínica observa-se que comportamentos considerados problema na vida adulta (sejam eles timidez excessiva, falta de habilidades sociais, incapacidade de se relacionar amorosamente com outra pessoa) podem e normalmente são fruto de relações interpessoais problemáticas na infância.
    Os pais precisam ter consciência que seus filhos estão aprendendo o tempo todo, observando tanto os adultos como as crianças ao redor, para poderem ajudar a criança a aprender os comportamentos que serão positivos em sua vida, facilitando o convívio com o outro e a busca da satisfação pessoal. Os adultos podem e devem fornecer modelos positivos aos filhos para que, a partir desses modelos, a própria criança possa expressar seu verdadeiro eu para o mundo. 
    Quando for observada na criança alguma dificuldade em lidar com questões chave na vida de uma pessoa, como exemplo dividir algo com o outro, conseguir se expressar sem buscar constantemente a aprovação de um adulto, ou tolerar a frustração, é importante que os pais procurem a orientação de um psicólogo. 
    O profissional e os pais poderão juntos desenvolver estratégias para que a criança aprenda formas positivas de lidar com essas questões. Esse cuidado precisa existir para que padrões de comportamento negativos e que causam sofrimento sejam trabalhados logo que são identificados, evitando que a criança passe anos tendo dificuldades. 

Super-mães profissionais

Autora: Renata Nery Burgo – Psicóloga, Coach, escritora e diretora da POTENS Desenvolvimento - CRP 06/72.581

    Conciliar o trabalho com a maternidade ainda é um dos principais desafios enfrentados por nós mulheres; mas com algumas atitudes pontuais e simples é possível, buscar esse equilíbrio.





    É verdade que ganhamos um bom espaço no mercado de trabalho nos últimos anos e que mostramos uma competência peculiar ao darmos conta das duplas e às vezes triplas jornadas diárias; tornamo-nos super-mulheres e fazemos muito mais coisas que um dia imaginaríamos realizar; mas é verdade também que ainda enfrentamos questões antigas relacionadas ao papel de mãe e de profissional.

    Parece-me que o sentimento de culpa que aflora em cada mãe é inevitável. Mesmo com tanta responsabilidade e sobrecarga de trabalho, mães que trabalham fora se sentem culpadas por pressentirem ser apenas coadjuvante da vida dos seus pequenos, enquanto que mães que trabalham muito em casa, sentem culpa por não terem dado continuidade às suas carreiras e agora com os filhos maiores, julgam estarem perdidas e desatualizadas.

    Também sou mãe e confesso que por algumas vezes, passei por esses intrigantes dilemas da vida moderna. Claro que o equilíbrio é saudável, mas acredito que não exista uma resposta ideal para essas questões, já que as pessoas e crianças possuem necessidades diferentes; no entanto sugiro que, antes de você mãe e profissional, tomar qualquer decisão, ouça o seu coração, ele sabe o que é melhor para você e para a sua família.

Trabalho sem culpa

   Agora, para as mães que trabalham fora e sentem culpa por isso, tenho uma boa notícia: uma pesquisa realizada no Brasil, pela psicóloga Cecília Russo Troiano, com 500 crianças e jovens, aponta que os pequenos se adaptam muito bem as duas realidades; isso quer dizer: se for uma opção sua e você está feliz com a decisão, trabalhando fora ou em casa, seu filho se adequará aos fatos e seu desenvolvimento não será prejudicado.



   Outra pesquisa realizada pela Universidade da Carolina do Norte, com 1.364 mães, concluiu que as progenitoras que trabalham fora de casa, apresentam menos episódios de depressão e problemas de saúde.

Planejar é preciso

    Para você que quer ter uma carreira bem sucedida e também ser uma mãe dedicada é importante planejar os próximos passos profissionais e a maternidade, para que você consiga se estruturar de maneira prática e curtir cada fase da vida. Não permita que os acontecimentos dominem você, trace esses estágios.

    E se precisar de ajuda, saiba que existem profissionais especializados em coaching que podem lhe assessorar.


Mães e Profissionais





Mães que trabalham fora, geralmente precisam encontram formas criativas de equilibrar a vida profissional e familiar. 

