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8 lições de paternidade que fazem diferença antes que os filhos cresçam

  • blogsupermae
  • há 5 horas
  • 2 min de leitura

Pauta produzida com base no livro "Bom pai, mau pai"; (LC Books), do pediatra e psicanalista Fausto Flor Carvalho.


Ele chega em casa, senta no sofá do lado do filho e liga a TV. Estão no mesmo cômodo, mas não estão juntos — o pai está ali de corpo presente e cabeça em outro lugar. É uma cena tão comum que quase ninguém repara nela.


O pediatra Fausto Flor Carvalho reparou. Depois de 25 anos de consultório e da experiência como pai de dois filhos, ele reuniu no livro "Bom pai, mau pai" (LC Books) o que considera as lacunas mais frequentes na paternidade de hoje. Nada de fórmula pronta — são observações para pensar a própria forma de criar com mais honestidade e menos culpa.


Separamos oito delas.


1. Estar presente é diferente de estar por perto

Dividir o mesmo sofá não é o mesmo que estar junto. Carvalho chama de "abandono virtual"; o hábito de rolar o celular enquanto o filho fala do outro lado. Presença de verdade pede olho no olho e tempo sem pressa.


2. Não dá pra ser neutro na criação

Ficar em cima do muro funciona em muita coisa da vida, menos aqui. Criança sem limite não se sente livre — se sente perdida. Se posicionar, mesmo quando incomoda, faz parte de educar.


3. Aponte as qualidades, não só os erros

Tem pai com o olho treinado só pro que dá errado. O problema é que o filho cresce ouvindo mais crítica do que reconhecimento. Nomear o que a criança tem de bom — a coragem, a generosidade, a curiosidade — ajuda a construir quem ela vai ser.


4. Cuidado com o favoritismo entre os irmãos

Ele raramente é declarado. Mora nos detalhes: em quem recebe mais paciência, mais atenção, mais foto. Tratar os filhos de forma justa não é tratá-los todos igual — é garantir que nenhum se sinta em desvantagem.


5. O exemplo ensina mais que o discurso

Filho aprende menos pelo que o pai diz e mais pelo que o pai faz. Como ele lida com a frustração, como cumpre a palavra, como usa o próprio celular — tudo isso ensina mais do que qualquer sermão.


6. Ensine a lidar com o "não"

Criar não é só proteger, é preparar. Num mundo de resposta imediata, aprender a esperar e a tolerar frustração é uma das heranças mais valiosas que um pai pode deixar. Quem não treina isso em casa sofre mais lá fora.


7. Legado importa mais que herança

Herança é bem material — se gasta, se divide, às vezes até gera briga. Legado é o que fica na forma de ser do filho. Antes de pensar no que vai deixar para ele, vale pensar no que está deixando nele.


8. Nunca é tarde para mudar

A forma de criar pode ser revista em qualquer fase. Reconhecer um erro não é fraqueza, é o primeiro passo pra reconstruir o vínculo. Não precisa ter sido perfeito até aqui — só precisa se dispor a ser melhor a partir de hoje.


Nenhuma dessas lições promete dar conta de tudo. Mas olhar pra elas — e reconhecer onde dói um pouco de verdade — já é um jeito de fazer diferente amanhã.

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