Psicólogo responde

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Victor Nicolino Faria é formado em Psicologia pela PUC-SP, sendo Bacharel em Psicologia pela mesma instituição.


Pergunta: Devo respeitar as restrições de idade dos filmes com o meu filho?

Psicólogo responde: Sem dúvida, pois as restrições indicam aos pais ou responsáveis até que ponto os conteúdos expostos no filme são compatíveis com a capacidade do seu filho em processar tais conteúdos. A restrição de idade é elaborada por especialistas para indicar se seu filho tem maturidade emocional e biológica para lidar com determinado conteúdo. Por isso é muito importante respeitarmos tais indicações.


Pergunta: Como fazer com que meus filhos se gostem?

Psicólogo responde: Esta é uma pergunta complexa, porque o gostar não depende exclusivamente da nossa atuação. Gostar ou não gostar do irmão passa pela postura dos pais, e pela própria natureza das crianças envolvidas (se há uma compatibilidade de personalidade ou não). O que os pais podem fazer para colaborar com o bom relacionamento entre os irmãos é saber dividir seu tempo igualmente com cada irmão, dando escuta a eles, e dando a cada um o mesmo tratamento. Quando os pais tratam os filhos de forma igual há um ambiente propícia para o bom relacionamento entre os irmãos.


Pergunta: Colocar a criança no berçário é prejudicial ao seu desenvolvimento emocional?

Psicólogo responde: Os pais se cobram em estar presentes na vida de seus filhos praticamente 24 horas por dia, principalmente nos primeiros anos de vida. Contudo, são poucas as pessoas que tem estrutura familiar e financeira para isso. Diante da necessidade de colocar seu filho em um berçário, estude todas as opções disponíveis, busque referências, veja o perfil da instituição e dos profissionais que lá trabalham, veja com calma se o berçário atende as suas expectativas e se a cultura do local se parece com a sua cultura familiar. Colocar seu filho em um bom berçário pode ser uma excelente experiência de ampliação de mundo para ele, com novos desafios motores, sociais e emocionais.


Pergunta: O que é felicidade?

Psicólogo responde: A felicidade é um conceito subjetivo, porque o que é felicidade para mim pode ser totalmente diferente do que seja felicidade para você. A felicidade é um conjunto de sensações, pensamentos e sentimentos gerados por determinado momento ou momentos de vida. Eu posso estar feliz, me sentindo feliz quando estou vendo o por do sol, lendo um bom livro ou mesmo viajando de avião. Já para outras pessoas a felicidade é vivenciada quando se pratica esportes radicais, uma oração ou mesmo estando cercado de pessoas. Para buscarmos nossa felicidade precisamos entender a nós mesmos e buscar aquilo que nos completa, que nos faz bem, que nos motiva a viver o dia a dia.


Pergunta: Estou recém separada e não sei como começar a reconstruir minha vida. Por onde devo começar?

Psicólogo responde: Não sei qual o contexto da sua separação, mas nunca é fácil terminar um relacionamento. Ficamos de certa forma perdidos, sem referência e muitas vezes sem vontade de recomeçar nossas vidas. Neste momento precisamos nos reconectar com a nossa natureza, entender do que gostamos e do que precisamos em nossas vidas para sermos felizes. Quando entendemos o que é importante para nós podemos começar a construir na prática estes objetivos. Sua vida agora é um quadro em branco onde você pode desenhar o que quiser, mas reflita e coloque neste quadro o que realmente é importante para a sua pessoa.


Pergunta: Como acabamos entrando em um relacionamento abusivo?

Psicólogo responde: Nunca há um cartaz pendurado no pescoço da pessoa nos alertando de que ela quer ter conosco um relacionamento abusivo, e por isso não podemos nos responsabilizar por ter nos apaixonado ou amado uma pessoa que estabeleceu conosco um relacionamento abusivo. Conhecemos a pessoa e ela começa, pouco a pouco, a invadir nosso espaço individual, nos depreciar, fazer chantagem emocional, agressões verbais e físicas. Apesar do sentimento que temos pelo outro, precisamos estar atentos a pequenos sinais que nos mostram que a pessoa ao nosso lado não quer ter uma relação de igual para igual, mas uma relação onde ela esteja acima de nós, superior e ditando quando nos sentimos bem ou mal. Diante dos pequenos sinais precisamos nos proteger, e muitas vezes a proteção é acabar a relação e impedir o relacionamento abusivo independente do estágio em que esteja.


Pergunta: Criança precisa ter regras?

Psicólogo responde: Sem dúvida!!! Toda criança precisa ter regras claras, pois as regras fazem parte da nossa sociedade. Os pais precisam colocar regras dentro de casa para ajudar seus filhos no desenvolvimento psicológico, amadurecimento emocional e sociabilização. Regras dentro de casa preparam a criança para as regras do mundo, tornando seu filho melhor preparado para a famosa selva de pedras.


Pergunta: Como posso falar de abuso sexual para meus filhos de 7 e 9 anos?

Psicólogo responde: Eu costumo abordar este conteúdo através de uma boa conversa e de algum material lúdico. Podemos começar a falar com nossos filhos sobre os cuidados que eles precisam ter com outras pessoas, a saber dizer não, e introduzir a questão do contato físico inapropriado. Se você pesquisar na internet verá diversos vídeos, animações sobre o tema que nos fornecem matéria prima para falar sobre esta realidade que precisa ser discutida com as crianças. Informação gera proteção, evitando o pior para os nosso filhos!


Pergunta: Como posso ajudar minha filha de 15 anos que sofreu abuso sexual de um colega em uma festa?

Psicólogo responde: Sinto muito por sua filha ter passado por essa terrível experiência. É horrível sabermos que uma moça tenha passado por isso, mas infelizmente este tipo de situação acaba acontecendo ao nosso redor com uma frequência alta. É muito importante neste momento darmos todo tipo de suporte para a sua filha, ouvindo o que ela tem a nos dizer, respeitando seu tempo e sua vontade sobre o que fazer neste caso. Há muitas páginas do Instagram sobre mulheres que passaram por situações de abuso, relatando suas experiências, além de entidades não governamentais e grupos de suporte para mulheres que passam por abuso sexual. Consultar estes materiais é um ótimo primeiro passo, mas eu sugeriria que a família e a moça em questão conversassem com um profissional da Psicologia para que ele os orientasse a superar este trauma.


Pergunta: Eu sou uma pessoa muito ansiosa, e muitas vezes acabo me prejudicando por causa disso. É normal?

Psicólogo responde: A ansiedade é um sentimento que pode causar muito sofrimento, porque não permite que nos conectemos, que vivamos o presente. Nossos pensamentos acabam ficando focados em situações futuras, como a apresentação do trabalho na próxima semana ou a viagem em família daqui a um mês. Quando nossos pensamentos estão focados no futuro acabamos perdendo a vivência do presente, não conseguindo aproveitar o futuro quando ele chega. A ansiedade também acompanha sintomas físicos, como perda de sono, diminuição ou aumento de apetite, sudorese, e reações fisiológicas desagradáveis. É preciso buscar controlar a ansiedade para você ter qualidade de vida. Busque um profissional para lhe ajudar a lidar com este sentimento.


Pergunta: Como tratar pensamentos suicidas?

Psicólogo responde: O pensamento suicida é um indicativo de que a pessoa está passando por um momento de vida delicado. Eles significam um caminho para a pessoa se livrar do seu sofrimento, já que parece não haver outra saída para seus problemas além da morte. Quando os pensamentos suicidas começam a pairar na cabeça da pessoa o nível de sofrimento dela já está em um grau elevado, o que torna urgente as pessoas próximas e a própria pessoa encararem esta questão de frente. É importantíssimo buscar ajuda de um psicólogo o quanto antes para iniciar o processo de psicoterapia para aliviar o sofrimento da pessoa e encontrar novas formas de lidar com sua dor, que não os pensamentos suicidas. Encontrar saídas para resolver os dilemas que estão produzindo esse tipo de pensamento.


Pergunta: Drogas é um assunto que devo conversar com meu filho adolescente?

Psicólogo responde: Claro que sim! Precisamos abordar o assunto drogas com nossos filhos ao mesmo tempo que a escola aborda este tema. Há muito material produzido na internet, em livros e revistas sobre o universo das drogas que nossos filhos estão expostos hoje em dia. Precisamos saber o que existe, como as drogas chegam a eles, para que munidos deste conhecimento possamos dialogar, transmitir o conhecimento que temos e poder dar a eles a oportunidade de escolher conscientemente como lidar com esta dura realidade.


Pergunta: Eu e minha esposa temos medo de ter um filho e nossa vida sexual desaparecer, como acontece com colegas nossos. Isso realmente acontece? 

Psicólogo responde: Para alguns casais isso acontece, contudo é algo que podemos evitar. Infelizmente alguns casais, quando tem filhos, se esquecem de viver os papéis homem e mulher e passam a viver única e exclusivamente os papéis de pai e mãe. Quando a criança nasce obviamente precisamos dar a atenção a ela, mas podemos conseguir um tempo para o nosso parceiro ou nossa parceira. Um jantar juntos, assistir um filme (mesmo que seja e casa) sem a presença do bebê, são formas de vivermos a vida de casal, a vida homem e mulher sem deixar de lado os papéis de pai e mãe. Dá certo, só precisamos criar o hábito de sermos pais e sermos marido e mulher simultaneamente.