Acompanhe algumas dicas interessantes que podem lhe ajudar a administrar esses dois importantes papéis:


1)   Organize sua agenda semanal

Depois do nascimento dos filhos, as tarefas se multiplicam e para que você tenha o controle da situação, crie uma lista com as atividades que precisa realizar ao longo da semana, tanto de casa como do trabalho, definindo os dias e horários para cumpri-las. Escreva-as em uma agenda, celular ou computador, isso lhe dará mais segurança e organização na rotina.

2)   Preocupe-se com a qualidade e não quantidade

Depois de um dia exaustivo de trabalho, chegue em casa e privilegie o convívio com os seus filhos. Seja presente, reservando um período na sua agenda para brincar e curti-los intensamente.
Saiba que a qualidade é mais importante do que a quantidade na relação entre mãe e filho.
Mostre para o seu filho que é importante para você o trabalho e que SEMPRE voltará para ficar com ele.




3)   Descentralize as responsabilidades.

Hoje, muitos pais assumem o cuidado com as crianças de forma natural. Independente se você mora ou não com o pai do seu filho, é preciso ter uma conversa franca com ele, para dividir as tarefas.

Encontre também pessoas da sua confiança que possam facilitar a sua vida e ajudá-la nesse trabalho.


4)   Dê autonomia para seus filhos

Criança deve receber muito amor, mas não pode ser totalmente dependente da mãe, é prejudicial para ele.
  
Dê autonomia para o seu filho, ensine-o e incentive-o a fazer pequenas tarefas sozinho. Importante para ele se desenvolver e para você não se sobrecarregar.

  5)   Cuide-se

Para desempenhar o papel de mãe, profissional, esposa e amiga você precisa estar bem com você mesma; então, alimente-se bem, cuide da aparência e reserve um tempinho na sua agenda só para você. De vez em quando, faça algo que lhe dê muito prazer: encontro com as amigas, fazer um hobby, dançar, passear.

  6)   Nada de substituir a ausência

Muitas mães que se sentem culpadas por trabalharem fora, tentam ‘compensar’ seus filhos com presentes ou ‘omitem sua autoridade’ na hora de educá-los. Não faz bem para a criança ter todas as suas vontades atendidas, elas precisam de limites e você precisa aprender a dizer não.

    Para construir um vínculo afetivo e saudável entre vocês, mostre sempre para o seu filho o quanto você o ama, assim você também contribuirá para o desenvolvimento, a autoconfiança e autoestima do pequeno.



E não se esqueça, impor limites também é uma forma importante de dar amor.

Simplifique sua vida!

Problemas respiratórios na infância

Autor: Dr. Fábio Pereira Muchão – Pediatra e Pneumologista Infantil formado pela USP, Mestre em Medicina pela USP - CRM 100688
Telefones: (11) 3205-2461 / (11) 3231-0051
  
