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Seu filho tá tossindo há dias: é gripe, bronquite ou uma crise de asma começando?

  • blogsupermae
  • há 19 horas
  • 2 min de leitura

Seu filho começou a tossir de noite e você já não sabe se é só um resfriado, o início de uma bronquite ou uma crise de asma chegando. Não é falta de atenção sua — é que os sintomas realmente se parecem, e essa confusão é mais comum do que parece.


O momento pede cuidado redobrado. Segundo o boletim InfoGripe, da Fiocruz, o Brasil já registrou 77.153 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave em 2026, com 37.153 confirmados em laboratório. Entre crianças menores de um ano, as internações por doenças respiratórias cresceram quase 200% entre fevereiro e maio — dado da Sociedade Brasileira de Pediatria.


Rafael Faraco, pneumologista da Rede de Hospitais São Camilo, vê isso todos os dias no consultório: famílias que demoram a procurar ajuda porque acham que é “só uma gripe forte”, quando na verdade é outra coisa.


Como diferenciar

A gripe (causada pelo vírus influenza) costuma chegar de repente — febre, dor no corpo, garganta doendo, cansaço, tosse. A bronquite aguda, geralmente ligada a uma infecção viral, se manifesta como tosse persistente, com ou sem secreção. Já a asma é diferente na origem: as vias aéreas se estreitam, e vem a falta de ar, o chiado no peito, aquela sensação de aperto. Mudança brusca de temperatura, poeira e fumaça costumam ser gatilhos.


“Muita gente chega dizendo que está com uma gripe forte, quando na verdade apresenta uma crise asmática”, explica Faraco. E é justamente essa demora — tentar resolver em casa — que pode complicar o quadro até o ponto de precisar de internação.


O sinal que não pode esperar

O sinal que não pode esperar, segundo ele, é a falta de ar. Se a criança (ou você) não consegue completar frases, tem chiado ou piora rápida dos sintomas, é hora de procurar atendimento — não de esperar para ver se passa. Vale lembrar também que antibiótico não trata gripe, e nem toda tosse pede remédio. Sem diagnóstico, o risco é usar medicação errada e adiar o tratamento certo.


Prevenção é o básico bem feito

Prevenção continua sendo o caminho mais simples: vacina em dia, mãos lavadas com frequência, ambientes ventilados, e evitar contato próximo quando alguém da casa já está com sintomas. Nada revolucionário — só o básico, feito com constância.


Se a tosse do seu filho (ou a sua) não está te dando aquela sensação de “isso é normal”, confie nesse instinto e procure um pediatra ou pneumologista para avaliar.

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