Pergunta: Não posso ter filhos e estou entre o procedimento de fertilização in vitro e a adoção. O que seria melhor para mim? 

Psicólogo responde: Esta é uma pergunta delicada, porque envolve diversos fatores. Escolher entre FIV (fertilização in vitro) e adoção é um processo de amadurecimento de várias questões em nossas vidas. Ambos processos tem suas dificuldades, mas para escolher o que faz mais sentido para cada pessoa é preciso buscar o maior número de informações possíveis sobre os dois caminhos. Eu sugiro que você pesquise na internet textos e vídeos sobre FIV e adoção, conversando com as pessoas que estão ao seu lado. Nesta troca de experiências com os materiais encontrados na internet, com as pessoas próximas e com você mesma tenho certeza que o melhor caminho será descoberto para a sua vida.


Pergunta: A diversidade de pensamentos dentro de uma família é positivo? 

Psicólogo responde: A diversidade é interessante porque permite a criação de coisas novas, ideias novas a partir da mescla de diferentes pontos de vista. Eu acredito que o grande problema é desmerecer, estar fechado ao diferente. Justamente quando estamos abertos ao outro que pensa diferente de nós podemos crescer enquanto pessoas, porque passamos a nos colocar em diferentes pontos de vista, ampliando nossa compreensão sobre o mundo que nos cerca.


Pergunta: Devo procurar uma orientação vocacional para meu filho que tem 17 anos? 

Psicólogo responde: Eu entendo que o adolescente precisa de informações de diversas fontes para poder entender e escolher o futuro profissional que ele quer. O processo de orientação vocacional é uma etapa interessante, porque ao lado de um profissional competente seu filho entenderá para quais áreas ele tem mais afinidade, podendo buscar mais informações sobre elas. Estas informações podem ser buscadas na internet, em manuais sobre escolha profissional, e em boas conversas com profissionais já estabelecidos nas áreas de interesse de seu filho. Reflexão e informação são palavras chave nesta etapa da vida de seu filho.


Pergunta: Eu não sei o que fazer para meu filho se alimentar direito.

Psicólogo responde: Quando temos um filho é importante pensarmos em modelos... Para seu filho se alimentar bem, comer alimentos saudáveis, é imprescindível você fazer o mesmo desde que ele é pequeno. Precisamos criar o hábito de se alimentar nos horários corretos, de escolher alimentos saudáveis, de terminar o prato, de comer legumes, etc. Quando há o hábito, a criança aprende a gostar por fazer parte de sua vida e pelas pessoas que ela admira e ama também gostarem. Reflita no modelo que esta dando para seu filho e comece a implementar uma nova rotina alimentar para todos dentro de casa, mudança esta pautada no diálogo entre todas as partes envolvidas. A criança precisa entender o porque da mudança e que todos farão o mesmo, que será uma regra da casa.


Pergunta: Estou em dúvida se quero ou não ser mãe.

Psicólogo responde: Ter ou não ter filhos é uma decisão de cada pessoa, e não deve ser influenciada pela sociedade ou pelos familiares. Cada um precisa refletir sobre os seus planos de vida, suas expectativas pessoais e profissionais, avaliando o que poderá oferecer a criança. Não é justo colocar uma criança no mundo sem pensar no que faremos com ela. Faz sentido? Ser mãe e pai envolve diversas responsabilidades que precisam ser assumidas, e que quando não são causam inúmeros sofrimentos e traumas para a criança. Reflita sobre o que você pode oferecer, a nível material e emocional, para a criança e veja se isso será o suficiente para criar um ser humano saudável e feliz.


Pergunta: O que seria um relacionamento amoroso saudável?

Psicólogo responde: Para mim o relacionamento amoroso saudável é aquele onde duas pessoas conseguem se colocar no lugar uma da outra, respeitando o espaço do outro e suas características positivas e negativas. Não existe alguém igual a nós em tudo, então em algum momento uma característica, atitude ou simplesmente uma palavra do outro vão me frustrar, quebrar minha expectativa. Nessas horas precisamos entender quem está a nossa frente e respeitar tanto o espaço e características do outro como os nossos. Este exercício coloca ambos no mesmo patamar de importância dentro da relação, existindo assim um eu, um outro e o nós, que nada mais é que a vida em casal sem que as diferenças e individualidades sejam anuladas.


Pergunta: Por que as pessoas mentem nas relações amorosas?

Psicólogo responde: Esta é uma pergunta difícil de responder, porque a função de uma mentira pode variar muito de pessoa para pessoa. Algumas pessoas mentem para compensar um sentimento de inferioridade, outras para se sentirem superiores em relação aos demais. A mentira pode ter a função de anteparo, defesa para uma fraqueza minha, ou mesmo uma foma de tirar proveito do outro. A mentira é uma questão delicada em nossa sociedade, principalmente no momento político do Brasil. Entender os motivos do nosso parceiro ou parceira mentir é importante para construirmos uma intimidade maior, conhecendo quem está a nossa frente e podendo escolher o que toleramos e o que não toleramos. 


Pergunta: Uma vida saudável é possível?

Psicólogo responde: Uma vida saudável é perfeitamente possível, basta nos dedicarmos a ela. É muito fácil vivermos imersos na correria do dia a dia, nos esquecendo de cuidar do nosso corpo, da nossa mente e dos nossos objetivos (materiais ou não). Precisamos nos esforçar par sair do piloto automático gerado pela intensidade de informações e correria do nosso cotidiano, para então pensarmos no que realmente gostamos de fazer, pensar e sentir. Assim podemos dedicar parte do nosso dia para estas situações que acabam nos alimentando, equilibrando nosso ser diante do mundo em que vivemos.  


Pergunta: Como posso me concentrar mais no meu trabalho?

Psicólogo responde: Esta pergunta é difícil de responder, pois precisaríamos entender quais variáveis podem ser manipuladas no seu ambiente de trabalho para aumentar a sua concentração. Muitas vezes podemos usar fones de ouvido, fazer uma escala da atividade mais prazerosa para a menos prazerosa (estimulando nossa concentração fazendo atividades instigantes) ou até mesmo mudança física do ambiente (colocar sua cadeira em um lugar mais silencioso do ambiente de trabalho). Observe o que você pode fazer de diferente, inclusive atividades de lazer ou de meditação fora do ambiente de trabalho para que você chegue melhor, mais disposto para trabalhar.


Pergunta: Às vezes fico pensando se não devo aceitar qualquer um em minha vida para ter um namorado...

Psicólogo responde: O papel de namorado não deve ser ocupado por qualquer um, pois cada um de nós tem certas expectativas em relação à pessoa que estará neste papel que precisam ser preenchidas. Obviamente precisamos estar de bem com nós mesmos para não depositarmos no namorado expectativas que devem ser preenchidas por nós mesmos, contudo algumas pessoas sofrem por não conseguirem encontrar facilmente um namorado. Entendo como muitas vezes estar sozinho não é agradável, mas precisamos estar bem sozinhos para podermos selecionar e encontrar a pessoa certa para estar ao nosso lado, a pessoa que corresponda aquilo que queremos. Nunca aceite qualquer um para estar ao seu lado, aceite somente aquela pessoa que lhe faz bem.


Pergunta: Devo terminar com meu namorado porque ele me trai?

Psicólogo responde: Chegar a conclusão de que devemos terminar nosso relacionamento amoroso não é uma tarefa simples, muito menos indolor. Precisamos ter clareza daquilo que esperamos da pessoa que está a nossa frente, para que munidos desta consciência possamos comparar o que esperamos da pessoa e o que de fato ela pode nos oferecer. Somente assim poderemos tomar uma decisão equilibrada, levando em consideração aspectos racionais e emocionais que existem dentro das nossas relações. Se a pessoa não lhe oferece o mínimo esperado dentro do seu conceito de relação, acredito que valha a pena terminar com ele.


Pergunta: Sou muito ansiosa e não sei como posso me tranquilizar.

Psicólogo responde: Na internet, mais precisamente no youtube, você encontra vários vídeos sobre técnicas de relaxamento para diminuir a ansiedade, além de materiais informativos para você conhecer melhor o que você sente e caminhos para lidar com esse sentimento. Conhecendo melhor o que você está vivendo poderá escolher o melhor caminho de tratamento para você. Converse também com um psicólogo competente para entender a origem e os gatilhos da sua ansiedade, assim ao lado dele você poderá construir caminhos de superação da ansiedade aliando a terapia com as técnicas que você aprender com ele e pela internet.


Pergunta: Devo ou não tomar a medicação que meu psiquiatra prescreveu?

Psicólogo responde: Eu entendo que algumas pessoas apresentam certa resistência em tomar a medicação que um psiquiatra prescreve. Contudo, se ele prescreveu é porque há uma necessidade do seu organismo tomar as medicações para que você possa, do ponto de vista química, começar a se recuperar do problema que o motivou a buscar o psiquiatra. Vamos tentar derrubar essas resistências e tomar a medicação, seguir o tratamento que o psiquiatra acredita ser o melhor para você.


Pergunta: Onde posso conseguir informações seguras sobre câncer?