   Os problemas respiratórios são extremamente comuns na infância e geram muita angústia nos pais.
    Primeiramente é preciso entender que na maioria absoluta das vezes estas condições são benignas. O mais importante para os pais é reconhecer os sinais de alerta e entender quando é preciso procurar assistência médica.
   Logo após o nascimento, é freqüente os pais perceberem que o bebê fica freqüentemente com o nariz entupido. Isto ocorre porque o nariz dos recém nascidos tem um espaço muito reduzido para a passagem do ar. Nos primeiros dias de vida, quaisquer quantidades residuais de material oriundo do líquido amniótico podem obstruir parcialmente a passagem do ar. Mais adiante, a própria secreção produzida no nariz pode fazer este papel. 
    É comum, portanto, que nos primeiros 30 dias de vida da criança note-se uma “ronqueira” no nariz. Os principais sinais de perigo nesta fase são a febre (que implica em procura de assistência médica obrigatória nos dois primeiros meses de vida, devido à imaturidade do sistema de defesa do bebê) e a dificuldade para mamar. Se o bebê está apresentando cansaço ao mamar, também se deve levá-lo a um pediatra para avaliação.
    O segredo para minimizar este problema é a lavagem nasal com soro fisiológico, que pode ser feita várias vezes ao dia sem prejuízo para a criança.
    À medida que a criança cresce e principalmente após o início do período escolar, os vírus passam a ser os principais vilões dos problemas respiratórios.
    Os resfriados comuns são as infecções virais mais freqüentes na infância e podem causar tosse, coriza clara ou amarelo-esverdeada, febre e mal estar.
     Novamente, é preciso destacar o papel da lavagem nasal com soro fisiológico e inalações com a mesma solução.
    Já as gripes, embora muito semelhantes aos resfriados, costumam cursar com sintomas mais intensos, febre normalmente mais alta e comprometimento maior do estado geral da criança.
    As gripes e resfriados podem funcionar como portas de entrada para otites (infecções de ouvido), sinusite e pneumonias. 
    Deve-se ter atenção especial principalmente quando a febre ultrapassa dois a três dias, quando a criança está muito prostrada, mesmo quando medicada para febre, quando ocorre falta de ar, cansaço, vômitos persistentes, entre outros sintomas. Não se deve postergar a procura de assistência médica nestes casos. Mesmo que a criança esteja bem, se os sintomas (tosse, coriza) duram mais de cinco a sete dias, deve-se procurar o pediatra da criança ou um serviço médico.
    Outras complicações comuns dos problemas respiratórios na infância são as crises de chiado.
    Crises de chiado ocorrem quando um processo inflamatório atinge os pulmões, dificultando a passagem de ar pelos brônquios.
    Nos menores de dois anos, as bronquiolites são a principal causa de crises de chiado. Assim como as gripes e resfriados, as bronquiolites são causadas por vírus e o que as diferencia das primeiras, é que nas bronquiolites os pulmões são acometidos. Por isso é comum que o bebê tenha cansaço, tosse intensa e dificuldade para mamar. O chiado pode se manifestar como um som agudo “como miado de gato”, mas nem sempre é fácil para os pais detectá-lo, por isso a avaliação médica é fundamental.
     A maioria das bronquiolites é benigna, porém alguns bebês podem precisar de internação. As medicações devem sempre ser administradas sob orientação médica e os sinais de alerta acima descritos também devem ser observados.
    Alguns bebês podem ter várias bronquiolites e em alguns casos os pulmões ficam sensibilizados e hiper-reativos a uma série de estímulos (mudanças de temperatura, poluentes, outras infecções virais). Quando isto ocorre e as crises se repetem freqüentemente (bebê chiador) podem ser necessárias uma investigação e tratamento preventivo com pneumologista infantil.
     Nos maiores de dois anos, uma causa comum de crises recorrentes de chiado é a asma (popularmente conhecida como “bronquite” ou “bronquite asmática”). Assim como no caso dos bebês chiadores, a procura de um tratamento específico é fundamental.
    A maioria absoluta dos casos de asma é perfeitamente controlável e as medicações utilizadas muito seguras. As principais medicações são inalatórias e na forma de spray (bombinhas).
   Existem muitos conceitos errados difundidos entre a população a respeito dos sprays (bombinhas). Muita gente acredita que essas medicações “viciam”, “causam dependência”, “fazem mal ao coração”. Nada disto é verdade. Quando utilizadas sob orientação médica, estas mediações são absolutamente seguras e podem melhorar muito a qualidade de vida da criança asmática, evitando crises de chiado e internações. Se bem tratado, um asmático pode ter uma vida normal, praticar esportes e tudo o mais que for adequado para sua idade. Procure seu pneumologista para obter informações mais detalhadas.


Sentimento de culpa, como lidar com ele?

Autora: Renata Nery Burgo – Psicóloga, Coach, escritora e diretora da POTENS Desenvolvimento - CRP 06/72.581



