Fórmula infantil: o que é mito e o que é verdade
Quando amamentar não é mais possível, ou nunca foi como você planejou, as dúvidas
sobre a fórmula aparecem rápido. Cinco delas, esclarecidas.
Nem toda história de amamentação termina como a mãe imaginou. Às vezes a rotina não deixa, às vezes o corpo não colabora, às vezes o bebê já passou de 1 ano e o peito deixou de ser uma opção. E junto com a mudança vem a pergunta que muita mãe faz sozinha, à noite: será que eu estou fazendo certo?
A Organização Mundial da Saúde recomenda amamentação exclusiva até os seis meses e complementar até os dois anos. O leite materno continua sendo o melhor alimento para o bebê. Só que nem toda família consegue seguir essa orientação, e cada realidade merece ser vista com respeito. Se a culpa apareceu por aí, ela é comum. E bebê bem alimentado, com acompanhamento de quem entende do assunto, é o que mais importa.
Para ajudar a separar o que é fato do que é boato, a Aptanutri, marca de fórmulas infantis da Danone, reuniu mitos e verdades com base em artigos científicos. Veja os cinco principais.
1. Fórmula é indicada quando não dá para amamentar?
Verdade. O Guia Alimentar para Crianças Brasileiras menores de 2 anos reconhece as fórmulas infantis como uma opção quando a criança não pode ser amamentada. Elas foram pensadas para um organismo que ainda está amadurecendo.
2. Fórmula causa cólica?
Mito. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, a cólica aparece tanto em bebês que mamam no peito quanto nos que tomam fórmula. Se o seu filho parece incomodado, vale conversar com o pediatra em vez de culpar o leite.
3. Composto lácteo é a mesma coisa que fórmula?
Mito, e essa confusão é mais comum do que parece. O composto lácteo não substitui o leite materno nem a fórmula. Para menores de 2 anos, só deve ser usado com indicação do pediatra, porque pode ter açúcar e aditivos, de acordo com o Guia Alimentar. A diferença começa em quem fiscaliza. A fórmula infantil é regulamentada pela Anvisa, com padrões rigorosos, e foi desenvolvida para substituir o leite materno quando ele não é possível, a partir de 1 ano. Já o composto lácteo é regulado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, tem mais liberdade na escolha dos ingredientes e é feito para várias faixas etárias. Na dúvida, olhe o rótulo e leve a pergunta para o pediatra.
4. Todas as fórmulas são iguais?
Não são. Elas variam na composição e algumas trazem ingredientes que tentam se aproximar do leite materno, como prebióticos, DHA e ARA (ácidos graxos importantes para o desenvolvimento) e proteínas, vitaminas e minerais em quantidades ajustadas. Essas diferenças podem apoiar o crescimento, o desenvolvimento cognitivo e a microbiota intestinal. Por isso a escolha é individual, e quem ajuda a fazer é o pediatra.
5. Fórmula é uma forma segura de nutrir?
Verdade, quando prescrita por médico. Ela é regulamentada pela Anvisa e ajuda a garantir a nutrição adequada da criança. Se você está nessa fase, saiba que alimentar seu filho com cuidado, do jeito que a vida permitiu, também é cuidar dele. E a próxima consulta com o pediatra é um bom lugar para levar todas essas dúvidas.
O Ministério da Saúde informa: o aleitamento materno evita infecções e alergias e é recomendado até os 2 anos de idade ou mais. O produto mencionado não contém glúten. Consulte sempre seu médico e/ou nutricionista.