Psicólogo responde: Na internet podemos encontrar diversas informações sobre câncer, mas concordo com a sua preocupação sobre a segurança, a veracidade das informações. Meu site preferido para buscar informações e www.oncoguia.org.br, uma ONG que fez um portal interativo e informativo voltado para a qualidade de vida do paciente com câncer, seus familiares e público em geral. Dê uma olhada e veja como eles fizeram um portal bacana!


Pergunta: Tentei fazer inseminação artificial e não deu certo. Estou acabada e não sei se devo adotar um filho ou não.

Psicólogo responde: O processo de escolher fazer inseminação artificial não é nada fácil, porque envolve um custo emocional e financeiro muito grande. A pessoa precisa se organizar, buscando todas as informações necessárias para entrar em um tratamento que envolve a utilização de medicação que altera o funcionamento natural do organismo da mulher. Quando a inseminação artificial não dá certo a mulher sofre não só por não ter dado certo, mas pela quebra ou mesmo morte de um sonho, de expectativas, de ideias e investimentos emocionais. Você precisará viver o processo de luto pela inseminação que não deu certo, buscando reestruturar sua vida a partir desta triste notícia. Com sua vida reestruturada você poderá refletir e encontrar a resposta para a pergunta sobre adoção. Sugiro que procure um psicólogo competente que possa lhe ajudar a elaborar este processo de luto e a construção desta resposta.


Pergunta: A vida faz sentido com tantas coisas ruins acontecendo a nossa volta?

Psicólogo responde: A vida tem o sentido que queremos e damos a ela. Não é fácil estar no mundo com todos os problemas que nos cercam... Há problemas de ordem prática e problemas de ordem moral e ética. Realmente as notícias que recebemos dos diversos meios de comunicação não nos mostram um mundo alegre, cheio de vida, mas na verdade o mundo é uma tela em branco onde podemos pintar o que desejarmos. Vamos fazer de tudo para não focarmos nas notícias negativas, mas na nossa capacidade de superar os obstáculos.


Pergunta: Devo esconder do meu filho de 13 anos as notícias sobre o jogo Baleia Azul?

Psicólogo responde: Eu entendo que não. É extremamente importante os pais e os filhos encararem essa triste realidade que assombra famílias de diversas partes do mundo. Precisamos entender o que de fato acontece no jogo Baleia Azul, ouvir opiniões de especialistas e aprender tudo o que podemos sobre o jogo e sobre a depressão e o suicídio. Assim podemos conversar com nossos filhos, discutindo um tema delicado e prevenindo para que não ocorra algo parecido dentro da nossa casa.


Pergunta: Devemos colocar as crianças de castigo?

Psicólogo responde: Do meu ponto de vista não podemos focar em castigos quando pensamos em educar nossos filhos, pois precisamos pensar nas consequências dos seus comportamentos. Na natureza cada ação de um ser vivo tem uma consequência, e é desta forma que precisamos pensar a educação das crianças. Quando elas fazem o que esperamos, ou alcançam um determinado patamar que era seu objetivo, precisamos ressaltar a importância destas conquistas, reforçando o comportamento adequado da criança. Quando ela não alcança um objetivo ou faz algo que não queremos não precisamos bater no filho, mas sim conversar e de forma alguma premiar o que não queremos. Se a criança bateu no coleguinha da escola na sexta-feira ela não ganhará um presente no final de semana. Faz sentido?


Pergunta: O que é interessante ensinar aos nosso filhos no feriado de Páscoa?

Psicólogo responde: Os símbolos ligados à Pascoa podem ou não ser ensinados aos seus filhos, dependendo da educação, cultura e valores que você deseja passar para eles. O feriado de Páscoa, além de aspectos religiosos, acaba sendo relacionado a momentos de união entre família, com brincadeiras para as crianças pequenas e com confraternização entre as crianças maiores e os adultos. Independente da decisão do que ensinar para eles é importante valorizarmos esses momentos de união, construindo em nossos filhos um sentimento de família enquanto porto seguro, que será muito útil nas questões de comunicação, auto imagem e auto estima das crianças.


Pergunta: Devo dar ritalina para meu filho ficar mais calmo?

Psicólogo responde: Essa é uma questão muito polêmica, porque temos muitas opiniões a favor e contra a medicalização em crianças por causa de agitação ou mesmo por causa do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). A maioria das crianças é agitada por natureza, ou seja, nem toda a criança agitada tem TDAH. Para sabermos se o melhor para o nosso filho é tomar ritalina ou não precisamos ter um médico de extrema confiança, capacitado para diagnosticar o TDAH discriminando com precisão o que é o transtorno e o que é a agitação natural das crianças. Assim, se o seu filho tiver o diagnóstico de TDAH e receber a prescrição médica para tomar ritalina acredito que o melhor a fazer é seguir a orientação médica.


Pergunta: Descobri que minha filha de 16 anos está grávida. Como lidar com essa situação, sendo que eu e meu marido não queremos deixá-la desamparada.

Psicólogo responde: Sem dúvida a situação é delicada, porque sua filha ainda é menor de idade e muito provavelmente não está 100% preparada emocionalmente e financeiramente para ser mãe. Como você e seu marido não querem desampará-la vamos começar a encarar essa situação dando todo suporte emocional, acolhimento para ela, apoiando o nascimento do bebê e mostrando que vocês estarão ao lado dela e da criança para todos os desafios de ser mãe tão jovem. Após esse acolhimento você e seu marido precisarão entender quem é o pai e se terão o apoio dele na criação deste filho. Sem esquecer que vocês não poderão fazer tudo no lugar da sua filha, pois ser mãe é uma responsabilidade dela que precisará ser conciliada com todo o restante da vida (estudos, vida amorosa e profissional).


Pergunta: O que fazer quando um adolescente de 15 anos não escuta os pais?

Psicólogo responde: Não adianta gritar, espernear, bater ou trancar seu filho adolescente em casa. Por algum motivo seu filho adolescente não quer ouvir vocês, pais, e talvez não seja fácil descobrir o real motivo disto estar acontecendo. O que podemos fazer para recuperar a comunicação com nosso filho é escutar, respeitar, acolher e mostrar a ele que o apoiamos, que estamos com ele. Este apoio não significa passar a mão na cabeça, concordar com tudo o que ele faz. Significa estar com a pessoa, com o adolescente, deixando claro para ele que não concorda com determinada atitude ou linha de pensamento, mas sem dar as costas e abandonar o jovem ou puni-lo. Diálogo é a base da relação saudável com os filhos de qualquer idade, por isso precisamos, no seu caso, recuperar a comunicação entre vocês o quanto antes.


Pergunta: Terminei um casamento de 15 anos e não consigo me conformar com o término. Será que devo tentar voltar?

Psicólogo responde: É difícil responder essa pergunta, porque há muitas variáveis a serem analisadas para escolhermos tentar voltar ou não. Não sei exatamente os motivos que levaram ao término do seu casamento, mas tente avaliar de forma objetiva o que seu casamento teve de bom e de ruim. Sei que é difícil fazer isso, porque quando uma relação termina acabamos enaltecendo mais os momentos positivos que os negativos. Mas tente!!! Após essa avaliação reflita sobre o que você quer para a sua vida, e o que espera de uma relação. Se o seu casamento era próximo do que você quer para a sua vida e para uma relação amorosa acredito que valha a pena tentar.


Pergunta: Tenho muito medo de que meu bebê morra. Fico muito angustiada quando ele está doente.

Psicólogo responde: Em um primeiro momento até parece fácil ser mãe e pai, mas no dia a dia acabamos percebendo que não precisamos nos preocupar apenas com questões materiais e práticas, mas também com as emoções do nosso filho e as nossas. Não é uma tarefa fácil... Mas é possível administrar nossos sentimentos para que eles não nos dominem. Vale a pena ter uma conversa com um bom psicólogo para que vocês juntos possam entender as origens desta angústia e como você poderá lidar com ela para ficar mais tranquila, menos preocupada com a vida do seu filho.


Pergunta: Posso ficar tranquila em deixar minha filha de 13 anos aproveitar o Carnaval?

Psicólogo responde: Ao contrário do que algumas pessoas acreditam, o Carnaval não está relacionado somente a sexo, vulgaridades, drogas e bebidas. Há atrações direcionadas a diferentes públicos, tanto no que tange idade como a tribo que a pessoa pertence. Verifique ao lado de sua filha atrações que ela possa participar, respeitando os interesses da jovem e o que você enquanto mãe entende ser o adequado para a idade dela. Dialogar sempre para estreitar o vínculo com o seu filho, sem que para manter o vínculo precisemos dizer sim a tudo.


Pergunta: Crises de ansiedade tem tratamento?

Psicólogo responde: Todas as crises de ansiedade tem tratamento, e há várias comprovações científicas disso. As crises de ansiedade são causadas por motivos diversos, e o tratamento passa por controlar os sintomas da crise para que eles não prejudiquem a vida normal da pessoa, além de entendermos as causas da crise (origem, gatilhos, etc.) para trabalharmos em direção à cura. Em alguns casos o tratamento das crises de ansiedade também envolve o uso de alguma medicação para amenizar os sintomas. Caso você ou algum conhecido tenha crises de ansiedade procure um médico ou um psicólogo para poder tratar dessa terrível e angustiante condição.


Pergunta: Como posso aprender a educar minha filha de 3 anos?