    Vivemos em um mundo que pessoas consideradas bem sucedidas e realizadas, são super-humanas, perfeitas física e emocionalmente. Acompanhar esse parâmetro de excelência social, em que o desejo da perfeição se tornou obsessão, é uma tarefa difícil e muitas vezes utópica. Inclusive para nós mulheres que exercemos diversos papéis na sociedade, e conciliar filhos e carreira é um dos grandes dilemas dos dias de hoje.
    Mas, é insano pensar que podemos estar alinhados ao 'aceito' o tempo todo, mesmo porque o bom e o correto geralmente são subjetivos e mutáveis. Cometemos deslizes com certa frequência e usualmente sentimos culpa por não nos adequar a esses princípios impostos. Sentimos culpa por não estarmos com nossos filhos, por não ter uma carreira de sucesso, por comer muito, por comportamentos ou falas inapropriadas e por aí em diante.
    Não bastasse as culpas clássicas, temos uma nova angústia tomando grande força no mercado mundial, a culpa da desinformação. Sofremos por não acompanhar os noticiários do dia ou as tendências da nossa área de atuação.
    Naturalmente o saudável ser humano, dotado de uma estrutura psíquica adequada, sente culpa; pessoas que sofrem de transtornos psicopatológicos são imunes a esse sentimento e perigosas para a sociedade.
    A culpa pode ser interpretada como benéfica desde que auxilie na convivência social e seja o impulsionador para o crescimento humano. No entanto, valorizar demasiadamente suas falhas, erros e imperfeições podem fomentar sentimentos de insegurançainferioridade e incompetência, trazendo um peso emocional doloroso avassalador.



A culpa e as pessoas

    Pessoas que são norteadas pelo sentimento de culpa geralmente possuem autoestima baixa e acreditam não merecer os triunfos da vida. Cobram-se muito, possuem uma preocupação excessiva com a opinião dos outros e se auto sabotam, como uma forma de puniçãoQuem sente culpa, sente-se culpado de sentir essa culpa!

É possível sim conviver melhor com esse sentimento

    O primeiro passo é Pergunte-se e reflita:

- Estou fazendo o meu melhor dentro da minha realidade?
- Tenho como fazer de outra forma?

    Para que você possa administrar a culpa, fazendo com que ela trabalhe ao seu favor é importante que você: 

1) Valorize seus talentos

Faça uma lista dos seus principais talentos, escreva-os no papel e pense como eles podem ser utilizados e melhor aproveitados no seu dia a dia.

2) Aceite suas imperfeições

Todos cometem erros. Qual é o foco que você está dando para o erro? Encarando-o como aprendizado e desenvolvimento ou se 'chicoteando', transformando-o em maior do que ele é? Assuma seus erros e tente se superar, melhorar a cada dia. O erro é natural e quem não erra não faz!

3) Peça perdão

O perdão é importantíssimo para você se livrar da energia negativa que reprime a sua vida. O ato de perdoar tem tudo a ver com você e nada a ver com o outro. Perdoe com o coração e se liberte para o novo! Mas, perdoar a si mesmo é tão importante quanto perdoar os outros.

4) Persista

Apoie-se em suas conquistas e não em seus fracassos. Insista, persista, lute, foque na mudança e no seu bem-estar. O fracassado não é aquele que erra e sim aquele que desiste! Acredite que você merece e vá buscar o que deseja.

5) Apoie-se na fé

Independente da sua religião ou crença a fé é um importante aliado nessa caminhada.

6) Procure ajuda profissional

Acha difícil fazer isso sozinho? Procure ajuda profissional. Existem excelentes psicólogos, coachs e terapeutas que podem lhe ajudar nessa questão.

    É importante que você aprenda com a experiência e se comprometa com a mudança!

    Simplifique sua vida!


O que há de novo em Contracepção?

Autor: Dr. Edilson da Costa Ogeda - Ginecologista e Obstetra - CRM 67.091
Empresa: Clínica Ogeda
E-mail para contato: ogeda@clinicaogeda.com.br 

