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Seu leite pode salvar vidas: entenda a importância da doação do leite humano

  • blogsupermae
  • há 3 dias
  • 3 min de leitura

No dia 19 de maio foi celebrado o Dia Mundial da Doação de Leite Humano, uma data que reforça a importância de um gesto capaz de salvar vidas. Dados do Ministério da Saúde mostram que, somente em 2024, o Brasil registrou a doação de 245,7 mil litros de leite humano, beneficiando mais de 219 mil bebês prematuros e de baixo peso.


Apesar de ser referência mundial na área, o país ainda enfrenta desafios: o volume coletado atende cerca de 55% da demanda real, evidenciando a necessidade constante de novas doadoras e de maior conscientização sobre o tema. De acordo com a Dra. Luiza Drumond, médica obstetra e consultora Lansinoh, o leite materno vai muito além da nutrição básica. “As fórmulas fornecem apenas nutrientes, enquanto o leite humano oferece imunidade, proteção intestinal e estímulo neurológico.


Ele é completo e, especialmente no caso de prematuros, é adaptado às necessidades do bebê”, explica. Além disso, o leite materno traz benefícios comprovados para a saúde ao longo da vida. Entre os principais, estão:


  •  Proteção contra diarreias, infecções respiratórias e alergias;

  •  Redução de até 13% na mortalidade em crianças menores de 5 anos;

  •  Menor risco de desenvolver hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade na vida

adulta.

  • Impacto direto na sobrevivência de bebês


A doação de leite humano pode ser decisiva na recuperação de recém-nascidos internados em UTIs neonatais. Segundo a médica, o alimento reduz significativamente o risco de complicações graves.


“O leite humano doado diminui a incidência de enterocolite necrosante, uma das principais causas de morte neonatal, além de reduzir infecções, melhorar o funcionamento do intestino e favorecer o ganho de peso”, destaca.


Outro ponto importante é que qualquer quantidade doada faz diferença: 1 ml de leite já pode ser suficiente para nutrir um recém-nascido em uma refeição, dependendo do peso. Um frasco com cerca de 300 ml pode beneficiar até 10 recém-nascidos por dia, o que reforça o impacto direto desse gesto.


Quem pode doar?

Podem doar mulheres saudáveis que estejam amamentando e tenham produção excedente de leite. Para isso, é necessário passar por uma triagem clínica e laboratorial, além de seguir corretamente as orientações de higiene e coleta. Um ponto importante é que mesmo pequenas quantidades fazem diferença. “Existe um mito de que apenas quem produz muito leite pode doar, mas qualquer volume já ajuda a salvar vidas”, reforça a médica.


Processo seguro e acessível

No Brasil, a doação é feita por meio da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano. Após o cadastro, a doadora recebe orientações e frascos esterilizados para armazenar o leite, que pode ser coletado em casa. “O leite passa por um rigoroso controle de qualidade, incluindo pasteurização e análise microbiológica, antes de ser destinado aos bebês”, explica a médica.


Mitos ainda afastam doadoras

Apesar da importância, ainda existem dúvidas que dificultam a adesão. Entre os principais mitos estão:


  •  “Se eu doar, vai faltar leite para o meu bebê”;

  •  “O processo é complicado”;

  •  “Não posso doar se estiver tomando medicamentos”.


Segundo a especialista, parte desses receios não corresponde à realidade e pode ser esclarecida com informação. “Quanto mais leite é retirado, maior tende a ser a produção. Além disso, o processo hoje é bastante facilitado, com coleta domiciliar em muitos casos”, afirma.


Como começar?

Para quem deseja doar, o primeiro passo é procurar um banco de leite humano mais próximo e se informar sobre o processo. “Na maioria das vezes, é muito mais simples do que parece. E entender o impacto desse gesto pode ser o incentivo que faltava”, finaliza a Dra. Luiza Drumond, médica obstetra e consultora Lansinoh.



Sobre a Dra. Luiza Drumond - Médica Obstetra e Consultora Lansinoh

CRM 189796 / RQE 94856

Formada em Medicina pela Faculdade de Medicina de Barbacena. Residência em Ginecologia e Obstetrícia pelo Hospital Santa Marcelina. Especialização em Medicina Fetal pela UNIFESP. Mestranda em Restrição de Crescimento Fetal e Neurossonografia Fetal.

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