Psicólogo responde: Temos uma diversidade muito grande de materiais para pais sobre educação, tanto impressos (livros) como vídeos (programas de televisão, canais no Youtube, etc). O que considero importante é você, mãe, buscar conhecer diversas formas e técnicas de educação, pois quanto mais você conhece mais fácil será entender para qual direção você gostará de conduzir a educação da sua filha, e quais técnicas gostará/se sentirá a vontade para aplicar. Tente dedicar uma ou duas horas diariamente para estudar sobre o tema, assim em pouco tempo você se sentirá melhor preparada para a tarefa de ser mãe.


Pergunta: Será que terapia de casal pode salvar meu casamento? Eu e meu marido estamos enfrentando problemas há 2 anos.

Psicólogo responde: A terapia de casal pode ser uma ferramenta útil para casais que estão enfrentado problemas. Ter um espaço onde o casal possa colocar seus problemas, ter um mediador para explicitar os pontos que precisam ser melhorados e como serem melhorados, além de se recriar nesse espaço a comunicação são algumas das funções da terapia de casal. Contudo, leitora do Blog Super Mãe, para a terapia dar certo as pessoas precisam estar abertas, quererem mudar e fazer diferente. Quando há essa disponibilidade de ambos podemos sim superar os problemas de uma relação.


Pergunta: Meu filho tem 7 anos e não consegue ficar parado. Será que ele tem hiperatividade?

Psicólogo responde: A maioria das crianças tem muita energia, principalmente na faixa etária do seu filho. Ter muita energia significa correr, brincar, não conseguir ficar parado... O que não necessariamente culmina com o diagnóstico de hiperatividade. O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade é um quadro com características específicas, e seu diagnóstico é feito por médicos. Caso você tenha essa dúvida, se seu filho é cheio de energia ou se apresenta hiperatividade, converse com um médico competente para ele poder observar seu filho e entender o que de fato ele tem.


Pergunta: O que fazer quando nada mais faz sentido?

Psicólogo responde: Se você está com este sentimento estamos em um momento muito delicado da sua vida. Não é positivo uma pessoa, independente da idade ou do gênero, não ver sentido em nada. Você pode estar passando por um processo de luto, depressão, perda amorosa... Mas independente do que você esteja passando saiba que você pode superar esse momento e voltar a ver sentido nas coisas que te cercam. Procure conversar com um profissional da área da Psicologia porque ele lhe ajudará a encontrar e construir novamente sentido nas coisas. Tenha certeza disso, e não fique mais nenhum dia passando por isso sem procurar ajuda especializada.


Pergunta: É possível amar alguém que me faz mal?

Psicólogo responde: Infelizmente é possível, leitora do Blog Super Mãe. O ser humano, sua mente e seus sentimentos são muito complexos e muitas vezes, por várias questões emocionais que não há espaço suficiente nesta coluna para descrever, podemos amar alguém que nos faz terrivelmente mal. Nestes casos é muito difícil rompermos esse tipo de relação, porque há uma espécie de simbiose com a pessoa que nos faz mal, como se não conseguíssemos viver sem ela. Nestes casos eu sugiro que a pessoa busque se entender melhor, seja através de um processo terapêutico ou de uma reflexão profunda sobre si mesma, para conseguir tomar a melhor decisão sobre o que fazer com este amor.


Pergunta: É ruim ter inveja das conquistas dos outros?

Psicólogo responde: Inveja é um sentimento que faz parte do ser humano, ou seja, é uma vivência que precisamos aprender a lidar. Existe um sentimento de inveja que nos motiva, nos inspira, que nos faz buscar alcançar novos patamares a partir da observação da conquista alheia. Essa inveja é positiva para todos nós. Contudo existe uma inveja do bom que motiva a pessoa a destruir o que o outro tem, estragando, falando mal, roubando... Essa inveja é muito negativa, e precisamos nos afastar dela porque de forma alguma ela é inspiradora para nos tornarmos um ser humano melhor. Assim sendo, a inveja pode ser benéfica ou maléfica para nós, dependendo da forma como lidamos com o sucesso alheio. Nossa postura diante do outro determinará se é uma inveja positiva ou negativa.


Pergunta: O que posso esperar de diferente em minha vida para 2017?

Psicólogo responde: Feliz ou infelizmente o ano de 2017 será para você aquilo que você se esforçar e se dedicar a fazer. Claro que a virada de ano nos traz ânimo, motivação, esperança de que as coisas podem e se tornarão diferentes. Contudo, se não fizermos por onde, se não trabalharmos duramente para mudar o que nos incomodou tanto em 2016 ou em anos anteriores tudo tenderá a ser igual. Reflita sobre o que você quer de novo, de diferente para 2017, e no dia a dia comece a adotar posturas, ter atitudes que construam os seus objetivos a médio e longo prazo. 2017 será tudo aquilo que você desejar e fizer por onde!!!


Pergunta: Sou divorciada e estou namorando há três meses. Gostaria de apresentar meu namorado para meu filho da melhor forma possível para que ele não fique mal. Você teria alguma sugestão?

Psicólogo responde: Estar em uma nova relação após a separação é algo extremamente saudável, e tenho certeza que seu filho irá aceitar essa sua decisão. Contudo, precisamos tomar certos cuidados, como não apresentar qualquer namorado para o seu filho. Tente introduzir na rotina de vocês dois o namorado que já estiver tendo com você uma relação mais estável, ao mesmo tempo que deixamos claro para ele que o pai sempre teve e sempre terá espaço especial na vida de vocês. Não há um substituto para o pai, então o namorado será uma nova pessoa na vida de vocês dois. Dialogando bastante com o seu filho, evidenciando o papel de cada um em sua vida, tenho certeza que essa transição do estar divorciada para seu filho e estar namorando será muito bem sucedida!


Pergunta: Estou desempregada e não tenho dinheiro para comprar um presente de Natal para o meu filho. Não sei como dizer isso a ele sem magoá-lo. Como posso fazer isso?

Psicólogo responde: Não se crucifique tanto... Infelizmente passamos por um período em nosso país onde diversas pessoas estão com o dinheiro contado ou mesmo faltando para as mais básicas necessidades. Neste tipo de situação eu entendo que o melhor a fazer é contar para o seu filho a realidade, evidenciando através de exemplos concretos como a vida de vocês e de outras pessoas está difícil (cortes de despesas, perda de algo importante do cotidiano, etc.). Dizer a verdade para o nosso filho o ajuda a entender melhor a situação pela qual passamos, criando nele um senso de realidade, mostrando como a vida de fato é.


Pergunta: Sou pai, minha esposa faleceu há um ano e nosso filho tem 7 anos. Não sei se estou fazendo um bom trabalho na criação dele, mas muitas vezes me sinto exausto e sem vontade de fazer nada. Consigo realizar todas as minhas obrigações, mas continuo sentindo esta exaustão. Será que esto com depressão?

Psicólogo responde: Primeiramente sinto muitíssimo pela sua perda!!! As pessoas acreditam que depressão sempre está relacionada a passividade, não conseguir fazer as coisas ou mesmo ficar chorando sem parar. A depressão pode estar presente em pessoas que conseguem cumprir todas as suas obrigações, apesar de sentirem tristeza profunda, ou mesmo exaustão. Depressão é uma doença reconhecida pelas entidades competentes, e médicos e profissionais da saúde sérios sabem que não devemos subestimá-la. Seus sintomas se assemelham à depressão, e por isso acredito que você deva agendar uma consulta com um psiquiatra para que ele possa fazer um diagnóstico e responder se você está de fato com depressão e qual tratamento seria adequado.


Pergunta: Meu marido, após a separação, não quer visitar nosso filho. Há alguma coisa que eu possa fazer para que meu filho não cresça sem a presença do pai?

Psicólogo responde: Esta situação é bem complicada, leitora do Blog. Precisamos entender os reais motivos que levam seu ex-marido a não querer estar presente na vida do filho. Talvez seja difícil que ele diga a você os reais motivos, mas vale a pena tentar através de uma conversa franca, honesta. Entendendo os reais motivos podemos tentar equacionar esta situação, porque é importante uma criança crescer ao lado de seus pais, mesmo que estes estejam separados. Vamos fazer de tudo para aproximar pai e filho!


Pergunta: Devo levar minha filha de 4 anos para ver o Papai Noel no shopping?

Psicólogo responde: Não vejo um problema em você levar sua filha para ver o Papai Noel no shopping. Querendo ou não esta personagem faz parte da infância, e está presente em nossa sociedade representando diferentes significados. Alguns o vêem como um símbolo ligado ao consumismo, outros o vêem ligado a comportamento positivo ao longo do ano, boa conduta, sem mencionar os aspectos lúdicos ligados à personagem. Se para você não há nada contra o símbolo do Papai Noel, leve sua filha para ver a personagem e se encantar com os enfeites natalinos.


Pergunta: Sofro muito por não querer decepcionar meus filhos em nada. O que devo fazer? 