    Sem sombra de dúvida o avanço da Medicina ocorrido nos últimos anos revolucionou a questão do Planejamento Familiar. Entende-se por Planejamento Familiar a livre decisão do casal em ter quantos filhos desejar e em qual intervalo achar melhor. Diferentemente do Controle de Natalidade, em que ocorre uma decisão do Estado imposta ao casal determinando o número de filhos. No Brasil, pratica-se o Planejamento Familiar.
    A pílula anticoncepcional foi o grande embrião de tal avanço. No final da década de 50, mais precisamente em 1959 chegava ao mercado a primeira pílula anticoncepcional. Foi um grande marco porque pôde assegurar de forma eficaz a decisão de se programar o tamanho da família.
    Porém, embora eficaz, trazia alguns inconvenientes por apresentar doses muito elevadas e, então, as mulheres apresentavam enjôos, náuseas, vômitos,dor de cabeça e alterações vasculares, o que muitas vezes inviabilizava o uso. Isso fez com que a indústria farmacêutica buscasse soluções em encontrar a menor dose eficaz possível, e formas diferentes de administração.
    Hoje temos pílulas anticoncepcionais com 10% da dose das primeiras pílulas. Formas de administração diferentes entre anticoncepcionais injetáveis, comprimidos vaginais, adesivos, pílulas de última geração, implantes subdérmicos com duração de 3 anos e uma infinidade de outros, como DIUs de até 10 anos, Endocepctivos de 5 anos; etc.      


     Um método contraceptivo hormonal e diferente é o anel vaginal. Ele possui na sua estrutura os hormônios utilizados na anticoncepção com uma dose bem baixa. A própria mulher insere o anel na vagina, e irá usar 1 vez ao mês. Ele não interfere na atividade sexual, pois não incomoda nem a mulher, nem o parceiro. Sua grande vantagem está no fato de ser mais difícil o esquecimento, aumentando sua eficácia.
    Hoje a mulher tem a sua disposição um arsenal de opções disponíveis para a prática segura do Planejamento Familiar, entendendo que o melhor método depende de cada mulher em particular e das orientações de seu médico.

Crianças, papai e mamãe vão se separar.

Autor: Victor Nicolino Faria - Psicólogo - CRP 06/98407
E-mail para contato: victor.nicolino@hotmail.com

    Informar aos filhos sobre a separação não é uma tarefa fácil para os pais, pois para duas pessoas decidirem se separar uma longa estrada é percorrida. Estrada esta que contempla decisões envolvendo questões práticas, financeiras e principalmente emocionais. Na maioria dos casos algum tipo de mágoa persiste após a decisão do casal ou de uma das partes em promover o fim da relação, e a existência dessas mágoas é o que coloca em risco a saúde física e psicológica das crianças.
    Independente dos motivos que levaram o casal a optar pela separação, a questão de comunicar aos filhos sobre esta decisão merece cuidado e parceria por parte do casal. Muitos pais ou mães acabam comunicando às crianças exatamente os motivos que os levaram a tomar essa decisão, sem filtrar essas informações de acordo com a idade que as crianças apresentam.
    Dizer a uma criança de 5, 7 ou 10 anos que papai e mamãe estão se separando porque umas das partes cometia adultério, porque não havia vida sexual na relação, ou simplesmente porque um odeia o outro acaba sendo extremamente negativo para a vida da criança. A célebre frase "Eu não sou feliz aqui em casa com vocês e estou saindo para ser feliz", que muitos pais dizem aos filhos enquanto arrumam as malas, acaba sendo um desastre para uma criança pequena.
    Dependendo da idade, o filho não tem condições psicológicas de entender os verdadeiros motivos da separação, as emoções envolvidas, e as diversas variáveis que fazem parte desse cenário. As informações que podem ficar para a criança, dentre um n número de possibilidades, são: "papai ou mamãe não gostam de mim"; "eu fiz algo errado e por isso ele está saindo de casa"; "eu não me esforcei o suficiente para ser um bom filho"; "agora que não tenho família, nada mais vale a pena".
    A comunicação da separação, que por si só já abala em diferentes graus a vida dos filhos, precisa ser planejada e acordada entre o casal. O que dizer, como dizer e quando dizer são questões chave para a formulação dessa parceria que tem como meta final a felicidade e o bem estar das crianças. Durante a comunicação, é fundamental que o casal demonstre e evidencie de todas as formas possíveis que os papéis de pai e mãe continuam inabalados, e que eles permanecerão unidos nessa tarefa.
    Outro aspecto importante que o casal precisa estar atento é não demonstrar sentimentos negativos um pelo outro diante das crianças, além de deixar claro para os filhos o diálogo e o respeito que existem tanto entre os pais como entre pais e filhos. Por fim, a demonstração de carinho, suporte e amor para com os filhos é imprescindível nesse momento da família, para minimizar os efeitos da perda na vida prática e psicológica da criança.

