quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Entrevista: Ensino bilíngue proporciona vantagens competitivas e cognitivas em alunos


Estudar desde a infância representa não apenas a possibilidade de obter fluência em outro idioma, mas favorece, em ampla escala, a aquisição de competências interculturais

É fato que saber um segundo idioma auxilia na imersão em novas culturas e garante um crescimento 
pessoal e profissional de destaque. Mais ainda, contribui para o desenvolvimento das habilidades e
competências necessárias ao cidadão do século XXI, como criatividade, comunicação e liderança. 
Mas qual o melhor momento para se aprender uma nova língua? De acordo com o Massachusetts 
Institute of Technology (MIT), o ideal seria começar a estudar pelo menos até os 10 anos de idade.

Aprender um novo idioma requer determinação e dedicação para alcançar a fluência. Começar desde a infância facilita o aprendizado, uma vez que é nessa fase que o cérebro se desenvolve mais rapidamente. A coordenadora de Ensino Bilíngue do Colégio Objetivo Brasília DF, Cybelle Moura, ressalta que quanto mais cedo a criança é exposta a novos idiomas, melhor e mais ampla será a aprendizagem. “Portanto, a infância, fase marcada pela curiosidade e pela descoberta, é o melhor momento para se iniciar a aprendizagem de idiomas”.

Em sua tese de doutorado pela USP, a psicóloga Elizabete Flory constatou que crianças são perfeitamente capazes de aprender duas línguas sem qualquer sobrecarga intelectual. Assim, elas não apenas distinguem os dois idiomas, mas também podem apresentar vantagens cognitivas, como consciência metalinguística e antecipação do pensamento.

Cybelle Moura completa: “alunos que tenham um ensino bilíngue apresentam vantagens frente à outros. Destaca-se a antecipação da consciência metalinguística -- eles se dão conta de que um objeto tem palavras diferentes para representá-lo, além de diferenciar com qual língua falar com cada pessoa. Outro benefício que já foi identificado em diversas pesquisas é a antecipação de pensamento cognitivo em cálculos”.


Ensino bilíngue
O desempenho brasileiro em rankings internacionais evidencia a necessidade de um ensino de língua estrangeira de qualidade. De acordo com levantamento realizado pela Education First (EF), o Brasil ocupa a 59ª posição -- em uma lista de 100 países -- com proficiência em inglês. A EF explica que os sistemas educacionais de baixo desempenho e altos níveis de desigualdade econômica dificultam os esforços para melhorar a proficiência no idioma.

Mesmo o Brasil integrando o grupo de países com baixa proficiência em inglês, é notável, cada vez mais, esforços para reverter o quadro nas próximas gerações. Em meio a demanda de jovens formados para o mundo, escolas já começam a proporcionar um ensino bilíngue desde a educação infantil. “Por meio do novo idioma, damos a oportunidade para os estudantes entrarem em contato com o incomum. Tal experiência desperta a empatia e estimula o desenvolvimento de competências necessárias para o mundo atual”, afirmou a coordenadora de Ensino Bilíngue do Colégio Objetivo Brasília DF.

Para a eficácia do aprendizado, é importante que os pais procurem uma boa escola de ensino. Para isso, vale ficar atento no tipo de material escolar, na qualificação dos professores e na metodologia de ensino, para que possa amparar o aluno e estimular a pronúncia, trazendo soluções inovadoras de ensino que envolvam as quatro habilidade essenciais: leitura, escrita, audição e fala.

Cybelle acrescenta: “ o uso de metodologias de ensino adequadas à cada faixa etária
é essencial para o sucesso dentro do processo de aquisição de um segundo
idioma. O brincar e o cantar, por exemplo, são ferramentas de aprendizagem
 poderosas e eficazes”. As novas metodologias, com a forma integrada ao ensino
do idioma, é um meio de desenvolver competências, habilidades, linguagens e
conteúdo, sendo assim, o processo de aquisição torna-se natural e significativo, já
que a aprendizagem do idioma é em contexto social.

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