Psicólogo responde: Eu imagino que você deve ter os seus motivos para não querer decepcionar de forma algumas os seus filhos. Acredito que você deve estar querendo fazer o melhor para a vida deles. Me preocupo um pouco pois em algum momento da vida deles, em algum setor (pessoal ou profissional) seus filhos se depararão com situações que irão decepcioná-los. Será que eles estarão preparados para lidar com a decepção tendo em vista o ambiente familiar onde eles cresceram que não tinha uma única decepção? Decepção, frustração, inevitavelmente fazem parte da vida dos seres humanos. Nenhum pai ou mão deve decepcionar gratuitamente seus filhos, mas eles precisam ser humanos com eles, acertando e errando... Buscando fazer o melhor, aceitando que nada é perfeito. Pense nisso e avalie até que ponto você prepara seus filhos para as frustrações inerentes de crescer e viver.


Pergunta: É positivo colocar meu filho de 13 anos ara fazer alguma arte marcial?

Psicólogo responde: É muito positivo colocar seu filho para praticar alguma atividade esportiva, principalmente artes marciais. Alguns mestres ajudam os jovens a trabalhar disciplina, valores morais e éticos, além de evidenciar para eles que o verdadeiro atleta ou lutador não usa drogas ou substâncias que agridam seu corpo. Antes de mais nada converse com o profissional do local onde seu filho vai praticar a arte marcial, conheça bem o espaço e os frequentadores, para termos certeza de que seu filho estará cercado de pessoas que vão ajudar seu filho a crescer e se tornar um ser humano melhor.


Pergunta: Meu filho grita comigo toda vez que digo não para ele, e ele tem apenas 4 anos. Como posso fazer isso parar?

Psicólogo responde: Muitas pessoas podem dizer para você que o melhor caminho é dar umas palmadas no seu filho. Em primeiro lugar a violência física, como palmadas, não é uma forma positiva de fazer esse comportamento do seu filho parar. Educar não significa agredir ou causar medo nos outros. O caminho mais interessante e mais eficaz é o diálogo e a colocação de limites/combinados. Se o seu filho está gritando com você é porque este comportamento produz para ele um resultado positivo, em outras palavras ele ganha algo gritando. Tente identificar o que ele ganha ao gritar e faça um combinado com ele para ele ganhar a mesma coisa de outra forma. Muitas vezes crianças pequenas gritam para chamar atenção dos pais ou transformar o não dos adultos em um sim. Dialogando com ele e impondo limites que o grito não vai derrubar podemos em pouco tempo desconstruir este comportamento de gritar do seu filho diante dos seus limites.


Pergunta: Minha filha disse que é homossexual. Não sei o que fazer.

Psicólogo responde: Há muitas teorias prontas de como lidar com a notícia de que seu filho ou filha é homossexual. O que entendo ser importante neste momento é o acolhimento, o diálogo e o respeito pela orientação sexual de toda e qualquer pessoa. Agora que sua filha compartilhou esta notícia com você é preciso conversar mais para entender quando ela descobriu sua orientação, se ela precisa de sua ajuda para algo, e o que ela espera de você neste momento. Apesar de poder ser difícil para uma mãe descobrir a orientação sexual de sua filha não precisamos pensar em mudanças na relação com ela, pois a orientação sexual não muda em nada o sentimento que uma tem pela outra. Converse com ela e mostre que você a apoiará. Vai dar certo!!!


Pergunta: Meu filho tem 2 anos e meio, está estudando em uma escolinha particular e amava a escolinha. De repente ele não quer mais ir, já conversei com a direção da escola se houve algo e disseram que ele se comporta muito bem, mas em casa quando falo que vamos tomar banho para ir para a escola ele se desespera, chora demais e fala que não quer ir. Estou com medo de continuar mandando e piorar a situação. O que devo fazer? Por favor me ajude!

Psicólogo responde: Pelo que você está descrevendo parece que temos alguma questão significativa na vida de seu filho neste momento. Não podemos afirmar que seja a escola, tendo em vista o relato dos profissionais envolvidos e este comportamento poder estar relacionado com outras questões, como medo de ficar longe dos pais ou mesmo insegurança. Acredito que valha a apena marcar um horário com um psicólogo competente para avaliar o que de fato está acontecendo com seu filho, lhe orientando melhor sobre qual postura deva ser adotada neste momento.


Pergunta: Sou pai, tenho 25 anos, e não tenho a menor ideia de como educar meu filho.

Psicólogo responde: Você não precisa se desesperar, afinal de contas somente o fato de você ter enviado esta pergunta ao Blog Super Mãe já demonstra que você tem vontade de aprender como educar seu filho. Há vários materiais disponíveis em livrarias e na própria internet sobre maneiras de educar seu filho. Atualmente há diversas linhas de pensamento sobre educação de crianças, e a escolha de qual linha vamos utilizar depende do que querermos para nossos filhos, nossa vida e para a nossa família. Eu sugiro que você comece com uma pesquisa genérica para que você vá se familiarizando com as diversas linhas, para então poder escolher qual faz mais sentido para você.


Pergunta: Eu não sei como posso sair da depressão. Sou mulher, mãe, desempregada e tenho 34 anos.

Psicólogo responde: Depressão não é algo que devemos menosprezar, leitora do Blog Super Mãe. O que você sente, estes sentimentos negativos e depreciativos, são vividos por diversas pessoas ao redor do mundo. Segundo os órgãos internacionais competentes, é uma doença que necessita de tratamento e atenção tanto dos profissionais envolvidos quanto dos familiares que cercam a pessoa que está vivendo a depressão. Por essa razão nossa família também precisa estudar e compreender o que seja depressão, assim eles estarão ao nosso lado nessa jornada. É importante procurar seu médico para conversar sobre o que você está sentindo, para que ele possa fazer os encaminhamentos necessários tendo em vista você poder se tratar e se curar da depressão. Normalmente as pessoas superam a depressão fazendo uso de tratamento medicamentoso e psicoterápico. Depressão tem cura,  e tenho certeza que você poderá se curar dela!


Pergunta: Tenho ciúmes da minha filha de 5 anos com o meu marido. Os dois fazem tudo juntos e eu fico jogada de lado.

Psicólogo responde: Precisamos tentar resolver esta situação, porque estou entendendo pela sua dúvida que seu marido e sua filha fazem programas juntos enquanto você fica sem a companhia deles. Não é positivo termos um casamento onde o casal não faz programas juntos, mesmo quando há filhos. É preciso equilibrar momentos em família, momentos em casal e momentos individuais (eu comigo mesmo). Pela idade da sua filha é natural ela querer fazer muitas coisas com o pai, mas é preciso conversar com o seu marido para que ele coloque certos limites na filha ("papai não pode fazer isso com você, mas a mamãe pode e está ansiosa para fazer com você") e para que ele e você juntos possam construir momentos do casal. Vamos dialogar com o seu marido para construir estes momentos. Vai dar certo!!!


Pergunta: Como devo introduzir o uso das redes sociais na vida da minha filha? Ela tem 11 anos.

Psicólogo responde: Desculpe a sinceridade, mas as redes sociais já fazem parte da vida da sua filha de alguma forma, mesmo que ela ainda não tenha um perfil. Na televisão, nos círculos sociais dentro e fora da escola, ou mesmo na própria internet as redes sociais dominam a maior parte das conversas, e as principais notícias do Brasil e do mundo circulam por elas. A decisão que precisamos tomar quando somos pais é quando introduzir oficialmente (através da criação de um perfil) e como vamos acompanhar o uso delas por parte da criança. Além de acompanhar o uso precisamos sentar e conversar com nossa filha sobre os perigos da internet e das redes sociais, para que ela esteja preparada para lidar com todo o potencial positivo e negativo. O primeiro passo é decidir ao lado de seus familiares quando será o melhor momento de criar o perfil e como iremos abordar os perigos e potenciais do uso das redes sociais.


Pergunta: Como devo educar meu filho pequeno se não posso lhe dar palmadas?

Psicólogo responde: Durante muitos anos, tanto no Brasil como no exterior, educar era sinônimo de dar tapas, palmadas, etc. Muitas pesquisas e intervenções foram feitas e ficou comprovado que dar palmadas, ou melhor, educar através de contato físico violento não é o método mais eficaz. Para a Psicologia educar vai muito além do contato físico violento, pois educar envolve comunicação de igual para igual, combinados, limites, regras claras, e coerência dos adultos em sempre agir da mesma forma diante dos combinados estabelecidos. Sem esquecer um aspecto importante da educação - acolhimento. Sem acolhimento, respeito pela criança nenhuma técnica será eficaz.


Pergunta: Quando a terapia infantil é indicada?

Psicólogo responde: A terapia infantil é indicada em diversos casos, desde problemas no desenvolvimento psicomotor, traumas, comportamento disruptivo e mau relacionamento com parentes, colegas ou pessoas do cotidiano. Crianças que eram muito comunicativas e de um dia para o outro se tornaram caladas, episódios de choro ou agressividade sem motivo aparente, dificuldade de comunicação verbal ou mesmo de sentimentos são razões para que os pais procurem um terapeuta infantil para fazer uma avaliação.


Pergunta: Estou em dúvida em relação à nova escola para a minha filha.