Educar significa saber a hora certa de dizer sim e não: Parte 2

Autor: Victor Nicolino Faria - Psicólogo - CRP 06/98407
E-mail para contato: victor.nicolino@hotmail.com

    Como o mundo moderno se torna a cada dia mais complexo e exigente, dispendemos mais e mais energia e tempo lidando com as demandas diárias. Proporcionar um lar estabilizado financeiramente, educação de qualidade e acesso a bens de consumo e cultura significa para muitos pais trabalhar mais de 8 horas por dia, sendo que muitas jornadas de trabalho atualmente alcançam 12 a 15 horas.
   Diante dessa realidade muitos pais sofrem por não poder estar presentes nos momentos mais significativos de seus filhos, como os primeiros passos; a primeira apresentação de dança; o primeiro gol marcado; etc. Essa ausência, que em muitos momentos é mais sentida pelas figuras paternas do que pela criança em si, produz em muitos pais a dificuldade em dizer não para o seu filho.
   Por não estarem presentes nos momentos significativos, os adultos compram todos os brinquedos que a criança quer; permitem que ela durma tarde; deixam a criança ditar as regras da casa... Essas atitudes paternas são uma forma de "compensar" os filhos pela ausência diária, porém essa "compensação" se torna prejudicial para a educação da criança.
   Como foi explorado em post anterior, um dos elementos da educação é estabelecer limites para os jovens. As figuras paternas precisam ser as figuras de autoridade para uma criança, o modelo para que os filhos se espelhem em seu desenvolvimento. Na escolha de ter um filho, é imprescindível a consciência da responsabilidade para com o futuro desse ser humano, sem esquecer os prazeres de acompanhar e fazer parte do desenvolvimento de alguém que representa uma parte sua no mundo.
   Recompensar a ausência provendo tudo o que a criança deseja não é educar, pois o que a criança mais precisa nessa etapa de sua vida é amor, orientação/educação e respeito. Não importa quanto tempo uma pessoa possa estar com o seu filho, o mais importante é a qualidade da interação. Se durante uma hora do dia um pai estiver dando o seu melhor, sendo verdadeiramente o pai que educa e proporciona carinho para essa criança, as outras 23 horas em que ele não esteve presente não serão tão importantes.
  Por isso a tarefa de ser pai não envolve necessariamente o que as pessoas podem financeiramente proporcionar, nem quanto tempo ela pode estar ao lado do filho. O mais importante é a intensidade da relação, a intimidade, a educação que envolve dizer sim e não; esses são alguns dos elementos que a  criança precisa nessa etapa do seu desenvolvimento.

Educar significa saber a hora certa de dizer sim e não: Parte 1

Autor: Victor Nicolino Faria - Psicólogo - CRP 06/98407
E-mail para contato: victor.nicolino@hotmail.com


