quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Cinco motivos que levam pais a trocarem os filhos de escola


*Por Francisco Morales, diretor geral pedagógico da Vereda Educação

A educação dos filhos é uma questão valiosa e delicada em toda família. Por isso, quando os pais identificam na escola problemas de convivência e/ou estruturais, automaticamente isso influencia na reflexão sobre trocar os filhos de escola. Este sinal de alerta traz questionamentos como: “Será que este colégio é, de fato, o que reúne as melhores condições de aprendizagem? Será que ela atende as necessidades da minha família? Será que meu filho atingirá sua máxima capacidade com esta metodologia? Como será a sua convivência nessa comunidade?”. Há outras diversas intercorrências que podem influenciar nesta reflexão, mas, no geral, cinco delas costumam ter um peso maior para a tomada de decisão sobre a troca de instituição, especialmente no momento de garantir a matrícula do próximo ano. São elas:

- Meu filho tem problemas com os colegas ou professores.

Prática de agressões reiterativas em forma de brincadeiras de mau gosto por parte de colegas, o bullying é um dos principais fatores que faz com que a própria criança ou adolescente perca a vontade de ir à escola e desenvolva distúrbios como ansiedade, baixa autoestima e apatia, dentre outros. O fato se agrava ainda mais quando a postura da escola não é proativa ao inibir esse tipo de problema. Há ainda casos de educadores que fazem vista grossa a essa prática ou até desrespeitam o estudante por alguma dificuldade com determinada matéria. Quando esse tipo de situação acontece, os pais tendem a recorrer a escolas com programas de combate ao bullying e que sabem desenvolver o lado socioemocional do jovem, por meio da capacitação de professores e alunos para a mediação de conflitos e construção de uma cultura de paz.

- Não concordo com o método de aprendizagem.

Não importa a vertente pedagógica, essa é uma questão que surge como reflexão dos pais quando percebem que seus filhos enfrentam dificuldades com conteúdos apresentados na escola. As queixas em relação ao ensino “tradicional” incluem o fato de que os filhos não conseguem decorar todo o conteúdo apresentado, ou que não aprendem a pensar de forma autônoma. Ou, de outro lado, que a “construção” de ideias com metodologias mais modernas, não ajudam a passar no vestibular. Polêmicas à parte, os pais estão hoje mais atentos com as diferentes metodologias e à aplicabilidade prática que, em geral, acontece quando usa-se o melhor de cada método pedagógico e tem-se como perspectiva o desenvolvimento das habilidades e competências do estudante para encarar os próprios desafios e os que a sociedade lhe apresenta nos diversos campos.

- Não consigo falar com os representantes da escola.

Quando surge um problema no âmbito escolar, muitos responsáveis enfrentam dificuldades para solucioná-lo por falta de atenção da instituição. Como qualquer tipo de empresa, o atendimento próximo e eficiente é um dos pontos cruciais para a satisfação do cliente, e com escolas não é diferente. Cada vez mais, pais procuram por escolas em que encontrem referências entre professores, inspetores e diretores, além de canais de atendimento funcionais.

- A escola custa mais do que o informado.

Há quem já tenha se deparado com surpresas desagradáveis depois que a matrícula é feita, com altos preços de materiais didáticos ou alimentação que não estavam previstos no orçamento. Outro problema é o reajuste anual muito acima da inflação ou do que é praticado pelo mercado. A transparência é fundamental para uma relação entre cliente e instituição e, portanto, as escolas que detalham todos os custos já nos primeiros contatos ganham pontos durante a tomada de decisão.

- Não tenho com quem deixar meus filhos.

Problema cada vez mais recorrente na família moderna é a falta de ter com quem deixar as crianças antes ou após o horário escolar. O ensino em tempo integral é uma tendência e cada vez mais indispensável, já que envolve um melhor desenvolvimento dos jovens por meio de cursos complementares, por exemplo,de capacitação para o mercado de trabalho, como programação, design e até empreendedorismo.

Há muitas outras questões colocadas na “mesa” de uma família que não está contente com a escola, mas todas elas envolvem, de alguma forma, a falta de diálogo, algo que deveria ser básico quando falamos em educação, não é mesmo?

*Francisco Morales é reconhecido pela qualidade técnica e experiência de mais de 20 anos no ramo da educação. É formado em Filosofia (UFJF), Teologia (PUC-RJ) e pós-graduado em Administração Escolar. Atuou por mais de duas décadas como diretor de um dos mais importantes colégios particulares do Brasil, em Belo Horizonte. Atualmente, Francisco é diretor Geral Pedagógico da Vereda Educação, além de ter atuado como conselheiro de Educação Básica na Associação Nacional de Educação Católica (ANEC) de Minas Gerais, coordenador da Câmara de Ensino Superior da ANEC Nacional e diretor (e segundo secretário) da ANEC Nacional.

Sobre a Vereda
A Vereda é uma escola-modelo que nasceu com o objetivo de romper barreiras para uma educação de qualidade em padrão internacional de ensino. Com metodologia inovadora, conteúdo próprio e tempo integral, por um preço justo, teve sua primeira unidade inaugurada em 2017, em Santo André (SP), e duas unidades em 2019, em São Bernardo do Campo (SP) e Mooca, na capital. A Vereda é considerada um dos principais projetos educacionais em andamento no Brasil. Mais informações no http://escolavereda.com.br/.

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