Psicólogo responde: Escolher uma nova escola para a sua filha será um processo interessante... É importante escolher, ao lado dos familiares, qual a linha pedagógica que mais se encaixa nas características de aprendizagem da sua filha. Nesta etapa é importante conversarmos com a escola atual para entendermos melhor o que a menina precisará deste ano em diante. O segundo aspecto é pensarmos em uma escola que tenha valores, forma de pensar compatíveis com a sua filha e com a sua família. O terceiro aspecto a ser pensado é a estrutura física da escola, e localização geográfica para que estes pontos não criem problemas de transporte, ou mesmo uma escola onde o ambiente físico seja agressivo à sua filha (muito apertado, muito amplo, etc.). Um quarto aspecto é o valor das mensalidades, material didático... Pois precisamos levar em consideração nosso planejamento financeiro. O quinto, mas não menos importante, é a sua filha estar a par destes aspectos anteriores e gostar da escola que vocês, familiares, escolherem. Levando em consideração todos estes aspectos acredito que vocês encontrarão uma ótima escola para a sua vida. Boa sorte!!!


Pergunta: Acredito que meu filho é gay. Como devo agir?

Psicólogo responde: Você deve agir com ele normalmente, afinal de contas a orientação sexual dele deve ser encarada com naturalidade. Cada um de nós tem uma orientação sexual, e não precisamos ou devemos ter preconceitos em relação a isso. Acredito que você pode, caso não tenha ainda, construir um canal de comunicação com seu filho onde ele se sinta seguro para compartilhar com você aspectos íntimos de sua pessoa. Assim vocês poderão conversar sobre todo e qualquer assunto, ajudando um ao outro a compreender melhor o dia a dia e o mundo ao nosso redor.


Pergunta: Sou um pai de 42 anos e trabalho das 8:00 as 18:00. Me sinto exausto, sem motivação para nada. Quando chego em casa não consigo brincar com meu filho. Eu posso estar doente?

Psicólogo responde: Antes de mais nada precisamos investigar se você está sofrendo de algum problema físico, como anemia ou outro tipo de doença. Após fazer uma avaliação médica completa, e caso não seja constatado nada, é necessário investigar possíveis problemas psicológicos, como depressão ou a síndrome do esgotamento profissional. Procure um médico e um psicólogo de sua confiança para poder solucionar esta condição desagradável que você está vivendo.


Pergunta: Sinto muita ansiedade quando minha filha de 7 anos vai para a escola. Tenho muito medo que algo ruim aconteça com ela. Não estou conseguindo controlar esse desespero.

Psicólogo responde: Parece que este sentimento de angústia está relacionado a crenças negativas que você carrega a respeito da segurança de sua filha. Provavelmente alguns episódios da sua vida te levaram a construir estas crenças. Seria importante neste momento você conversar com um psicólogo competente para que ele a ajude na desconstrução destas crenças, assim você se verá livre deste sentimento tão ruim que tira completamente a nossa paz.


Pergunta: Meu padrasto abusa sexualmente de mim desde os 8 anos... Tenho 13... Não sei como fazer ele parar!

Psicólogo responde: Sinto muito você estar passando por isso! Imagino como você deve estar se sentindo após tantos anos passando por isso. O que seu padrasto está fazendo com você é um crime, e é preciso contar este triste acontecimento para algum adulto da sua família. Pode ser sua mãe, avó, tio ou tia... Apesar de saber que não será fácil para você contar isso para alguém é preciso, pois após contar para um adulto vocês precisarão decidir o que fazer. Normalmente eu sugiro que a pessoa vítima de abuso sexual, ao lado de um adulto, se dirija a uma delegacia para prestar queixa do crime. Na delegacia vocês receberão as orientações legais e poderão agir da melhor forma possível para colocar um fim nisto. Eu também sugiro apoio médico (normalmente ginecologista) e psicológico, recebendo destes profissionais as melhores orientações para poder lidar e superar esta situação.


Pergunta: Eu sofri um acidente de carro e fiquei afastada do meu trabalho durante 6 meses. Agora que minha licença está terminando estou tendo ataques de ansiedade e de pânico. Preciso procurar um médico ou um psicólogo?

Psicólogo responde: Em casos de crise de ansiedade e/ou pânico eu entendo que não importa se procuramos primeiro o psicólogo ou o psiquiatra, pois o simples fato de procurar ajuda já é o primeiro passo que precisamos dar. Há diversos estudos comprovando que os tratamentos mais eficazes para síndrome do pânico e de ansiedade é a combinação de tratamento medicamentoso mais o tratamento psicoterapêutico. Procure o quanto antes um médico ou um psicólogo de sua confiança para iniciar o tratamento, pois esses sintomas que você está vivendo são muito difíceis, dolorosos, e não há necessidade de você continuar sofrendo sendo que há tratamento para eles.


Pergunta: Acabamos de nos mudar para um novo estado e minha filha está com dificuldades em fazer novas amizades. Ela tem 13 anos. Como posso ajudar?

Psicólogo responde: Quando nos mudamos de cidade, estado, precisamos reconstruir nossa rotina dentro do novo contexto em que estamos inseridos. Se a sua filha é uma adolescente que gosta de dançar, nadar, ir a concertos, é importante em sua nova cidade proporcionar novamente estas atividades a ela. Estando inserida em situações prazerosas, sua filha naturalmente vai conhecer pessoas com gostos semelhantes. Assim, ela terá oportunidades para fazer novas amizades. Contudo, ter dificuldades neste assunto pode não se resumir apenas a falta de situações para conhecer novas pessoas, sendo neste caso interessante conversar para entender sua real dificuldade e poder ajudá-la.


Pergunta: A família do meu marido tem muito preconceito com os gostos do meu filho adolescente... Fico preocupada com os efeitos do preconceito no meu filho. 

Psicólogo responde: Infelizmente o preconceito é um mal que existe em nossa sociedade, e precisamos aceitar que mesmo dentro de casa, em nossas famílias, o preconceito não só pode com de fato existe. Tente dialogar com o seu filho sobre os preconceitos que ele vive com os familiares, evidencie seu acolhimento e aceitação em relação aos gostos dele, sem deixar de mostrar que no mundo há diversos tipos de pessoas. As que acolhem e as que rejeitam, e que precisamos nos proteger daquelas nos rejeitam e nos alimentar do amor e do carinho daquelas que nos aceitam. Não é fácil lidar com a situação vivida dentro de casa, mas podemos aproveitar esta situação para preparar seu filho para o mundo como de fato ele é... Ao mesmo tempo acolhedor e excludente.


Pergunta: Não sei o que fazer para meu filho dormir na cama dele. Todas as noites ele insiste em dormir na minha cama. Como posso convencê-lo a dormir na própria cama?

Psicólogo responde: Antes de mais nada respire fundo, porque precisaremos ter paciência com o seu filho. Precisamos entender o motivo dele querer dormir na sua cama. A partir da compreensão do motivo, que pode ser medo de dormir sozinho, não querer dormir em uma cama que ele não conhece, ou mesmo um pesadelo que ele teve, é preciso pensar em uma atividade lúdica para mostrar a ele quão legal é dormir sozinho. Há vários livros infantis abordando o tema que podem ser usados neste momento, mas na minha opinião nada substitui um bom diálogo pais e filho neste momento, com muito acolhimento e paciência.


Pergunta: Tenho dúvidas sobre a orientação sexual do meu filho e não sei como abordar o assunto.

Psicólogo responde: Tudo dependerá da forma como você já se comunica com o seu filho normalmente. Se há um diálogo franco, aberto, acredito que podemos abordar o assunto como você abordaria outros assuntos da intimidade do seu filho (como masturbação, primeiro beijo, etc.). Caso você e seu filho não tenham esse nível de comunicação seria importante você construir este espaço de diálogo sem críticas, mas com acolhimento. Quando seu filho sentir no seu tom de voz, no seu olhar e nas suas palavras que há espaço para o assunto orientação sexual vocês conseguirão estabelecer esta conversa. Com muita calma e respeito à intimidade do seu filho.


Pergunta: Meu filho adolescente manda indiretas a mim pelo Facebook. Como devo agir?

Psicólogo responde: Muitas pessoas hoje em dia, de diferentes faixas etárias, estão tendo conversas sérias, significativas ou mesmo uma simples troca de ofensas pelas redes sociais. Independente se é certo ou errado, pela questão de exposição pública de questões pessoais, o importante é conseguirmos agir nesta situação de maneira calma e privada. Busque seu filho no mundo real para ter uma conversa olho no olho, buscando entender o que está se passando com ele e o que ele quer dizer a você. Nada como um bom diálogo para apararmos as arestas de nossas relações!


Pergunta: Após o nascimento do nosso filho, há seis meses atrás, não sinto mais atração pelo meu marido. O que devo fazer?

Psicólogo responde: Apesar de vermos em livros, vídeos e muitos documentários, a experiência de ser mãe não necessariamente é uma experiência tranquila para a mulher. Há diversos relatos de mulheres que sofreram muito após o nascimento do seu filho, entrando em um quadro denominado depressão pós parto. É possível que você não esteja sentindo atração pelo seu marido devido a algum problema hormonal, depressão pós parto, ou por alguma situação vivida com ele durante a gravidez ou após o parto. Antes de tomar qualquer decisão sobre o futuro da sua relação vale a pena conversar com um profissional da área da Psicologia que poderá lhe ajudar a descobrir o que de fato está acontecendo.


Pergunta: Meu filho tem 11 anos e gostaria de saber qual é a forma saudável dele se divertir usando o vídeo game e o computador, sem que se torne um vício.