            Um desafio para todo e qualquer pai é saber como educar seu filho para que ele possa ser uma pessoa educada, bem sucedida e feliz. Várias são as opiniões de como cada um deve educar seus filhos, tanto fora como dentro da família. No momento em que o casal discute como deve ser a educação da criança as diferenças de criação e de crenças sociais ficam mais evidentes.  Algumas pessoas defendem que não podemos atender as vontades dos pequenos, enquanto outras apostam na satisfação integral dos desejos de nossos filhos.
            Para que as diferenças não se tornem geradoras de conflito, é importante que os pais reflitam sobre alguns temas: expectativas que cada um tem sobre o filho; como entendem ser pai e ser mãe; quais atitudes competem a cada um dos papéis; o que seria educar nessa família; e quais serão os limites a serem colocados para a criança. Durante a reflexão, os pais precisam encontram alternativas em comum, uma ponte que equilibre a visão individual para que o casal possa delimitar uma atitude única referente aos temas citados.
            Construída a atitude única, ou seja, a postura que o casal apresentará para a criança, outro tema importante a ser abordado no ato de educar é a coerência. Os pais precisam aplicar no dia a dia os princípios que foram acordados, passando para o filho a mesma mensagem todos os dias. Um exemplo é quando a mãe repreende o filho na segunda-feira por não ter arrumado sua cama, e na terça arruma os lençóis em seu lugar. Se há uma cobrança em relação a arrumar a cama, essa cobrança/exigência deve existir sempre, porque a criança não consegue processar a informação ambígua “hoje você pode, amanhã não”.
            Os limites claros e precisos são necessários porque as crianças precisam construir de forma clara o que é certo e o que é errado, para então pautar seu comportamento nas diretrizes estabelecidas pela família e pela sociedade. Os limites precisam ser colocados desde os primeiros anos de vida, para permitir o desenvolvimento adequado das habilidades sociais, acadêmicas e principalmente das habilidades emocionais.
            A maturidade emocional que um adulto precisa apresentar para poder ser feliz e bem sucedido somente é alcançada quando a pessoa consegue lidar com as demandas do mundo moderno. Tais demandas envolvem lidar com a frustração, lidar com o não e saber suportar as conseqüências do poder ou não fazer e/ou conquistar algo. O equilíbrio emocional é alcançado quando há uma convivência positiva entre o poder e o não poder, entre a satisfação dos desejos e a frustração pelo impedimento.
            Concluí-se que a atuação dos pais na educação dos filhos é importante para formar um adulto equilibrado para lidar com as dificuldades que encontramos no dia a dia, por isso a reflexão sobre o que é ser pai se torna necessária. O intuito desse texto é realizar um primeiro questionamento, uma introdução a respeito do que é educar uma criança. A partir dessa introdução diversas reflexões a respeito dos temas abordados serão feitas em textos futuros.

Alimentação nas diferentes fases do desenvolvimento: Nutrição infantil (2 anos até 10 anos de idade)


      Autora: Fernanda Faria - Nutricionista - CRN 26188
   E-mail para contato: fernanda@duonutri.com.br
    
    Para alimentação infantil tomamos como base a pirâmide alimentar. A alimentação deve conter:

- Grupo dos cereais (arroz, milho, trigo, aveia), pães, massas e tubérculos. Exemplos: 3 colheres de sopa de arroz, 4 colheres de sopa de macarrão ou batata, ½ pão francês ou 2 biscoitos salgados.
- Grupo das hortaliças (alface, couve, repolho, tomate, cenoura, chuchu). Exemplos: 1 pires de alface ou acelga, 3 fatias de tomate, 1 colher de sopa de verdura cozida, 2 colheres de sopa de legume cozido.
- Grupo das frutas. Exemplos: ½ copo de suco de laranja, ½ banana ou maçã ou pêra, uma fatia média de mamão.
- Grupo das carnes e ovos. Exemplos: 4 colheres de sopa de carne moída, um bife médio de carne, peixe ou frango, dois ovos.
- Grupo das leguminosas (feijão, lentilha, ervilha seca, grão de bico). Exemplo: 2 colheres de sopa de feijão, lentilha ou ervilha.
- Grupo do leite e derivados (queijos e iogurtes). Exemplos: 1 xícara de leite ou iogurte, 2 fatias de queijo.
- Grupo das gorduras (óleos, margarina, maionese) e açúcares.

Grupos de alimentos e números de porções em diferentes idades
Grupos de alimentos
1 a 3 anos (porções/dia)
4 a 6 anos (porções/dia)
7 a 9 anos (porções/dia)
Cereais, pães, massas e tubérculos
5
5 – 6
6 – 7
Hortaliças (legumes e verduras)
3
3 – 4
4 – 5
Frutas
3
4 – 5
5
Carnes e ovos
1
2
2
Leguminosas
1
1 – 2
2
Leite e derivados
3
3
3
Açúcares e gorduras
Uso moderado
Uso moderado
Uso moderado
                                                                                               
Algumas dicas para alimentação dos pequenos:

- Estabeleça uma rotina para a alimentação por meio de horários definidos e regulares para cada uma das refeições (mínimo 5 refeições/dia);
-  Evite oferecer líquidos durante as refeições. Deixe para depois;
- Não coloque um monte de comida no prato do seu filho, ofereça pouca quantidade e depois pergunte se ele quer mais;
- Evite ao máximo o uso de mamadeiras. Ofereça os líquidos em copos;
- Incentive seu filho a explorar o alimento. Deixe ele sentir textura, cheiro, afinal ele precisa se familiarizar com os alimentos para depois aceitá-los;
- Faça um prato bem colorido, não coloque as preparações de qualquer jeito. Lembre-se que comemos primeiro com os olhos;
- Deixe seu filho fazer a refeição junto com todos da família. A família reunida em volta da mesa faz a criança comer melhor;
- Atente-se ao consumo de fast-food. Somente esporadicamente;
- E por último não force seu filho a comer um alimento que ele não goste, ofereça outras opções do mesmo grupo alimentar.

Alimentação nas diferentes fases do desenvolvimento: Nutrição no primeiro ano de vida




   Autora: Fernanda Faria - Nutricionista - CRN 26188
   E-mail para contato: fernanda@duonutri.com.br


            A OMS (Organização Mundial de Saúde) e o Ministério da Saúde no Brasil orientam o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de vida. O leite materno é o alimento mais completo que existe e é ele que irá garantir o perfeito crescimento e desenvolvimento do bebê. Por isso, durante esse período não há necessidade de nenhuma alimentação complementar (nada de chás, sucos, nem mesmo água!), somente o leite materno já atende 100% das necessidades energéticas do seu filhote!
      Já no segundo semestre de vida, o leite materno passa a atender metade das recomendações nutricionais, portanto a partir dos 6 meses de vida é necessário introduzir, além do leite materno, os chamados alimentos complementares.   Essa introdução deve ser lenta e gradual, deixando um período de 3 a 4 dias entre a oferta e a introdução de um novo alimento para verificar se há reação alérgica ou intolerância.
            Os primeiros alimentos devem ser macios, bem cozidos e amassados. Não é indicado passar os alimentos pela peneira ou mesmo triturá-los no liquidificador. Devem ser amassados ou desfiados, em pedaços bem pequenos e oferecidos com auxílio de colher, pausadamente. Depois os alimentos podem ser desfiados, picados ou cortados em pedaços pequenos.
            Iniciamos com as famosas papas ou purês. A papa salgada deve conter um cereal (por exemplo, arroz) ou um tubérculo (como batata, inhame ou mandioca) + uma fonte proteica, que pode ser carne (frango, peixe, carne vermelha, miúdos) ou leguminosas (feijão, lentilha ou ervilha seca, grão de bico) + uma ou duas hortaliças (verduras e legumes). Entre as refeições introduzimos também as papas de frutas.
       Usar, sempre que possível, alimentos verde-escuros (chicória, couve, brócolis,...), amarelo-alaranjados (cenoura, mamão, laranja, manga, abóbora...), carnes, feijões, além de água filtrada ou fervida e leite materno. Quanto mais variada e colorida, mais nutritiva e estimulante se torna a alimentação da criança.
            Mas quantas refeições devo fornecer ao meu filho? Bebês entre 6 e 7 meses devem receber duas papas de fruta (meio da manhã e meio da tarde) e uma refeição salgada (final da manhã). Entre 8 e 12 meses, duas refeições salgadas (final da manhã e final da tarde) e duas papas de fruta (meio da manhã e meio da tarde). E a partir dos 12 meses, uma refeição pela manhã (fruta com aveia ou pão), duas refeições salgadas (final da manhã e final da tarde), dois lanches intermediários de fruta (manhã e tarde).
            Alimentos evitados nesse primeiro ano de vida: açúcar, café, chá mate, chá preto, sucos industrializados, frituras, enlatados, refrigerantes, doces em geral, balas, biscoitos recheados, sorvetes, chocolate, salgadinhos, sal com moderação, espinafre, embutidos (salsicha, lingüiça, mortadela, presunto...), mel. Estes alimentos são ricos em gorduras, açúcar, conservantes ou corantes e podem comprometer o crescimento e desenvolvimento, além de aumentarem o risco de doenças como alergias, obesidade e carências de vitaminas e minerais.
            Evitar também alimentos que são alergênicos, como mariscos, clara de ovo, amendoim, tomate, chocolate e leite de vaca.

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