Psicólogo responde: Excelente pergunta! Utilizar o vídeo game e o computador não são hábitos ruins, desde que estejamos atentos à frequência com que a criança e o adolescente os utiliza e o tipo de conteúdo acessado. Dentro da rotina de seu filho é importante termos o momento das obrigações (conteúdos acadêmicos e outros compromissos assumidos pelos nossos filhos) e o momento da diversão dentro de casa (dentre as atividades possíveis, computador e vídeo game) e fora dela (ir ao cinema, lanchonete, parque, etc). Mantendo o equilíbrio entre as atividades obrigatórias e recreativas, e respeitando os conteúdos indicados para a faixa etária do seu filho, não teremos um uso negativo do computador e do vídeo game.


Pergunta: Eu me omito em relação às amizades do meu filho. Sei que não são boas companhias, mas não tenho coragem de falar com ele sobre o assunto.

Psicólogo responde: Não sei exatamente os motivos que a levam a se omitir em relação às amizades do seu filho, mas acredito ser muito importante você buscar entender (sozinha ou conversando com alguém - profissional ou não, fica a seu critério) o porque de se omitir. Independente da idade do seu filho, é saudável termos um canal de comunicação aberto para que possamos expressar a ele nossa opinião sobre diversos assuntos. Tente estabelecer uma comunicação com seu filho a respeito das suas amizades, começando por superar o bloqueio que a leva a se omitir.


Pergunta: Minha filha chega em casa da escola e se diz muito sozinha. Devo me preocupar?

Psicólogo responde: Na minha opinião devemos nos preocupar em entender o que sua filha quer de fato nos dizer com essa fala. Ela se sente muito sozinha por causa de algum problema na escola ou há mudanças significativas dentro de casa, na sua família? Há situações onde a perda de alguma colega que muda de escola pode produzir este sentimento em uma criança, ou até mesmo a triste experiência do bullying pode gerar esse tipo de fala em nossos filhos. Tente conversar com sua filha, acolher esta manifestação e buscar entender o que de fato sua filha está passando. Assim saberemos qual o melhor caminho para ajudar sua filha a superar este sentimento de solidão.


Pergunta: Tenho um filho de três anos, e todos os momentos que tenho livre gosto de passar com o meu filho. Meu marido está se queixando, enciumado. Como posso lidar com isso?

Psicólogo responde: Um dos grandes desafios em ter filhos, na minha opinião, é equilibrar os diferentes papéis que temos em nossas vidas antes mesmo de sermos pais e mães. Temos o papel profissional, social (amigos), familiar (dentro da família que nascemos e crescemos), e amoroso (a relação amorosa que cultivamos). Muitas mães acabam focando muito da sua energia e tempo no papel de mãe, o que na minha opinião é perfeitamente normal. Mas com o tempo não só o homem, marido, mas a mulher também começa a sentir falta dos outros papéis em sua vida. Precisamos tentar equilibrar os diferentes papéis, tendo momentos específicos para cuidar de nós mesmos, nos distrairmos e, obviamente nos divertirmos com a pessoa que amamos.


Pergunta: Devo ou não devo deixar meu filho de 16 anos chegar tarde em casa?

Psicólogo responde: Infelizmente ou não os adolescentes atualmente estão com o hábito de chegar tarde em casa, e quando digo tarde estou falando após as 23:00. Não há uma fórmula pronta que nos diga se devemos ou não deixar nosso filho chegar tão tarde em casa. Tudo vai depender da relação que você estabeleceu com seu filho ao longo dos anos, os limites colocados, os combinados estabelecidos e o que seu filho anda fazendo na rua. Para descobrirmos se devemos ou não precisamos dialogar com ele, entender com quem anda, o que está fazendo, se está seguro fazendo isso ou está fazendo em busca de aprovação de um grupo... Esta é uma questão complexa, mas que para mim necessita de muita paciência por parte dos pais e vontade de entender o filho, e não simplesmente proibi-lo ou reprimi-lo.


Pergunta: Como posso ser mãe e pagar as contas da casa? Eu não vou conseguir!!!

Psicólogo responde: Claro que você pode conseguir ser mãe e pagar as contas da casa. Quando olhamos para este desafio podemos ficar com medo, desesperados, com vontade de desistir... Mas é normal sentir isso diante de um desafio tão grande. Porém, este desafio grande não é intransponível!!! Precisamos respirar fundo, pensar nas alternativas profissionais que temos, e organizar nossa rotina para podermos dar conta da rotina de mãe e de mulher profissional. Eu lhe garanto que com calma, planejamento e dedicação você vai conseguir!


Pergunta: Meu marido não cuida do nosso filho... Quero me separar dele por causa disso!

Psicólogo responde: Antes de tomar uma decisão tão significativa quanto essa, de se separar, acredito que valha a pena ter uma conversa séria com ele. É importante expressarmos ao nosso companheiro o que sentimos, o que esperamos e o que precisamos, além é claro de estarmos preparados para ouvir o mesmo por parte dele. Neste diálogo franco e sério podemos entender melhor o outro, e a partir desta compreensão podemos criar formas de ambos se unirem para se proporcionarem o que é necessário para que o casal fique bem.


Pergunta: Mesmo com a minha família ao lado me sinto muito sozinha na tarefa de ser mãe. O que posso fazer para me sentir melhor?

Psicólogo responde: A maternidade é uma tarefa positiva e negativa, porque ao mesmo tempo em que a mulher desfruta de excelentes momentos ao lado de seu filho, a cobrança interna e externa é muito grande. Muitas mães se sentem sozinhas nesta tarefa de cuidar e educar seus filhos porque se cobram muito, ou até tem dificuldades em pedir ajuda aos seus familiares. Um primeiro passo para amenizar este sentimento de solidão é pedir ajuda e dialogar com as pessoas que lhe cercam, para sentir nelas o suporte necessário para você se viver o acolhimento, e não a solidão.


Pergunta: Minha filha está com 13 anos e sempre grita comigo. Não consigo mais conversar com ela.

Psicólogo responde: Quando nossos filhos começam a entrar ou já estão na adolescência o diálogo pode se tornar complicado, ou mesmo deixar de existir. Nessas horas começamos a nos preocupar, e muitas vezes perdemos o controle e começamos a brigar com eles. Sempre precisamos acolher os nossos filhos, independente da fase em que eles se encontram ou do problema que eles enfrentam. Não digo que precisamos concordar com tudo o que eles dizem, mas escutar sem julgamentos, buscando construir uma reflexão... Unir nosso ponto de vista com o ponto de vista deles. Sem imposições, mas através do diálogo, acolhimento e demonstração de afeto.


Pergunta: Meu filho de 6 anos agrediu fisicamente a avó. O que devo fazer?

Psicólogo responde: Nesta situação desagradável é preciso ter uma conversa com seu filho para esclarecer a ele que essa atitude não é certa. Ajoelhar-se para falar com ele é importante para não ter uma linguagem corporal de intimidação, mas de conversa de igual para igual. Evidenciar que essa atitude é errada, que ele pode machucar seriamente a avó ou outra pessoa agindo desta forma, além de tirar algo que ele goste por ter agido desta forma são atitudes importante para impor limites. Não se esqueça de falar com ele em um tom de voz firme, sem gritar ou se exaltar.


Pergunta: Tenho muitas culpas na criação do meu filho... Estas culpas estão me dilacerando...

Psicólogo responde: Eu entendo este sentimento... A culpa é um sentimento que vai nos corroendo por dentro, tirando nossa alegria e criando uma proibição de viver, de ser feliz. Há culpas que tem relação com algum episódio real em nossas vidas, outras que acreditamos ter mas que na prática não fizemos nada de errado. Seria interessante separar as culpas que realmente temos daquelas que simplesmente acreditamos ter, para que possamos nos perdoar ou pedir perdão a alguém. Buscando assim uma libertação... Converse com um profissional para que ele possa lhe ajudar nessa jornada.


Pergunta: Meu filho está se vestindo de forma diferente, pintando o cabelo e usando piercing. O que devo fazer? 

Psicólogo responde: Criticar seu filho por ele estar usando uma roupa que você não gosta, proibi-lo de pintar o cabelo ou ridicularizar seu visual não são formas construtivas de estreitar a relação pais e filho. Mesmo quando não gostamos de algo que nossos filhos estão fazendo precisamos nos forçar a dialogar, e não simplesmente criticar. É através do diálogo que entenderemos o que nosso filho quer dizer com esses novos hábitos, que tanto pode ser uma expressão de sua identidade como um pedido implícito de ajuda ou atenção. Lembre-se, devemos dialogar e não criticar.


Pergunta: Há pouco tempo meu filho passou a ter um irmão do segundo casamento do pai dele. Como posso ajudá-lo a ter uma relação saudável com o novo irmão? 

Psicólogo responde: O primeiro passo seria você conversar com o seu filho para entender como ele está se sentindo, como ele recebeu a notícia de que seu pai tem um novo filho. Algumas crianças sofrem com essa notícia, porque se sentem menos amadas pelo pai ou mesmo substituídas. Entendendo como seu filho se sente, podemos construir um diálogo para encontrarmos formas dele se sentir melhor, sem mencionar entendermos as necessidades do seu filho neste momento. Se ele precisa conversar com o pai ao seu lado, se ele quer conversar com o pai sozinho, se ele quer conhecer o irmão agora, se ele quer conversar com um profissional a respeito. O diálogo é essencial neste momento.


Pergunta: Meu marido e eu temos religiões diferentes. Como podemos educar nossa filha com esta diferença?

Psicólogo responde: Independente se é uma diferença religiosa, cultural ou social, sempre encontramos na criação de nossos filhos diferenças que parecem ser intransponíveis. Contudo, as diferenças só são um problema quando não estamos dispostos a dialogar e encontrar um ponto em comum. Podemos sentar e dialogar com o outro em quais pontos concordamos, em quais não concordamos, e justamente nestes pontos discordantes o que cada um pode ceder para encontrarmos um ponto em comum. A chave para superar o problema que você e seu marido estão vivendo é o diálogo franco, aberto.


Pergunta: Me sinto incapaz de criar meu filho. Estou apavorada... Será que eu vou conseguir? 

Psicólogo responde: Eu imagino como você deve estar sofrendo, e esta preocupação deve estar consumindo você no dia a dia. Ninguém nasce sabendo tudo, e você não tem como acertar sempre. Enquanto mãe precisamos buscar as informações necessárias para aprendermos como criar nossos filhos. Podemos buscar estas informações em livros, vídeos, em sites, blogs... As fontes de informação são inesgotáveis. Fique calma, você pode e vai conseguir criar seu filho. E o que você não souber ou tiver dúvidas não se sinta inferiorizada, busque as informações necessárias com os profissionais adequados. Com calma, estudando e confiando mais em você as tarefas e desafios diários fluirão melhor. Vai dar tudo certo!


Pergunta: Meu filho de seis anos fala o tempo todo em namorar. O que eu faço? 

Psicólogo responde: Antes de mais nada não podemos punir, muito menos reforçar esse tipo de fala do seu filho. Precisamos entender a função desta fala na vida dele. No consultório observamos que muitas vezes uma criança pequena, independente de ser menino ou menina, acaba falando muito sobre namorar porque alguém da família acaba reforçando essa fala. Ou seja, a criança não está falando em namorar porque ela quer isso, mas porque alguém dá risadas, incentiva, dá atenção, etc. Entendendo o seu filho, porque ele está falando tanto em namorar, podemos conversar francamente com ele orientado-o da melhor forma possível.


Pergunta: Timidez é um problema? 

Psicólogo responde: Depende da intensidade da timidez. Ser retraído, introvertido, ou mesmo tímido muitas vezes são características naturais da pessoa. Existem pessoas extrovertidas e introvertidas, e nossa sociedade precisa destes dois tipos de pessoa. O único problema é quando a timidez se torna uma trava, uma amarra que impede a pessoa de falar com os outros, trabalhar, estudar, etc. Quando isso ocorre, quando a timidez passa a gerar problemas práticos na vida da pessoa ou sentimentos negativos, é preciso pensar uma forma de superar essa timidez. Caso sua timidez tenha se tornado um problema procure um psicólogo para conversar a respeito.


Pergunta: Minha mulher faleceu há alguns meses, e estou preocupado em criar minha filha de 7 anos sozinho. O que devo fazer?

Psicólogo responde: Sinto muitíssimo pela sua perda! Nunca é fácil perder alguém que amamos, principalmente sendo nossa esposa. Eu imagino os medos, dúvidas e angústias que você deve estar sentindo, tanto pela perda de sua mulher como em relação à criação de sua filha. É preciso manter a calma nesta hora, e organizar a rotina da casa e da sua filha conciliando com a sua rotina pré existente. Adequar os horários para ter momentos com sua filha, momentos você com você mesmo, e momentos onde você estará trabalhando. Existindo esta adequação precisaremos pensar em como trabalhar o luto pela perda da sua mulher, tanto o seu luto como o luto da sua filha. Dialogar será importante para vocês se aproximarem mais e poderem descobrir, através deste diálogo, a necessidade ou não de um trabalho psicológico. Fique calmo, esta é uma fase muto difícil mas que através de amor e união vocês dois poderão superar!


Pergunta: Minha filha tem muito medo do escuro. O que eu posso fazer para ajuda-la a lidar com este medo?

Psicólogo responde: Acredito que o primeiro passo é não menosprezar o medo que sua filha sente. Este medo provavelmente está causando muito sofrimento para ela, e simplesmente fingir que nada está acontecendo para ver se ela se acalma e esquece este medo não é a melhor saída. Precisamos ouvi-la, entender o que de fato ela está sentindo e o que este medo representa na vida da sua filha. A partir desta compreensão podemos trabalhar de forma lúdica este medo para que ela possa superá-lo. Caso você não consiga sozinha, ou continua com dúvidas, consulte um psicólogo para que ele possa orientá-la de forma mais precisa.


Pergunta: Minha filha nasceu há um mês e meio e desde então tenho vários medos que me deixam apavorada. Tenho sentido também muita angústia e tristeza. O que pode ser?  

Psicólogo responde: Os sintomas que você está relatando são mais comuns do que a maioria das pessoas possa imaginar. A cada 1.000 nascimentos 1 mulher acaba desenvolvendo o que os médicos chamam de depressão pós-parto, que é caracterizada por tristeza e irritação que dura mais de alguns dias após o retorno da mãe e do bebê para casa. O período pós-parto é marcado por uma deficiência hormonal que normalmente é a geradora desse quadro. Contudo, vale a pena consultar seu médico para receber a orientação adequada de como lidar com esses sintomas, seja através de tratamento medicamentoso, terapia, ou ambos; dependendo do quadro e da intensidade dos sintomas.


Pergunta: Meus filhos brigam muito entre si. Isso é normal? 

Psicólogo responde: Do meu ponto de vista não existe o normal e anormal, mas sim o que é positivo e o que é negativo para uma família. Irmãos brigarem entre si é algo comum em diversas famílias, desde a época dos nossos avós. Contudo, não precisamos tolerar ou incentivar esse comportamento negativo em nossos filhos. O primeiro passo é entender a função deste comportamento, o porque deles brigarem entre si. Pode ser uma forma de chamar a sua atenção, tomar posse de algo, ou mesmo uma forma de compensação de baixa estima. A partir da compreensão da função deste comportamento podemos pensar formas de intervir, seja utilizando aspectos lúdicos (jogos) ou mesmo através de conversas e combinados para diminuir a frequência das brigas. Vale a pena, para alcançar uma vida familiar saudável, conseguirmos superar essas brigas para termos um convívio mais harmonioso.


Pergunta: O que eu faço quando o meu filho de 4 anos começa a gritar comigo?

Psicólogo responde: O mais importante nessa hora é mantermos a calma, pois se começarmos a gritar com a criança ou mesmo aceitar os gritos dela sem fazer nada a respeito estaremos fortalecendo esse comportamento que é extremamente negativo tanto no presente como no futuro de nosso filho. Precisamos nos aproximar de nosso filho, abaixar para estar na mesma altura da criança, olhar olho no olho e explicar para ele que é feio e errado gritar com um adulto. Caso ele continue fazendo isso perderá algo que ele gosta (por exemplo videogame, um brinquedo que ele goste, um passeio que ele queira fazer). Caso ele persista, ele perderá o que foi combinado nesta conversa olho no olho. Não se esqueça que o mais importante nessa estratégia é o adulto demonstrar serenidade, firmeza e cumprir o que prometeu ao filho.


Pergunta: Eu me sinto muito culpada por trabalhar até tarde e quase não estar com os meus filhos. Estou sendo uma péssima mãe?

Psicólogo responde: Infelizmente vivemos um momento em nossa sociedade onde precisamos trabalhar muito para poder pagar as contas de casa. Temos várias responsabilidades profissionais, horário para entrar sem horário fixo para sair do trabalho e ir para casa. Nessa realidade precisamos aceitar que não passaremos o tempo que gostaríamos com nossos filhos, e essa situação não se deve a uma falta de capacidade ou competência de nossa parte, mas a uma realidade externa que se impõe a nós. Não se culpe por não poder estar ao lado dos seus filhos o tempo que você gostaria, pois a culpa vai lhe atrapalhar nos momentos que você está ao lado deles. Faça esse tempo valer a pena, se livrando da culpa e se entregando plenamente aos momentos onde vocês estão juntos. 


Pergunta: Tenho muito medo do meu filho gostar mais da babá do que de mim, porque fico fora de casa a maior parte do dia a trabalho. Isso pode acontecer?

Psicólogo responde: Tanto as mães como os pais acabam tendo o medo de que se não passarem a maior parte do dia ao lado dos seus filhos eles não vão amá-los. Isso não é verdade, tendo em vista a qualidade do tempo que passamos com as crianças. Você pode trabalhar a maior parte do dia, deixando seu filho ou com uma babá, na escola ou mesmo aos cuidados de um parente. Isso não significa que a pessoa que está cuidando do seu filho passa a ser a mãe. Os pais são pessoas únicas, e a forma como elas se relacionam com os filhos é o que constrói o vínculo entre eles. Ao chegar em casa busque se dedicar ao seu filho, viver intensamente ao lado dele o tempo que vocês podem compartilhar. Brinquem, se abracem, se beijem, demonstrem aos pequenos o amor e o carinho que você tem com eles. Desta forma construímos e fortalecemos o vínculo mãe e pai a partir do amor, carinho e dedicação que nenhuma outra pessoa terá com nossos filhos.